Decisões a ser tomadas

1938 Words
Tomei um banho e me arrumei, desta vez coloquei um vestido vermelho que tinha trazido e que nunca usava, eu queria corres vibrantes na minha vida, arrumei meu cabelo, e me maquiei, quando saí do quarto, as enfermeiras nem acreditaram que era eu, sorri lindamente como costumava a fazer, estava tomada por uma energia maravilhosa, eu podia correr uma maratona, o Sr. Oscar e Taylor estavam a minha espera, sentados na sala de estar do salão a minha espera, quando me viram não acreditaram, eles sorriram gratos e uma expressão no rosto que não consegui identificar, acho que era de alivio por eu estar voltando a ser a pessoa que eu era. Taylor se aproximou primeiro, beijou o meu rosto e me girou para ver, o que não combinava com o vestido era a sapatilha, eu preferia um salto, mas lá era proibido. "Você está linda Vick! E é tão bom ver você assim!", ele me abraçou, eu não consegui recusar seu abraço, depois o Senhor Oscar veio me abraçar. "EU estou muito feliz em ver você toda arrumada!", ele sorriu e pegou no meu queixo e beijou minha testa. Nos sentamos, eu vi que o Dr. Bergman me olhava a distancia, Taylor abriu a pasta e puxou alguns papeis de lá de dentro e pôs a minha frente, "precisa ler o contrato e assinar!". Eu me recostei na cadeira, uma das coisas que meus pais sempre me ensinaram, era: "Leia sem ter presa e não fique nervosa com os olhares de quem estão com pressa!". Eu li toda a apólice do seguro, e depois coloquei o numero da minha conta e assinei, e empurrei o contrato e segurei antes que Taylor pegasse para guardar, "Metade deste dinheiro quero que destine aos meus sogros!", disse levantando a mão para Oscar ficar calado, "Eles estão custeando meu tratamento!... E Ash ficaria feliz com a minha decisão, por que eles merecem, eles criaram um homem maravilhoso, educado, inteligente, gentil, amoroso e foi um ótimo marido para mim... E verdadeiros pais para mim quando mais precisei!". Oscar começou a chorar, eu também e me levantei e fui até ele e o abracei com carinho, "Não chora!... Eu não quero borrar a minha maquiagem!". Ele riu entre as lágrimas. "Obrigada filha, mas você deveria ficar com esse dinheiro, vai precisar!". "Não!... Eu tenho a empresa que Ash me deixou e eu acho que vou fazer faculdade de administração e vou trabalhar lá!", disse olhando para Taylor. Taylor abriu um sorriso enorme, "Será muito bem vinda!". "Acredito que sim!", disse me levantando e voltando para o meu lugar, me sentei, "Quero que traga uma procuração para que possa assinar por mim enquanto estou aqui, assim pode movimentar a minha conta, destinar o dinheiro aos pais de Ash e assinar por mim pela empresa!". "Tudo bem!... Vou providenciar isso hoje mesmo!". Ele me passou algumas papeladas da empresa, li uma a uma, o Sr. Vincent estava quebrando o contrato conosco, eu separei e deixei de lado, tinha certeza que Viridiana estava metida nisso, Taylor não entendeu por que fiz isso, li o restante e assinei, puxei a de Vincent, "Está ficará comigo e te entrego quando me trouxer a procuração. "Meu Deus!... Eu estou falando com uma mulher de negócios!", Taylor riu e passou a mão no rosto, "Você é incrível!". Sorri contente, ele estava empolgado demais, percebi que minha vida iria mudar e muito ali, nos despedimos, eu precisava ir almoçar e depois procurar alguém que me deixasse usar o telefone, nos despedimos e esperaria Taylor voltar mais tarde. No refeitório a minha mesa ficou com três meninas, antes eu ficava sozinha, conversamos, mas não perguntei o nome delas, uma já deu o nome da grife do meu vestido só de olhar, eu sorri, nem eu sabia qual era, deixava na mão de Naomie