Na segunda os deixei no aeroporto e fiquei com a van da Mercedes e um raio de um segurança que olhei feio para ele quando entrei no carro, seguimos em silencio para a restaurante/lanchonete, Taylor e Marsh já estavam a minha espera, me sentei depois de desejar um bom dia, o segurança se pôs em pé na janela onde eu estava sentada com o pessoal, Taylor ainda parou de comer a panqueca que levava a boca e me olhou assustado.
"Qual é a desse cara?".
"Ele acha que preciso de proteção... Só isso!".
"Você aceitou se casar com ele não é, só por causa da menina, você está completamente apaixonada por ela e quer ela como sua filha por que não conseguiu ter o seu bebê!", Taylor foi rude e me chocou com suas palavras grosseiras, engoli em seco, várias vezes, as lágrimas queriam escorrer pelo meu rosto, me ajeitei na cadeira e olhei para os clientes que estavam a nossa volta que nos olhava desconfiados, Marsh tapou o rosto com as mãos e bufou, Taylor parecia um touro bufando e vermelho.
"Aceitei e me caso dentro de um ano e sim!... É por Priscila e por ele também!... Eu gosto dele!".
Abri o notebook na esperança de mudar de conversa, Taylor esmurrou a mesa e apontou o dedo para mim, "Você vai se dar mal com esse cara... Ele é esperto Victória, vai te dar o mundo e depois vai tirá-lo de seus pés e você vai perder o chão e não vai conseguir se reerguer!".
O encarei, "Eu não vou deixar de trabalhar se é o que acha, vou conservar minha vida e meu caráter e não vou deixar que nem você e nem ele me façam perder minha simplicidade de viver e cuidar das pessoas!", ele curvou a boca irritado ouvi seus dentes rangerem, "Estamos aqui para trabalhar e não para discutir sobre minha vida pessoal!".
Mesmo sabendo que Taylor estava louco para continuar a discutir, eu fui a fundo ao nosso projeto, enquanto isso os trabalhadores se juntavam do lado de fora para irem para a casa e começar a desmontar a cozinha e refazer o gesso do teto, hoje seria apenas o dia de desmontagem e avaliação do local e etc. fizemos uma lista do que iríamos começar a fazer e seguimos para a casa no alto da montanha, deixei todos depois de uma reunião rápida e voltei para a cidade para começar a trabalhar na planilha de gastos, Renzo me ligou assim que pousou e foi uma delicia escutar sua voz e de Priscila que estava tão feliz que irradiava até por telefone, sua alegria foi minha fonte de determinação e trabalhei a fundo.
O segurança no fim ficou comigo o dia inteiro e acabei fazendo almoçar comigo e ficar ali na mesa, seu nome é Rustyn e um ótimo sujeito, minha preocupação maior é se ele ficaria para o resto da minha vida, até no hospital, isso não daria certo se era o objetivo de Renzo em me manter sobre vigia, ele carregava uma reputação ilibada para que sofresse um tipo de escândalos, talvez por eu ser completamente diferente e ser independente e trabalhar e cuidar de mim, isso gerava certo desconforto, mas ele tinha que se espelhar na mãe, ela também trabalhou e deve ser uma mulher forte e obstinada, só não entendia como Renzo foi se casar com uma mulher fútil e medíocre que apenas sugou suas energias e lhe deu uma filha maravilhosa e que a usava para ter dinheiro e mordomia, isso não entrava na minha cabeça, eu gostaria de poder conhecer mais aquelas pessoas, Renzo ainda era um mistério para mim, galanteador demais e tinha uma facilidade incrível de me fazer aceitar o que queria, dentro das coisas que comentou, eu só aceitei em ficar com o segurança por que já tinha contratado, mas eu não iria deixar, se não estivesse contratado.
Resolvi abrir o navegador da internet, fui ao google e fiz uma pesquisa em alerta para o meu nome, e já estava o anuncio do meu noivado com Renzo, coloquei a cabeça entre as mãos e bufei, Renzo era esperto, ele queria mostrar as pessoas que eu era dele e ele era meu e que não ousassem a se aproximar de mim, afinal de contas ele me achava sensual demais e eu exalava sexo e prazer, isso o deixava louco, e minha simplicidade e carisma é o que chama a atenção.
A noite segui com os meninos para o resort, foi uma surpresa para Taylor que eu ficaria com eles, no jantar expliquei que não me sentiria a vontade para ficar sozinha naquela casa, pelo menos ali teria com quem conversar e não precisaríamos ficar no telefone celular para discutir assuntos, senti Taylor mais relaxado e comemos com calma e discutimos a reforma e como está o gesso e o trabalho que vão ter, mas que em vinte dias, a cozinha estaria perfeita e linda como no projeto, Marsh estava animado e perguntou se podia trazer a esposa para o fim de semana, queria comprar a passagem para ela, fiquei animada e dei meu aval, seria ótimo ver os dois juntos, ele morre de amores por ela e não consegue ficar longe dela e eu respeitava isso, pois era uma delicia ter alguém que amávamos ao nosso lado.
Meu quarto era a coisa mais linda, eu estava louca para acordar e ver como era lá fora, a lareira estava acessa e eu me deliciei com o calor do local, um vinho da melhor qualidade foi me servido e um bilhete de Renzo estava preso na garrafa, me desejando uma noite tranquila, ele estaria pensando em mim e sonharia comigo, sorri alegre e terna, mas meu coração não bateu forte como Ash fazia bater, mas ele estava se esforçando em me conquistar, e eu acho que logo eu poderia estar apaixonada por ele, era difícil não procurar seus braços quando estávamos sozinhos, ele não demonstrava ciúmes, mas sabia afastar os outros homens.
