Visita de Vincent D'Villa

3352 Words
Me arrumei, vesti a calça social e a camisa e a tal sapatilha, até que fiquei bonita, arrumei bem meu cabelo os prendi em um coque desconstruído e cheio de fios soltos, enrolei nos dedos e os soltei, não fiz a maquiagem, deixando meu ar triste, dando a verdadeira impressão que estou em tratamento, chorar a tarde na sala de Bergman me ajudou a ficar com olheiras, o diretor bateu na minha porta e entrou, eu era a única que conseguia manter a porta do meu quarto fechado, o resto das meninas não. "Eu disponibilizei a sala de reunião para você e o Sr. Taylor que já está aí com um advogado!". "Obrigada Senhor!", voltei a por o ultimo grampo no meu cabelo e saí com ele. Não conseguia gravar o nome do homem, parecia tão complicado e não conseguia decorar, então me limitava a dizer apenas Senhor, assim não saia tão desrespeitoso a sua pessoa, segui com ele para um piso superior, e ele abriu a porta e dei de cara com Taylor andando de um lado para o outro estranhando em ter sido levado para lá, assim que me viu veio em minha direção. "O que está acontecendo!?", indagou ele aflito. "Sente-se Taylor, vamos conversar!", disse o pondo para dentro da sala e me voltei ao diretor, "o Senhor pode me avisar assim que o Senhor Vincent chegar?". Ele torceu a boca, "Tudo bem!", disse se sentindo o perfeito empregado. "O Senhor será muito bem recompensado por isso, desde que me deixe usar salto nesses dias!", pisquei para ele sem sorrir e entrei. "Taylor você tem algum blazer aí com você?", perguntei olhando para o que vestia, mesmo com malha, ficaria bom com um paletó. "Tenho no carro!... Por quê?", ele achou estranho. "Corra e pegue... O Sr, Vincent chegará a qualquer momento, quanto isso, o senhor aqui faz as apresentações e me de a procuração e quero que ele fique se for possível!". Taylor abriu a boca espantado e caiu na gargalhada, "O homem está na França trabalhando... Ele nem é louco de vir aqui!". Ele me olhou e viu que eu estava séria, e parou de rir, "Então é verdade!?".ele se levantou e saiu quase atordoado, eu sabia o quanto era importante para ele manter essa conta e Viridiana estava tentando derrubar a todos, por Ash ser o majoritário da empresa, eu passei a responder. O advogado me passou a procuração e eu li e assinei e esperamos por Taylor e assim que ele entrou estava branco, "ele chegou!". Sorri grata, "Quero que fiquem calados e escutem e se eu falar alguma besteira, aí sim pode entrar na conversa, mas me deixem resolver isso". Me levantei e abri a porta, Taylor assinava a procuração, eu confiava nele e sabia que não iria fazer besteiras, pois Ash sempre estava conversando e dando conselhos. "Vincent, quanta honra!", disse a ele sorrindo, ele me olhou bem, seu sorriso era terno e compadecido e me deu um abraço de pêsames, eu o abracei com força e chorei, mesmo tentando ser forte, eu não consegui, nos desgrudamos, ele me estendeu o lenço, nos sentamos, eu pedi para me darem um tempo e fiquei em silencio. "Está sendo muito difícil, mas Taylor tem se mostrado um ótimo amigo e os pais de Ash.. São magníficos e são os responsáveis por me salvarem!". "Eu entendo e sinto muito... De verdade!", ele soltou um longo suspiro, "Ash era um rapaz incrível e dedicado". "E Taylor também é dedicado e responsável Sr. Vincent... Eu não entendi sinceramente sobre a quebra do contrato se já estamos na finalização da obra e estamos começando o outro empreendimento!?". Vincent se remexeu na cadeira e me olhou desconfiado, "Sua empresa está a Deus dará!... Viridiana me enviou um e-mail com fotos e não existe trabalhadores por lá, simplesmente abandonaram desde que Ash morreu!". Olhei para Taylor que de surpreso ficou furioso, "Tenho como provar ao senhor que meus homens estão lá e só deixaram