para me levar nas melhores lojas de Nova York, comecei a me sentir importante naquela roupa, percebi que meu animo estava muito bom, comi e repeti a comida, estava tudo uma delicia. Minha prancheta ganhou duas estrelinhas, toquei a ponta do nariz de Miranda, ela riu, era uma garçonete gordinha e muito simpática que nos servia e nos dava as estrelas, voltei para o meu quarto assim que me senti satisfeita e peguei o contrato e reli, guardei dentro do vestido e fui procurar o médico, Dr. Bergman, bati na sua porta e abri. "Posso falar com você?". "Entre!", disse ele me analisando, "Essa cor fica muito bem em você, mas sabe que é proibido desfilar aqui dentro!". "Não me deixaram opção, reunião de negócios!", torci a boca e me sentei, eu realmente era outra, tinha crescido e tinha deixado de ser menininha, "Eu preciso que me deixe usar o telefone e que isso seja um segredo nosso!". "E o que eu ganho com isso?", rebateu ele. Torci a cabeça de lado sem tirar os olhos dele, analisei bem a sua pergunta, "Te dou o meu caderno agora se me deixar telefonar!". "E para onde vai ligar?". Peguei o contrato, "França!". Ele assoviou, "isso vai me gerar problemas!". Eu pago pela ligação, dinheiro não é problema!", eu o encarei. Ele empurrou o aparelho para mim, sorri agradecida, pigarreia e liguei para Vincent. "D'villa corporate boa tarde!", disse uma voz em Frances e depois em inglês, ouvi a gravação nas duas línguas para determinar o ramal que queria e disquei pegando na mesa da secretária, ela atendeu em Frances, mas ela tinha a obrigação de falar inglês. "Sr. Vincent D'villa, por favor!", a pessoa perguntou quem gostaria, "Victória Portman e viúva de Ash Portman, diga que dançamos juntos no aniversário de Christoph. Aguardei por alguns minutos e fui muito bem atendida. "Minha querida Victória Portman, como tem passado?!". "Gostaria de estar melhor Vincet, mas estou me tratando aqui no Canadá, perder Ash me enlouqueceu e perdi completamente o chão!"... Me segurando para ser forte. "Sinto muito!... Viridiana disse que você estava gastando o dinheiro do seguro, que tinha sumido do país!". Fechei os olhos, "Viridiana não sabe nem a metade do que aconteceu comigo Sr. Vincent, eu simplesmente quase morri, e fui internada em uma clinica para me reabilitar e voltar a comer e aprender a viver, gostaria de ver o Senhor, gosto muito da sua amizade e espero conserva-la a cima de tudo!". "Me diga onde está? e eu chego aí para conversarmos, acho que sei o motivo que está me ligando e gostaria de ouvir seus argumentos!". "Fico grata!... Venha! não só por que precisamos discutir um assunto de nosso interesse, mas sim pela nossa amizade e por poder ver pessoas que eu gosto e tenho apreço!". Dei o endereço e o nome da clinica, ele iria ligar e pedir autorização para entrar depois do horário de visita, ouvi ele pedir para preparar o jato imediatamente, ele realmente gostava de mim e eu precisava usar isso ao meu favor, trocamos meia dúzia de palavras e desliguei, respirei fundo e me levantei e caminhei pela sala, e desabei a chorar, eu teria que sair daquela clinica fortalecida para enfrentar Viridiana, eu a colocaria para fora sutilmente e livraria a empresa daquela praga, Bergman veio ao meu lado e passou a mão pelos meus ombros, eu o abracei e chorei. "Odeio pessoas falsas, mas eu juro que vou tirar aquela mulher da empresa nem que eu tenha que esmaga-la com minhas próprias mãos!". "Não se vingue, use a inteligência!". "Sim!... é justamente o que vou fazer e vou começar com o Sr. Vincent!", sorri e limpei os olhos, "obrigada, ele se afastou e se sentou, e a porta a traz de nós se abriu. "O que faz aqui Sra. Portman?", perguntou