De volta ao salão depois de refazer a minha maquiagem, abracei meu sogro e nos sentamos no sofá e ficamos conversando besteiras, meu pai não conseguiu voo para o Canadá, às pessoas estavam vindo por causa da neve e dos arranjos de natal e arvore na praça principal de Montreal, eu adoraria estar lá para ver pessoalmente Ash sempre me dizia que seus pais o levavam para ver os enfeites e brincar na neve, sua infância não foi diferente da minha, no caso ele só tinha dois primos e depois que se mudou, não teve mais contato com ninguém e também não voltou mais para lá, tinha que cuidar de seu trabalho e da esposa doente.
Aproveitei que meu sogro puxou minha sogra para dançar, eu peguei o caderninho e voltei a escrever.
A vida de Ash foi marcada por uma infância magnífica, como eu também tinha sonhos, mas não sonhava em fazer faculdade, ele queria ser alguém prático, aos 18 anos saiu em busca disso, cruzou a fronteira e caiu no colo de Detroit, lá aprendeu o oficio da reforma, ralou muito para aprender, observou erros e passou a ser o braço direito do meio oficial, e logo passou para meio oficial e seu chefe foi crescendo e levando ele como braço direito até que viu a necessidade de tomar as rédeas da vida e encarar o mundo sozinho, aos 21 anos saiu de Detroit e veio descendo e reformando, conheceu Taylor e logo depois Leila, aos 22anos estava casado, e sofrendo com uma mulher doente e dependente, mesmo assim o amor que tinha por ela supria tudo, deram oportunidade a uma jovem e recém-formada em arquitetura, montaram a empresa e começaram a trabalhar, e o negócio tomou fôlego e cresceram nesses seis anos, perdas houvera em sua vida, mas o pouco que lhe restava, ele aproveitou, amou, sorriu, se divertiu e sonhou.
Chegamos a possibilidade de um filho, sonho que almejava, eu as vezes me pego vendo-o na minha frente com o nosso bebê no colo, ele sorri tão feliz para mim, mesmo o bebê não se mexendo, ele acaricia seus cabelinhos de recém nascido, eu fico horas vendo-o ali, sentado na cadeira do meu quarto, ele não diz nada, apenas sorri, eu não posso me aproximar, acho que é proibido! Ele some e fica dias sem voltar, eu me calo diante das entrevistas, às vezes quero arrancar o médico da cadeira em que Ash gosta de se sentar com o nosso filho, mas eu não posso, eu quero continuar a vê-lo!".
Senti uma mão pesada e conhecida em meu ombro, fechei o caderno e olho para cima, Taylor sorria contente, ele abriu os braços, olhei para os pais de Ash que ainda dançavam e sorriram contentes, acho que meus olhos brilharam ao velo, me levantei, mesmo não desgrudando dos meus cadernos eu o abracei, ele me levantou do chão e girou comigo, a maioria das garotas nos olhavam, ele estava um gato com uma camisa vermelha e calça capri preta, eu gargalhei gostosamente quando ele me girou, eu jamais pensei que seria tão bom vê-lo ali, peguei em seus braços e o olhei.
"Uau!... Que gatão!", disse beijando seu rosto e o abraçando novamente, gemi com seu carinho e por ter se deslocado da Filadélfia para estar ali.
"Me desculpe por ter chegado só agora, mas está uma loucura do aeroporto até aqui!", ele acariciou meus cabelos, "Como você está?".
"Ainda louca!", disse revirando os olhos.
Rimos e nos sentamos no sofá, ele pegou a minha mão e tirou um pequeno saquinho vermelho do bolso e me entregou.
"É uma lembrancinha apenas!", ele sorriu tímido.
Sorri, "Não deu meia noite ainda?".
"Eu sei!... Mas quero ver você usando!".