de trabalhar no dia que aconteceu o atentado, a noticia de que Ash estava no primeiro prédio se espalhou entre os funcionários, por que alguns me ligaram e eu estava lá no meio daquela multidão tentando chegar perto do prédio e ajudar no resgate das pessoas!". "Meu braço direito está dando a palavra!... E não é a primeira vez que Viridiana apronta com Ash!", disse suavemente, mas sorri depois, "Me de seu voto de confiança Sr. Vincent, nos deixe terminar a obra que não está atrasada, está até adiantada pelo que li no relatório que Taylor me trouxe", respirei fundo, "Eu ainda não posso sair daqui e me por a traz dos negócios do meu marido... Eu preciso terminar o meu tratamento e chegar a empresa firme e forte e poder tocar aquilo como meu marido deseja!". "Vai deixar de ser enfermeira Sra. Portman!", ele sorriu, relembrando da nossa conversa, ri com ele. "Claro que não!... Vou me esforçar e trabalhar nas duas coisas!". Ele arregalou as sobrancelhas, "Vai ser bem puxado não acha?". "Sim!... Acho, mas isso vai me dar uma margem para saber o que realmente quero de profissão!... caso não me adapto a parte financeira, eu faço medicina, caso eu me de bem na área financeira eu parto para administração!". Pisquei para ele e sorri. "Você é muito inteligente e fico abismado com a Senhora!", ele relaxou na cadeira, "Eu gostaria de ter uma mulher assim na minha equipe!". "E terá se me der sua palavra e me deixar rasgar essa rescisão de contrato!?". "Quero que fique boa logo Sra. Portman... Quero eu mesmo estar ao seu lado quando assumir pela primeira vez aquela empresa!". " Estará lá e farei questão de avisa-lo assim que sair daqui!". Ele pegou o contrato e olhou bem para ele, olhou para mim e para Taylor, "Eu confio em você rapaz e sua voz foi sincera quando falou!". E rasgou o contrato, Taylor respirou aliviado e arrumou o paletó e relaxou na cadeira e me olhou e sorriu não acreditando no que acontecia, e passamos a conversar coisas da vida, ele não se separou de Viridiana, mas estava a mais um passo de fazer isso, estava ficando difícil a convivência com ela, eu daria um jeito para mostrar para ele quem de verdade. Acabamos jantando lá mesmo, o diretor mandou que preparassem algo para nós, eu como sempre recebi a bomba calórica, eles um prato magnífico com legumes cozidos e um belo bife que fiquei com água na boca, comemos com calma e em uma conversa animada e descontraída, e recebi uma proposta para conhecer a França assim que saísse de lá e que não poderia recusar o convite, para não ficar feio, chamou Taylor para ir comigo, mas eu preferia que não fosse, ele precisava ficar de olho em Viridiana, mas isso com o tempo eu ajeitaria, depois que comemos, Sr, Vincent agradeceu e eu pedi desculpas em ter feito se deslocar da França até o Canadá, olhei no relógio e já passavam das duas da manhã, agora tinha entendido o quanto Taylor tinha ficado nervoso, fizeram ele esperar por duas horas ali naquela sala. Segurei Taylor na sala de reunião e conduzi Vincent até a porta de saída, eu estava ficando importante naquele lugar, isso por que foi natal e comecei a me abrir com todos ali. Assim que voltei segurei Taylor. "Viridiana virá para cima de você como um animal só por que consegui reverter a situação!". "Eu sei!... Ela está completamente louca depois da morte de Ash, ela culpa você o tempo todo por ele ter ido lá conversar com o Gilbert!". Pisquei várias vezes para ele, minha garganta deu nó, me senti mal e precisei me sentar, e comecei a arfar. "Foi por minha causa que Ash morreu!", as lágrimas desceram amargas, Taylor se ajoelhou na minha frente, o advogado já tinha saído junto com o Sr. Vincent e ficou apenas nós dois ali. "Não!... ele teria que ir lá de qualquer jeito... Precisava fazer o pagamento dos terceiros