a Dra. Ciara. "Conversando!... Não é o que a gente tem que fazer aqui?", tombei a cabeça, uma lagrima ainda teve tempo de escorrer para ela ver que chegamos a conversar, olhei para o Dr. Bergman, "Obrigada por me ouvir!". "Nossa sessão não terminou!". "E não vai terminar... Me recuso a ter mais alguém para me ouvir falar... Odeio que fiquem me olhando!". Saí puxando a porta, escutei a médica me chamando de baixinha marrenta, mas continuei minha passada rápida, respirei fundo quando entrei no meu quarto, a neve voltou a cair forte lá fora, guardei o contrato de rescisão e fui para o meu guarda roupa, puxei uma calça preta e uma camisa branca e as sapatilhas pretas, e as separei sobre a cama, Priscila bateu na minha porta e entrou, eu a convidei para entrar, logo se atirou na minha cama vendo minha roupa. "Você teve alta!?", ela me olhou da cabeça aos pés. "Não!... Eu só vou receber uma visita de negócios... Como eu estou aqui... Tem que ser aqui mesmo para essa reunião!". Ela abriu a boca e fechou entendendo, e começamos a conversar, e foi muito bom falar com ela, Priscila é filha de pais divorciados e os dois brigam muito e apenas o pai veio visita-la, a mãe está no sul da frança tomando vinho com o novo namorado. "Você mora com quem?!", perguntei me sentando na cadeira. "Eu moro com minha mãe, mas quem me dá mais atenção é meu pai!". "E por que não mora com seu pai!?". "Por que minha mãe iria ficar sem dinheiro para custear as mordomias dela". Franzi o cenho, "Desculpa!... Mas você se preocupa mais com a sua mãe que não te dá atenção e sofre por isso e deixa seu pai pagar por gastos que não são para você!?". Ela torceu a boca!, "tenho medo que minha mãe fique triste comigo". "Priscila!... Você é feliz assim?". Ela baixou a cabeça e depois me olhou, "Não!". "Então vá em busca de sua felicidade... As pessoas precisam aprender que não se usa filho para manter o padrão de vida, se ela quer ser rica que corra a traz de seus desejos sozinha e que não engane fazendo esse tipo de coisa!". Me levantei, "Toda essa merda de psicologia, psiquiatria é tudo uma merda, só serve para deixar a gente besta!", peguei em seu rosto e sorri, "Você é linda, tem uma carreira linda pela frente, vai surgir desafios que terá que separar o certo do errado e analisar você própria sem o auxilio de um profissional... SE você não começar a fazer as suas próprias escolhas... Vai terminar como sua mãe!... Mente vazia e valorizando só o que sai do bolso... E se ela está com namorado novo, ele que custeie suas mordomias, você não é um cifrão para ela exigir de você isso!". Priscila me agarrou em um braço delicioso, e chorou, ficamos abraçadas por um longo tempo, ela era tão magrinha e tão carente de afeto, me senti compadecida pelo seu choro, gostaria de ser mais próxima desta garota, mas minha vida não é aqui no Canadá e sim na Filadélfia, esperava sair logo da li, a desgrudei do nosso abraço e a olhei sorrindo e sequei suas lágrimas. "Agora pense com calma o que te falei, não comente sobre essa nossa conversa, talvez não vejam com bons olhos", torci a boca, e ri, "Não se esqueça que também sou uma paciente aqui e faço tratamento e ainda falo com os mortos!". Caímos na risada, foi tão alto que chamamos a atenção de uma das enfermeiras que passavam no local, abriu a porta e nos viu deitadas na cama dando gargalhadas, ela entrou e riu com a gente, mas colocou Priscila para fora, só podia ficar lá se a porta estivesse totalmente aberta. "Que saco!... Regras e mais regras!", Disse olhando para Priscila quando nos levantamos, ela me deu um beijo no rosto e saiu.
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