Concordei com a cabeça e abri aquele saquinho vermelho de veludo e uma linda pulseira em ouro cheio de olhinhos gregos pendurados, eu amei o presente e ele colocou no meu pulso, eu o abracei animada e beijei seu rosto, quase nos beijamos na boca, pegando num cantinho, ele ficou todo bobo, eu excitada pela primeira vez depois de muito tempo, deitei a cabeça em seu peito assim que ele relaxou, os olhares para nós dois eram de pontos de interrogação, até as enfermeiras me olhavam diferente, os pais de Ash se aproximaram e se sentaram, logo foi servido os salgados, eu comi e muito, até estava admirada pelo tanto que comi, eram tudo calórica o que serviam para nós, já para os convidados eram normais e sabíamos pela cor dos pratos, conversamos e muito, eu estava animada, Taylor me puxou para dançar, ele nunca me viu dançar, juro que tentei ser comportada, mas não consegui, me entreguei ao som e me joguei no meio de todos, puxando Taylor para sumirmos das vistas dos pais de Ash, era uma musica Techno bastante sensual, as meninas ao meu redor pararam para me ver dançar com Taylor que se divertiu nos meus braços, eu fiquei suada e vermelha, a musica era extremamente apimentada, eu fiz ele me segurar pela cintura e me colei nele, minhas mãos enroscaram em seus cabelos agora um pouco mais compridos e cheios, ele tinha o cabelo ondulado e por isso sempre o mantinha curto e espetado, mas daquele jeito o deixou lindo e gostoso demais, uma das meninas se aproximou de mim e cochichou, eu sorri e agradeci, a musica acabou e todo dispersaram, eu larguei Taylor e voltamos para junto dos pais de Ash, logo os fogos estouraram, era meia noite, ganhei um par de brincos de perola da mãe de Ash, abracei com carinho, eles estavam cansados e resolveram ir embora, deixando Taylor e eu sozinhos, me ajeitei no sofá depois que ficamos sozinhos, ele parecia excitado, seu sorriso denunciava isso.
O pessoal já estava disperso e cansado, olhei para o corredor, eu me levantei e peguei na mão de Taylor, a musica começou agitada, e eu o levei novamente para a pista, mas passando e dançando por todos até alcançar a porta do banheiro feminino, as meninas piscaram para mim e eu caí dentro e puxei Taylor, eu simplesmente o agarrei e o beijei e minhas mãos abriram rapidamente o cinto de sua calça e enfiei a mão, ele gemeu, tentando me fazer parar, mas a sua boca ficou colocada na minha, ele era viril também , mas não como Ash, um homem igual a ele seria difícil de se achar, mesmo assim eu queria.
Taylor pegou no meu rosto ofegante, eu o acariciava com a mão, "O que estamos fazendo é loucura!... Você é minha"...
Não deixei que falasse, éramos adultos, e eu já tinha pecado de mais para carregar, "Estamos apenas transando Taylor, nada mais que isso!... Eu quero!... E você?", disse tirando a calcinha e pegando na sua mão e fazendo me tocar.
"Ah!... Isso é loucura, mas eu quero!".
Ele me agarrou e me puxou para o vaso sanitário, eu desabotoei o meu vestido para aparecer meus seios, eles estavam menores, mas ainda fartos, ele abocanhou meu mamilo e eu o encaixei em mim depois de baixar suas calças, gememos juntos e eu cavalguei nele, gozei em silencio, ele me apertava e sugava meus peitos, não podíamos demorar, logo alguém bateria na porta, pois uma luz ficava acesa quando tinha alguém.
"Ahhhhhhhhhhhh"... Taylor levou a cabeça para traz e gozou lindamente, ele apenas arfava, não soltou nenhum ruído, suas mãos apertavam os meus seios.
Sai de cima dele e coloquei a calcinha, ele se ajeitou, e me puxou e me beijou mais uma vez antes de sairmos, apaguei a luz abri e olhei para as meninas, que me deram cobertura para sair, voltamos para a pista de dança e voltamos a nos agarrar, depois dançamos musicas lentas e voltamos a nos sentar, eu estava encharcada de seu gozo e pela primeira vez me senti feliz.
"E estou confuso!" confessou ele.
"Não fique!... Foi só uma transa Taylor...Esse é o presente de natal que posso te dar!".
Não sorri, eu não queria um namorado, ele engoliu em seco e passou a mão pelos cabelos deixando-os bagunçados, me olhou com os olhos em chama, pegou no meu pulso e tocou na pulseira que ele me deu, a marca da aliança ainda estava no meu dedo, me fizeram tirar as alianças e eu sabia que no final de tudo, iriam tirar a pulseira do meu braço.
"Eu posso esperar você sair daqui e quem sabe", ele torceu a boca e me olhou, "Podemos voltar a conversar sobre isso!".
Respirei fundo, "Podemos conversar sim, mas acho que não deve fazer expectativas sobre isso, eu não quero me relacionar com alguém por um bom tempo, podemos transar mais vezes sem compromisso!", disse procurando seu olhar, "Entenda Taylor... Minha atração por você foi apenas carnal... Eu não estou apaixonada por você e você sabe o motivo!".