e não tinha como Ash não estar, lá!". Olhei para Taylor, "Não minta para mim Taylor!", disse em sofrimento. "Não estou mentindo!", ele acariciou meus cabelos e procurou minha boca, mas eu tapei a dele. "Desculpa!... Mas não consigo!... Agora não!", disse chorando, "Eu só quero um abraço!". Ele sorriu triste e me abraçou, e me deixou chorar, depois tive que manda-lo ir, fiz minhas recomendações a ele e com a procuração na mão, ficaria muito mais fácil, ele sacou um aparelho de celular pequeno e me entregou, eu poderia manter contato com ele e com o mundo lá fora, estava morrendo de saudades dos meus amigos e da minha amiga, agradeci e dei um beijo nele, que foi embora mais animado. Corri para o meu quarto e descobri que meu antigo caderninho tinha sumido, no mínimo Bergman passou no meu quarto antes de ir embora e pegou para ler e fazer sua tese e suas anotações, me deitei e dormi, no dia seguinte acordei com Bergman na cadeira sentado e me olhando a dormir, mordiscava o canto da unha, seu olhar parecia perdido num ponto do meu corpo que não consegui identificar, a porta estava aberta, isso dava uma margem de segurança para ele e para mim, quem passava via que ele estava apenas me observando, no seu colo a prancheta com as anotações, ele sorriu assim que me mexi. "Bom dia!", disse ele sorrindo. "Vai me dizer que passa das dez?". Me sentei e me espreguicei e bocejei, saí da cama e fechei a porta e fui para o banheiro escovar os dentes e lavar o rosto. "estava muito bonita ontem a noite!", ele disse alto, "Como foi a reunião?". "Ótima!... Consegui reverter o quadro da empresa!", sorri e apareci na porta, ele me olhava diferente, parecia enciumado, voltei para enxaguar a minha boca!". A porta do meu quarto foi aberta por uma novata, sua voz reverberou, "A porta é para ficar aberta!". Eu saí do banheiro, Bergman pôs a mão no rosto, e eu esbravejei, "Fecha essa merda, não vê que eu estou em consulta terapêutica!?", disse indo até a porta, a mulher me olhou nervosa e segurou a porta, eu a encarei, "Eu pago o seu salário, então não me aborreça!". "A porta fica aberta!", ela sustentou. Eu estreitei o olhar, "Eu sou a filha do dono!". A mulher estremeceu e soltou a porta e me deixou fechar, Bergman começou a rir sem parar e cruzou os braços, eu parei e o olhei, e comecei a rir. "O homem é um verdadeiro babaca e solteiro... Nem filhos ele tem!". "Bom!... Ganhou uma agora e se ele quer ver dinheiro ele vai ver!". Disse me dirigindo a cama, me sentei e o olhei. "Você está bem melhor!". "Eu me sinto melhor mesmo, mas não 100%, ainda choro muito quando alguém fala o nome de Ash!". "Ainda sonha com ele!". "Sim!... Muito!", engoli em seco, mas ele não aparece mais para mim enquanto estou acordada, a ultima vez foi dois dias antes do natal, ele se sentou aí onde você está e trouxe o nosso filho para eu ver!". Bergman se calou e ficou analisando o que eu tinha dito, "Acredita mesmo que ele aparecia em espírito para você?". Demorei um pouco para responder, "Sim!... Acredito!... E não me considero louca!". "Não!... nem eu, mas na psiquiatria isso é alucinação pôs trauma". "Eu não bati a cabeça pelo que me lembro!", minha voz soou engraçada e ele riu novamente. "Hum!... O Sr. Está sorridente hoje não!?". "Muito!... Seu livro me rendeu muita ajuda!", disse ele se levantando e chegou mais perto, "Não vai demorar e vai ganhar as ruas novamente e eu gostaria de te conhecer melhor lá fora, mesmo que seja para sermos amigos!". Eu o olhei, "Eu moro na Filadélfia Sr. Bergman, seria impossível manter um contato!". "Estou pensando em ampliar meus horizontes!", disse ele me olhando nos olhos. "Você não está dizendo isso tudo por que leu minhas lembranças!?". Ele olhou para os pés e ficou vermelho. "Meu Deus!... Você ficou excitado