Passei mais um mês nessa clinica, a terapia em grupo nos ajudou e muito e junto comigo sairia mais cinco meninas, uma delas era Priscila que iria morar direto com o pai e em Nova York, isso me deixou muito alegre, eu teria quem visitar quando fosse para lá, estávamos até combinando de irmos juntas no voo, assim seu pai poderia fica tranquilo e trabalhando e eu a deixaria em casa sem problemas, a mãe de Priscila ficou louca, fez um escândalo quando veio visita-la depois do ano novo, a menina se mostrou outra, decidida e imparcial, despejou tudo na cara da mãe, a falta de amor e compreensão, e disse o que falei para ela na primeira vez, que via a filha como um cifrão e não como um ser humano e sua filha, a mulher ficou muito brava, mas já não tinha mais direitos sobre ela, o juiz estava lá e viu toda a discussão e realmente não tinha como manter a guarda para a mãe, ela saiu da clinica jurando que iria reverter a situação, mas Priscila iria completar 18anos agora em 30 de janeiro, ela não teria mais direito nenhum sobre a filha, depois a menina chorou muito, pelo desprezo que a mãe lhe deu desde o momento que chegou, em nenhum momento perguntou se ela estava bem, apenas falou da viagem e como foi bom ficar de papo pro ar e na presença do novo namorado, todas nós ficamos arrasadas, mas demos apoio para ela e nos juntamos a um abraço coletivo e depois fomos para a cozinha e fizemos um bolo de chocolate e nos juntamos para comer, algumas ainda tinham a mania de ir vomitar depois de comer, era difícil convencê-las de que isso só retardaria sua saída de lá e que a comida era pra trazer prazer e deixa-las lindas, eu já tinha ganhado bastante peso e a maioria das minhas roupas já serviam e a não ficavam tão folgadas, Bergman por ele, não me dava alta, eu fazia bem para o grupo.
A neve em Janeiro não deu trégua, era divertido e nos deixavam curtir a neve agora de tanto eu insistir em ir lá fora, a gente se divertia e muito, fazendo bonecos de neve e desenhos de anjos com os nossos corpos, e eu arrumei um pedaço de madeira, o zelador colocou cordas para puxar e foi uma festa completa, a ala masculina se juntou a nós e foi muito divertido.
Fui chamada na sala de Bergman, agora com terapia em grupo, mal nos falávamos, mas ele ainda ia ao meu quarto para pegar meus caderninhos que já estava no terceiro, ele estava encantado com minha evolução e minha compreensão pela dor e a doação do meu carinho e tempo para com todas.
"Boa tarde Vick!", disse ele a traz da mesa, sorriu contente, mas ao mesmo tempo me soou triste, ele sabia que dentro de uma semana eu sairia, ele olhou meu vestidinho rodado branco, foi uma das formas que consegui fazer a diretoria nos deixar usar nossas roupas quando déssemos vontade, para nos sentir bonitas e com a auto estima levantada, e de manhã era uma festa, trocas de maquiagem e de peças de roupas, chegamos a organizar um desfile para animar, ouve uma tempestade de neve e ninguém pode receber visitas dos familiares, então o jeito foi improvisar para que todas se sentissem felizes, muitas ali chegaram a trocar roupas, e a amizade se tornou companheira de todas, e a inimizade se foi, juntamos os meninos neste dia, queria que todos se sentissem valorizados e alguns ali do nosso meio também eram modelos e incentivamos que também desfilassem e foi muito bom, as enfermeiras tiraram fotos e o Diretor agora sorria contente e sempre ao meu lado me paparicando, principalmente depois que fiz uma doação generosa para o local, ganhamos novas instalações e mais liberdade, podíamos nos misturar mais vezes e o trabalho psicológico de todos mudaram e se contratou mais um profissional e isso foi muito bom e sugeri aula de dança para todos.
"Boa tarde Bergman!", disse me sentando a sua frente, arrumei o vestido e o olhei.
"Então vai ter alta em uma semana!?", disse ele fazendo um bico, parecia realmente triste.
Me levantei não resistindo, fui até a porta e passei a chave, senti a energia mudar de repente, não era sexo que estava procurando e sim privacidade, coisa que era muito difícil de ter naquele lugar, apaguei a luz e deixei apenas a claridade que vinha da janela entrar, assim a luz da sala indicava que não havia ninguém, me virei e vi Bergman completamente tenso e se remexendo na cadeira, juro que pensei que iria me expulsar da sala, me aproximei e me sentei de frente para ele na mesa e fiz o que sempre tive vontade, passar os dedos em seus cabelos, eles eram macios e os cachinhos eram uma delicia de ser puxados.
"Vou sentir falta daqui e de vocês!", disse carinhosa.
"O que está fazendo Vick?", ele engoliu em seco, parecia querer fugir.