"Claro!", ele sorriu, pegou no meu queixo e me beijou, não demorou muito ele levou um cutucão para me largar.
"Não é permitido o toque e nem beijo", disse Luck o enfermeiro alto da ala dos meninos.
"Eu não sou paciente!", disse ele olhando para o enfermeiro.
"Não me interessa quem é!", Luck se inclinou, "Se tocar mais uma vez nela eu ponho você para fora e não vai poder mais entrar!".
Ele aceitou e voltou a me olhar, quando Luck se afastou ele disse, "Queria voltar para o banheiro!".
Dei risada e ele também, conversamos sobre a empresa e amanhã ele iria trazer alguns papeis para eu assinar, o seguro pagou e só precisava do numero da minha conta e da minha assinatura para liberar o dinheiro e agora eu respondia pela parte de Ash na empresa, já que ele não chegou a assinar a venda e ver a cor do dinheiro, então automaticamente Ash ainda pertencia a empresa e vi a urgência de melhorar e rápido e sair da li, o mundo me esperava lá fora e eu tinha muita coisa para fazer, uma faculdade talvez, respirei fundo e concordei, e fiquei feliz em saber que iria voltar.
Às duas da manhã colocaram todos para fora e os internos para o quarto, eu ainda assisti Taylor desaparecer, andando de costas e olhando para mim, a menina que cochichou no meu ouvido ficou parada ao meu lado e pegou no meu braço, sorria ao ver Taylor mandar um beijo para mim, nos olhamos e rimos.
"Pela primeira vez usei um homem para me satisfazer... Mais um pecado para mim!".
"Ele é mesmo um gato e até eu usaria daquele corpo!", caminhamos pelo corredor.
"Qual é o seu nome?", perguntei.
"Priscila Vital!", ela sorriu," eu sei o seu nome, todas aqui comentam de você!".
Achei estranho e curioso aquele comentário, "Do que falam sobre mim!".
Ela chegou perto, "Que você é louca e não anorexia!".
Comecei a gargalhar, de repente me bateu uma fome, parei de andar e segurei em seu braço, "Estou com fome!", disse, dei as costas para ela e segui para o salão, estavam recolhendo os salgados, rapidamente peguei um pratinho e enchi ele de bolinhos calóricos, e fui para o meu quarto com a mão cheia e engolindo aqueles bolinhos deliciosos, até de camarão eu comi e não achei ruim, entrei no meu quarto, tirei a roupa e coloquei meu pijama de ursinhos, cruzei as pernas sobre a cama e continuei mastigando e pensando no que eu iria escrever, claro que ia contar sobre minha transa no banheiro e de como me senti depois, olhei para a janela, a neve voltou a cair fininha, eu queria poder sentir aquela neve nas mãos.
Depois de comer tudo aquilo, eu coloquei o pratinho do meu lado e comecei a escrever, não sei por quanto tempo escrevi, mas enchi as paginas, me deitei e dormi puxando apenas o edredom, o pratinho ficou ali na minha cama, os dois caderninhos junto ao meu corpo e dormi muito bem, relaxada até.
Acordei com o barulho da folha do meu caderno sendo virada, me sentei assim que vi o Dr. Bergman folheando e lendo, ele estava sentado na cadeira a minha frente esperando que eu acordasse.
"Estavam no chão e como você disse que tinha que ler na sua presença, eu estou fazendo!".
"Mas comigo acordada!", disse irritada, ele sorriu e tirou os óculos de grau e me olhou.
"Hum!... Demonstrando reações de irritação... isso é bom!".
Bufei e revirei os olhos, "Não é para menos", me levantei e corri para o banheiro, eu estava apenas de calcinha e a camiseta do pijama, só quando entrei no banheiro foi que percebi, eu tinha certeza que tinha ido dormir com a calça do pijama, e voltei e olhei estranho, procurei pela calça ela estava dobrada sobre a cabeceira da cama do mesmo jeito que tinha colocado antes de vestir, eu realmente me senti a verdadeira maluca, puxei com raiva e vesti e voltei para o banheiro, o Dr. Bergman me olhou e começou a rir e continuou a ler, escovei os dentes e saí penteando os cabelos e voltei a me sentar na cama escovando vigorosamente meus cabelos, dei uma olhada no relógio do médico, lá marcavam 10h, pousei a escova no meu colo e voltei a olhar a janela, o tempo parecia gostoso lá fora, não nevava, mas deu pra notar que a neve estava alta, sorri.
