Acabamos dormindo, meu sonho foi estranho, Ash estava distante, mas não parecia triste e nem preocupado, eu senti que logo iria partir da minha vida e não o veria mais, chorei por não poder conversar com ele como de costume, mas eu entendi sua distancia, ele precisava seguir o caminho dele, acordei com Renzo me chamando e acariciando meus cabelos.
"Shhhhhhh!... Está tudo bem, eu estou aqui!", disse ele me apertando nos braços, foi aí que notei que realmente estava chorando, me sentei na cama e corri para o banheiro para esconder minhas lagrimas saudosas por Ash, deixei as lágrimas rolarem sem esforço até cessaram.
O jantar estava maravilhoso, rimos muito e aquela 1h de cochilo valeu para deixarmos despertos e sair para dançar e beber, divertimos e muito, Renzo não sabia dançar, mas mesmo assim o puxei para participar, Priscila deu um show na pista, depois foi minha vez, mas não deixei que Renzo me largasse, saímos da boate suados e eu de pileque, o champanhe que Renzo pediu era uma delicia e suave, bebemos duas garrafas, e quase enfartei quando vi o valor de cada uma, mas ele não se importou em pagar, estava tentando de todas as maneiras de me conquistar e eu estava começando a gostar dele, era um homem deliciosamente elegante, charmoso, e bom de cama e muito engraçado e um ótimo pai e presente, uma mulher que deseja filhos não recusaria um homem deste, mas não deixaria de trabalhar, eu devia manter meu caráter como ele era, simples e generosa.
O final de semana passou rápido, ainda tive uma pequena discussão com Renzo por causa de Priscila, os dois retornariam para Nova York e eu e os rapazes ficaríamos na casa.
"Taylor é um sujeito maravilhoso e não tem o mínimo interesse em Priscila, apenas são amigos e ele nutre uma amizade e respeito por ela... Nada mais que isso!", disse deitada no peito de Renzo depois de fazermos amor, ele não queria deixa-la comigo, e eu queria uma companhia feminina durante aquela semana.
"De jeito nenhum!... Ela vai comigo Victória, e retornamos na sexta, fique tranquila!", ele acariciou meus cabelos.
"Se for assim então, fico no Resort com os meninos, pelo menos não vou me sentir sozinha!".
Não acho uma boa ideia!... Eu vejo o modo como Taylor olha para você e ele definitivamente não gosta de mim!".
"Ele é praticamente meu cunhado e se preocupa com a minha felicidade!".
"Victória?... Por que você é tão teimosa e não me escuta?... Eu fico o tempo todo pedindo você em casamento e só me dá patadas e quando quero que fique aqui, na segurança do pessoal... terá tudo aqui!".
"Você estabeleceu uma distância e eu vou respeitar, mas não vou ficar sozinha aqui, e outra... Eu vou ter que ir para a cidade todos os dias para ficar em cima do pessoal para o prazo de entrega, pagamento, compra e cuidar dos funcionários que contratamos e pagá-los, não adianta ficar aqui, vou me cansar e depois tenho que reservar um tempo para discutir com o empreiteiro e o arquiteto os problemas que surgem, etc", Eu toquei na ponta de seu nariz e sorri, "Eu não estou sendo teimosa, eu estou sendo cautelosa e quero que a cozinha fique linda e que você ame quando a ver pronta!".
"Tudo bem!", vou deixar Henrique aqui para dirigir para vocês!".
"Não precisa!... Taylor alugou um carro e vai ser melhor assim!... Leve seu motorista com você!".
Ele bufou e passou a mão no rosto se sentindo pressionado, "Tudo bem!... Vou ligar para o gerente do Hotel e mandar reservar o melhor quarto para você e por um segurança para te auxiliar e proteger!".
Comecei a rir e me sentei na cama e me cobri com o lençol e o olhei e levantei as mãos, "Eu não preciso de segurança, eu não preciso ser protegida!", e o encarei, "Eu sei me defender e eu até posso sair ferida, mas não deixo barato!".
"Vick!", ele se irritou e se sentou e apoiou o antebraço nos joelhos, "Você precisa sim!... Você é um alvo fácil quando se trata de mim e as fotos de nós dois tem circulado insistentemente pelos jornais e não posso deixar você sozinha!".
Revirei os olhos, eu não queria isso, eu gosto da minha liberdade, "Pelo Amor de Deus Renzo, não me faça andar com um segurança!...
Eu já te disse, estamos namorando e não estou casada com você e não tem que se preocupar só comigo...
Você precisa tomar conta de Priscila!".
"Ela já tem o segurança particular, agora eu preciso proteger a minha futura esposa!".
"Namorada!", disse entre os dentes, ele riu.
"Você está levando um anel no dedo direito que custa quase dez mil dólares e jamais daria para uma namorada!", ele sorria malicioso.
Olhei para o anel de diamante e perola, abri a boca e o olhei e estreitei os olhos, "Você mentiu para mim dizendo que era um presente de Priscila e de agradecimento por ajudar e ama-la!".
"Justamente... Mas eu também amo você e quero que saiba que isso foi um pedido de casamento e você aceitou!".
"Renzo?... Eu estou me sentindo enganada!". Me levantei e vesti minha roupa, fiquei nervosa.
"Onde vai?", ele perguntou preocupado e se levantou da cama e veio até a mim, tentou segurar no meu braço, eu me esquivei e o olhei severa.