pelas besteiras que escrevi!". Bergman limpou a garganta e concordou e mordeu a boca e me olhou, "Me renderam uma boa masturbação, coisa que não gosto de fazer, mas foi difícil de não me segurar!". Olhei para Bergman por um tempo, ele era magro, alto e cabelos cacheados e usava óculos a maioria do tempo, suas mãos são grandes e ele tinha um rosto fino e bonito, ficamos em silencio, senti seu constrangimento diante de mim, mas não se moveu, minhas mãos estavam coçando para tocar naqueles cabelos, a porta do meu quarto se abriu novamente, eu não olhei para ver quem era, mas Bergman fez sinal de que já ia sair. "Fico aguardando sua resposta pelo que perguntei!". Ele pegou a prancheta e saiu me deixando intrigada e cheia de duvidas, eu não queria arrastar um mundárel de homens comigo, eu só queria ser feliz com um só. Me troquei com as roupas neutras da clinica e saí, eu iria tomar o café sozinha de novo por ter acordado tarde, geralmente não deixavam, mas como eu não dormia e me recusava a tomar calmantes para dormir, me deixavam dormir até a hora que me desse vontade, uma por que já tinha minha rotina no hospital e com a morte de Ash as coisas pioraram, aí eu não dormia mesmo, só a base de calmantes. Me sentei e tomei meu café calórico, depois fui para a educação física e me juntei as meninas e foi divertido desta vez, eu pelo menos fiz tudo que me mandaram, exercícios em pares, e Priscila se grudou em mim e foi sua alegria quando fui receptiva mais uma vez, depois uma rodinha se fez a minha volta, a curiosidade sobre mim era grande, todas falavam uma coisa sobre mim, eu ria e desmentia ou concordava, eu era a única que dormia longe da ala feminina, eu ficava no ultimo quarto do corredor, antigamente ali era uma espécie de enfermaria, quando cheguei e me colocaram para dividir o quarto com outra garota, eu surtei na madrugada e não deixei mais ninguém dormir, tiveram que me sedar, isso foi uma semana de sufoco, até me mudarem e me deixarem sozinha, meu quarto não tinha nada, até minha cama era diferente, parecia de hospital antigo, mas era macia e confortável, minha sogra me deu um edredom branco delicioso de dormir, era quente e o pijama de ursinhos para me alegrar, agora via o quanto ela gostava de mim e me queria bem, entendia meu desespero por ter perdido meu bebezinho, o desespero era grande, a dor era maior ainda e a loucura quase me afetou. Ficamos ali pelo salão de ginástica, nos sentamos no chão e fiz brincadeiras de crianças com elas, e quem perdesse teria que comer um biscoito que foi servido para nós, não teve jeito, cada uma teve que comer o biscoito calórico, eu fui uma que teve que comer, era a única coisa que não gostávamos de comer, o gosto era horrível. A psiquiatra ficou nos olhando, puxou uma cadeira e ficou fazendo anotações, ficamos constrangidas com sua presença, mas logo entramos no ritmo da brincadeira e ficamos a vontade novamente, girei a garrafa de água, caiu em Indira, ela sorriu e apontou para mim. "Você tem anorexia?". "Não!... Eu tenho depressão aguda, isso me causou anorexia e vim parar aqui com vocês!". A curiosidade se instalou, as meninas ficaram se olhando, Indira rodou a garrafa, caiu em Anita. "Por que teve depressão!". Engoli em seco e baixei a cabeça, mas fui firme, minha voz ficou embargada. "Eu estava grávida do meu marido!... Eu e ele gritamos de felicidade quando o palito do teste deu positivo, ele ficou quarenta minutos comigo no telefone esperando pelo resultado, ele estava em Nova York finalizando o trabalho dele e eu na Pensilvânia por causa do meu trabalho" sequei as lágrimas que brotavam, "ele e eu choramos muito, e a noite eu fui trabalhar e fiz um ultrassom para confirmar, e eu estava de um mês e meio e mandei uma mensagem para ele contando do tempo