"Eu queria tanto ir lá fora e brincar na neve, depois que viramos adultos e nos preocupamos só em trabalhar e ganhar dinheiro e querer gastar até o ultimo tostão, e se divertir com bebidas e trepadas quentes", torci a boca e olhei o médico que me escutava, "Queria ter 30 minutos de criancice!".
Ele sorriu e tirou os óculos do rosto e estreitou-os, "Deixo você ir lá fora brincar na neve se me deixar levar seu caderno para minha casa e ler lá?", ele levantou as mãos, "Veja que não estou dizendo que vou ler aqui, correndo o risco de alguém pegar!".
"Gostando das minhas histórias e minhas trepadas sacanas?".
Ele riu gostosamente, "É muito interessante!... Você é muito boa em seus relatos e... Tem umas partes em que o seu sentimento transborda e... até suas reflexões são coisas magníficas... Até as observações que faz de algumas moças internadas aqui me ajudam a ter uma outra visão elas, e é nisso que eu queria analisar!".
"Meu Deus... Eu estou ajudando a psicanálise!", Bati as mãos nas pernas e gargalhei, "Eu não sei quem é mais louco aqui!?".
Ele riu, e eu o olhei sorrindo, "Tudo bem!... Passe aqui antes de ir embora!".
Ele vibrou com as mãos e fechou o caderno e me olhou, "Vamos a nossa conversa!... Depois que voltou ao salão, como foi que se sentiu?".
"Grata por ver meus sogros e a surpresa em ver Taylor!".
"Soube que ele te beijou no sofá!", ele arregalou os olhos, "Isso aconteceu mesmo?!".
Respirei fundo, "Sim!".
"E que tipo de reação isso provocou em você?".
Fiz um bico e olhei para as minhas mãos, "EU usei ele para o sexo!".
O médico fechou os olhos e suspirou fundo resignado, "Você transou com ele aqui na clinica?".
"Tecnicamente sim!", o olhei, "Ah!... Qual é!... Eu senti vontade e ele também e eu senti desde que chegou!".
"Eu vou ter que restringir a entrada dele aqui Vick!", ele se levantou e andou pelo quarto, coçou a testa e voltou para mim, "Por que fez isso?.. Você podia dizer não!".
"Mas ele disse não e eu o ataquei!", disse sem a menor vergonha, ele estava lendo as minhas melhores transas e minhas reflexões sobre o problema.
"Você pode estar usando o sexo pra se sentir bem!".
"E isso não é bom?", eu o encarei, "Não é isso que vocês querem?...Que eu melhore?".
"Esse é o problema!... Você pode usar o sexo pra se sentir bem, quando estiver deprimida!".
"Eu diria que o que aconteceu foi mais por instinto animal do que pra me sentir bem, por que não gostei de usar o cara para isso e foi a primeira vez que transo com alguém assim e eu sei que ele vai se apaixonar... Eu vi nos olhos dele!".
"Então você transou com o cara, por que sentiu desejo?", ele gesticulava demais, parou e me encarou.
"Porra!", fiz um bico e arregalei os olhos, "Foi!... E foi delicioso!".
"Onde vocês transaram, por que não teve ocorrência de saída do salão!?".
Desci da cama e fui até ele, fiquei na ponta dos pés e dei um beijo em seu rosto, e o encarei, "Não conto!".
Dei as costas, mas ele pegou no meu pulso e me puxou, eu virei rápido, praticamente colei em seu corpo, mas ele se afastou rapidamente constrangido, pôs a mão na cintura e coçou a testa, eu vi em seus olhos que o deixei atordoado, tombei a cabeça para o lado, minhas histórias mexeram com ele, algo o provocou e ele estava tentando manter as aparências e não ter que largar o meu caso.
"por que você é o único que vem ao meu quarto e os outros médicos me chamam na sala deles?".
Ele me olhou assustado com a mudança de assunto, "Éhhhh... Por que você só se abre quando está no seu quarto... E eu sou o único que consegue fazer você falar!".
Quero começar a ir a sua sala de hoje em diante, mas antes quero que me deixe o caderno comigo!".
"Ok!", disse ele se retirando, eu o segui com os olhos até sumir do outro lado da porta.