"Vou dar uma volta, por que se eu ficar aqui, vou brigar feio com você e vamos estragar todo o nosso fim de semana!".
Peguei minhas botas para neve, o casaco pesado que comprei em uma loja que eu e Priscila visitamos e saí, calçando e descendo a escada, atravessei o corredor, Priscila ainda me chamou e Renzo desceu as escadas correndo e se vestindo para ir a traz de mim, ainda vi ele pedindo para a filha ficar dentro de casa, caminhei com urgência pela rua de terra, o vento era gelado, mas eu precisava esfriar a cabeça, Renzo era sorrateiro e queria me dominar com seu modo sutil como um anel de agradecimento, por isso um dos jornais de fofocas focalizou bem o meu anel quando saí do hotel naquele dia que me deu, passei a mão no rosto e nos cabelos e os puxei para aquecerem minhas orelhas e me abracei, aquele relacionamento estava correndo muito rápido e isso me deixava com medo, escutei Renzo me chamar e correr para me alcançar, gritei.
"Fique longe e me deixe pensar!".
Disse ainda caminhando rápido.
"Me deixa explicar Vick!".
"Não me chama de Vick!", parei e o olhei, "Você está me manipulando Renzo... Está novamente usando sua filha para se casar comigo, mas a gente nem se conhece direito... Como quer se casar assim?".
"Eu amo você!", ele abriu os braços, eram as palavras mais sincera que ouvi desde que Ash me abordou na saída do hospital dois ano a traz, baixei a cabeça para me lembrar, era aquela semana que faria um ano da sua morte, comecei a chorar, tapei o meu rosto e deixei as lágrimas rolarem em um choro compulsivo, eu não queria dizer a Renzo que era por causa das minhas lembranças, definitivamente não queria terminar com o fim de semana estragado, Renzo se aproximou e me abraçou, "Me perdoa!?...
Mas eu estou desesperadamente louco por você e se pudesse... Eu te sequestraria e te levaria para uma ilha deserta só para ser só minha e só tiraria você de lá quando se casasse comigo!".
Comecei a rir, "você ficaria louco na primeira semana!", o olhei em lágrimas, ele secou o meu rosto com o polegar e com beijos, eu fungava, mas ele me passava segurança, "Eu não sei se consigo viver com toda essa bagagem de segurança e mordomia Renzo... Eu sou uma pessoa simples que gosta de ajudar as pessoas, que gosta de ser enfermeira e ajudar à salvar as pessoas doentes, eu gosto de doar e me doar como faço com você e com Priscila!".
"Você se acostuma meu amor!".
"Eu vou ser mais uma cabeça vazia na sua vida, onde vou exigir mais do que dar!", o abracei apertado, "Me de um ano?... Vamos namorar?".
"Já estamos namorando, só que você tem um anel de compromisso no dedo e isso quer dizer que você é minha!".
Bati em seu peito, ele segurou meus pulsos e riu, "Vamos Victória?... Aceite meu pedido de casamento e vamos juntar nossas famílias para se conhecerem?".
"Renzo!?... Eu vim de uma família pobre, meu pai e cortador de lenha e colecionador de carros velhos, eu sou uma enfermeira de emergência, somos pobres, não combinamos com a sua família!...
Meu pai só tem cerveja na geladeira, não toma bebidas caras, mora numa casa de fazenda e eu moro em um sobrado caindo aos pedaços que nem eu tenho coragem de mandar arrumar pelo tanto que vou gastar naquela casa... E quer me apresentar para seus pais que devem ser extremamente ricos e elegantes!".
"Meus pais vão amar você!... Alias! ele já amam você só por fazer Priscila feliz e ter trazido ela de volta para nós e estão loucos por outro neto!".
Respirei fundo, eu não queria aceitar, eu queria curtir minha liberdade, "Eu só tenho 25 anos... Eu tenho tantas coisas para fazer e me casar agora não me deixa margem para curtir minha solidão!".
"A solidão é chata Victória!" Ele me beijou na ponta do meu nariz, seus lábios quentes foram generosos com o meu nariz que estava muito gelado, "Vai por mim, eu estou sozinho a quatro anos e não está sendo nada legal!".
"Isso é loucura Renzo!... A enfermeira que em dois meses rouba o coração do magnata e podre de rico", torci a boca e o olhei.
"Adoro quando me olha deste jeito, seus olhos verdes parecem duas esmeraldas loucas para serem devoradas!".
Ele me apertou nos braços e me beijou com paixão, ficamos ali abraçados e nos beijando, literalmente ele não me dava tempo para pensar, meu coração estava disparado e aflito, eu estava vendo minha liberdade escorregar entre meus dedos, mas eu amava tanto Priscila que acabei cedendo.
"Tudo bem!... Aceito me casar com você, mas dentro de um ano para podermos preparar tudo e nos conhecer melhor!".
"Vou mandar fazer o acordo pré-nupcial então!", ele me agarrou pela cintura e gritou comigo nos braços e me girou, rimos quando ele me largou e nos beijamos novamente e voltamos para casa caminhando e abraçados, Priscila ao nos ver bem, correu para nos abraçar, e Renzo contou sobre o pedido de casamento e eu tinha aceitado, a menina foi do sorriso as lágrimas e me abraçou com tanta força que achei que não iria conseguir respirar mais.