que nosso bebê já estava dentro de mim!", sorri, mas desabei a chorar, "Ele não me respondeu, eu fiquei preocupada, mas naquele dia a emergência ficou lotada e não tive tempo de ligar para o quarto de hotel dele!... No dia seguinte, eu cheguei em casa, e liguei para o meu pai para contar a novidade e"... Eu não consegui contar, eu chorei desesperadamente, Dra. Ciara se aproximou de noz, eu ouvi as quicadas de seu sapato. "Tente terminar Victória, você e capaz de lidar com isso!", ela me encorajou, eu a olhei em lágrimas, mal conseguia vê-la direito. "Eu não posso!", disse quase em um sussurro, "Dói demais!... Eu sinto ódio quando eu vejo o prédio em chamas, eu queria poder matá-los!". "Tente mesmo assim, elas estão curiosas e estão aqui para te ajudar também!". Eu olhei para as meninas, elas sorriam ternas, outras choravam comigo, Priscila que estava ao meu lado me abraçou. "Eu Tinha ligado a TV e quando contei ao meu pai sobre o bebê, o repórter aparece com as imagens das torres gêmeas pegando fogo e dando a noticia de que um avião tinha batido nele, e meu marido tinha entrado no prédio alguns minutos antes!... Segundo meu sogro, ele estava com mais vinte pessoas dentro do elevador, e ele despencou no poço matando a todos, depois o prédio desabou e não sobrou mais nada!... Eu entrei em pânico, desmaiei, acordei amarrada no hospital, e não consegui segurar o meu bebê!". Todas ficaram em silencio me olhando. "Eu passei esse tempo todo comendo e vomitando, nada segurava no meu estomago, fui para o hospital várias vezes, a psicóloga do meu emprego não queria que eu voltasse a trabalhar, eu representava um perigo, não deu outra, eu cheguei em casa muito cansada depois de um turno puxado, não jantei e não tomei café e dormi até muito tarde, meu corpo novamente não resistiu e voltei para o hospital e meus sogros me internaram aqui!". " Então não tem problema com a comida?", uma delas me perguntou. "Não!... Eu adoro comer e acho que uma das coisas mais gostosas de se fazer!... O corpo da gente passa por várias mudanças com o nosso crescimento, uma das coisas que todos falavam era da minha bunda, eu sou bunduda gente!", eu caí na risada e elas também, "Ash amava minha bunda... E... é por isso que vocês me veem mais de vestidos do que com calças, não é toda calça jeans que cabem em mim, escolher roupa é um transtorno,", as olhei, "Não importa se você está gorda, ou não, sempre vai ter alguém que vai te achar uma pessoa desproporcional e depois que fiz 15 anos e descobri que minha bunda sempre seria grande, eu deixei de escutar as meninas do colégio, eu não tive amigas até me formar, acabei fazendo amizades depois que saí da escola e arrumei um namorado jogador de futebol americano, foi a primeira vez que pude dizer que tive amigos, pessoas com idade superior são mais cabeças abertas, elas só querem se divertir, rir e acasalar!". Rimos sem parar das minhas falas, Dr. Ciara sorria contente, eu consegui falar e mesmo que isso tenha provocado um choro, eu consegui falar até o fim e contar mais coisas sobre minha vida, Ciara quis se juntar ao grupo e de repente estávamos fazendo terapia em grupo, chegamos até a discutir sobre o problema de todas, pudemos dar opiniões, muitas choraram ao contar suas desilusões como no amor como com familiares e na carreira, Bergman também se juntou a nós e foi legal o nosso papo, pelo grupo ser grande, levamos mais de duas horas conversando e isso trouxe uma liberdade incrível para as meninas se conhecerem e conversarem, e isso animou os dois terapeutas, fomos chamados para almoçar, todas seguiram animadas. Neste dia todas ganharam estrelas por comerem tudo e não deixarem nada no prato, eu como sempre repeti, eu estava faminta.
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