Puxei a cadeira e me sentei perto da porta de vidro que dava para o terraço, me servi de vinho e fiquei lendo sobre a minha apostila do curso de administração que estava fazendo online, eu tinha que aproveitar esses momentos para depois fazer a provinha e receber o certificado até junho, até que não era difícil, mas tinha que aprender, isso servia até para o meu dia à dia, até que escuto batidas na minha porta.
"Entre!", gritei, eu não queria sair do lugar, estava tão gosto onde estava.
A porta se abriu, Rustyn surgiu e se pôs em posição de sentido, "O Sr. Taylor deseja falar com a Senhora!".
Achei aquilo um exagero, mas... "Mande-o entrar, por favor!".
Taylor entrou torcendo a boca e olhando para o meu segurança, assim que a porta se fechou, Taylor puxou uma cadeira, eu compartilhei a minha taça de vinho com ele, pois só tinha uma, ele ficou em silencio por um bom tempo, olhando para fora, as vezes para mim e para a lareira, respirava com força, lutando contra si mesmo para não falar e fazer besteira, até que resolve falar.
"Me desculpe pelo que disse de manhã!", ele balançou a cabeça chateado com ele mesmo, "Eu não sei o que esta acontecendo comigo, mas"... ele fez uma pausa, suas mão estavam rígidas, " não se case com esse cara!... Some da vida dele Victória antes que seja tarde!... Você vai sofrer com ele, você não combina com o estilo de vida dele, você é doce, carismática, linda"...
Sorri terna, tomei um gole de vinho e passei a taça para ele que virou em um gole só e tomou mais da metade, fiquei preocupada, meu sorriso sumiu, eu não queria que ele estivesse apaixonado por mim, isso iria dificultar e muito nossas vidas, desde o inicio eu só queria seu corpo, seu pau e seus carinho e depois ir para a minha casa e dormir, mas ele levou para o lado sentimental e isso não podia acontecer.
"Eu falei para você que era só cama que a gente tinha!".
Ele me olhou com os olhos doidos, pegou a garrafa de vinho e encheu a taça, deu um generoso gole e me passou a taça, eu a rodei entre os dedos esperando por uma resposta, mas ela não vinha, olhei para fora e respirei fundo chateada comigo mesmo, eu jamais deveria ter brincado com o coração de Taylor, ele era um cara romântico, ele procurava a mulher ideal e eu sei que ele viu eu e Ash transando como dois loucos no chão de casa, ele estava lá e na porta, por mais que fez esforço para não ver, ele presenciou uma boa parte, e eu agi da mesma forma com ele, possessiva e quente, isso o enlouqueceu, eu fazia o que gostava, eu deixava me pegar com força e meter fundo e gozar e muito dentro de mim, mesmo com camisinha, era uma condição para nos proteger, mesmo assim eu tomava anticoncepcional.
"Taylor... Não pode me amar!... Eu não tenho sorte no amor e... Eu não quero te machucar!", sacudi a cabeça, "Eu não amo ninguém!... Apenas Ash ainda sobrevive no meu coração e eu tenho um ano para decidir se realmente vou ou não me casar com Renzo, essa foi a condição que impus a ele e aceitou!".
"Você transou comigo esse tempo todo e me enganou!".
"Não enganei!.. Disse a você que era apenas cama e nada mais, eu não queria ninguém... E eu sou ativamente sexuada e não consigo ficar sem sexo!".
Taylor me encarou, seu topete estava tão desconstruído e o deixava lindo, eu transaria com ele ali se não tivesse me deitado com Renzo de manhã antes dele viajar, eu estava marcada por ele e eu queria ficar marcada, desviei o olhar e bebi do meu vinho e me calei.
"Devíamos ficar juntos... Por que eu também não tenho sorte no amor!". Ele se levantou e ficou de pé esperando por minha resposta, mas não olhei para ele e nem respondi.
"Boa noite Sra. Portman!",disse ele em um tom forte, estávamos nos despedindo do nosso caso de cama e tesão.
"Boa noite Sr. Taylor!". Engoli em seco e ele saiu batendo o pé como um soldado e desapareceu a traz da porta.
A garrafa acabou em um instante, meu celular não parava de receber mensagens, mas eu não as respondia, sei que era Renzo ou Priscila querendo conversar, no dia seguinte diria que fui dormir sedo, me arrastei para a cama e dormi.
A semana passou rápido, a cozinha estava indo dento do prazo, as coisas estavam chegando devagar, mas os fundos da casa se transformou num canteiro de obras com madeiras e tampos de mármores, entre outras coisas, os armários foram feitos todos ali mesmo, sobre medida e com o olho atento de Taylor e Marsh, nosso marceneiro estava radiante em estar pela primeira vez em Aspen e prometemos que se a cozinha ficasse adiantada, iriamos esquiar no fim de semana, eu estava animada, o projeto estava ficando lindo, o gesso do teto ficou perfeito o encanamento refeito, pois o antigo encanador só remendou e não deu uma boa estrutura para que não acontecesse novamente.
Eu voltaria para Pencilvania no domingo para rever algumas coisas na empresa e fazer pagamentos e buscar algumas coisas que não chegariam no prazo, usaria o avião de Renzo para isso, afinal de contas eram coisas miúdas e de pouco peso, mas que dariam um charme ao local, a quebração da parede começou, abrindo um arco divino para a sala de jantar, agora se via da cozinha as dependência da casa, mesmo assim teriam portas de correr para manter a privacidade se caso viesse a ter uma recepção, Renzo estava planejando em se casar ali, seria apenas os amigos mais íntimos e familiares, o transporte das famílias ficaria por sua conta, Priscila era outra que sonhava alto, eu já pensava em uma praia, casar na areia quente e debaixo do sol, eu ainda faria minha sugestão, chega de frio, já estava congelando naquele lugar.