"Apenas fazendo aquilo que sempre tive vontade", continuei a passar as unhas em seu couro cabeludo e sentir seus cabelos sedosos, "Eu sempre sonhei em fazer isso, sentir seus cabelos... Eles são tão macios e"...
Nos olhamos, Bergman não resistiu e apoiou as mãos nas minhas coxas agora mais grossas e apoiou a cabeça no meu colo, praticamente inspirando o meu sexo, gemeu quando fiz a mesma coisa em sua nuca, ele inspirava com força cada vez que acariciava.
"Seus dedos são mágicos... Eu estava me sentindo tão estressado... Cansado!", ele me olhou, seus olhos agora estavam mais calmos e ele sorria contente, "Quem vive com você deve ser pessoas muito felizes, por que você é mágica Vick!".
Escorreguei da mesa para o seu colo, meu vestido levantou e eu não me importei e o beijei com vontade, ele gemeu com meu beijo, eu abri sua boca com a língua, ele tentou me segurar, mas no fim acabou agarrando meu rosto e se deliciou no meu beijo se erguendo comigo no colo e me colocando na ponta da mesa, suas mãos foram do meu rosto aos meus seios e dos meus seios a minha bunda, eu abri as pernas para ele se encaixar em mim, me abraçando forte e me espremendo em seu corpo, gememos de desejo um pelo outro, minhas mãos corriam de seus cabelos até seus braços, ele realmente era magro, era a primeira vez que transava com um cara assim, quase do meu tamanho e magro, queria ver o tamanho do seu pau, eu desci as mãos e desatei seu cinto e abri a braguilha da calça e o botão, ele me impediu, ofegante me olhou.
"Não podemos... Aqui não!".
"Se não for aqui, não vai ser em outro lugar, eu saio daqui direto para o aeroporto... é pegar ou largar!", disse sorrindo maliciosa, suas mãos hesitaram, mas ele soltou e me agarrou novamente, eu enfiei a mão dentro de sua calça e me surpreendi, ele era viril e potente, estava tão duro que estava difícil até de tirar da cueca, o empurrei e o fiz se sentar, ele caiu na cadeira e foi para traz e eu o ataquei com a minha boca, enfiando na boca e o chupando com vontade, ele grunhia baixo e arfava entre os dentes, eu o levei até o limite da minha garganta e o apertei na base, ele grudou suas mãos nos meus cabelos e puxou minha cabeça para eu largar e procurou minha boca, e me fez sentar em seu colo depois de tirar minha calcinha rapidamente, eu me encaixei sobre ele e cavalguei deliciosamente, sem pressa e sem vergonha, a gente se olhava nos olhos, seus olhos castanhos me queriam mais que uma vez, e eu sabia que ele podia me comer mais que uma vez, adoraria estar em outro lugar e poder desfrutar do seu tempo e do seu gozo, ele me apertava nas coxas, estávamos ofegante e senti que iria gozar.
"Eu vou gozar!", disse em um sussurro e fechei os olhos e joguei a cabeça para traz e gozei, ele grunhiu ao sentir que eu o apertava com vontade, eu arfei, queria gritar, acelerei e ele gozou comigo se jogando no encosto da cadeira e fechando os olhos.
Desabei no seu ombro e fiquei arfando e me deliciando com seu perfume, ele estava quente e ainda duro dentro de mim, mas não podíamos ter mais uma, logo iriam me procurar e procurar por ele e isso geraria problema, me levantei e saí de cima dele, nós dois sentimos o vazio quando nos deixamos, eu coloquei a calcinha e arrumei o meu vestido e o cabelo, ele ficou largado na cadeira me olhando, seu pau ainda estava duro, olhei e sorri.
"precisa se acalmar Bergman, eu preciso sair e não dá para dar mais uma, se tivesse me deixado chupar até o fim, agora poderia estar mais relaxado!", disse acendendo a luz depois de destrancar a porta.
"Você é uma Deusa!... Não deixa nada a desejar!... O que escreve é real e eu quero mais, ele se levantou do jeito que estava e me puxou para o sofá e me colocou deitada e puxou minha calcinha para o lado e me comeu ali, foi rápido, mas me fez gozar novamente, quando se levantou , estava aliviado e satisfeito, eu fiquei jogada no sofá tentando entender qual foi o caminhão que me atropelou e fiquei me deliciando com sua imagem e se arrumando, ele sorria pervertido, algo me dizia que o veria em breve, assim que me sentei direito e arrumei a calcinha e ele se sentou na cadeira dele a porta foi aberta, novamente a Dra. Ciara nos olhou e sorriu receptiva.
"Nossa sessão de terapia em grupo vai começar!", anunciou ela.
Levantamos e seguimos para lá, antes passei no banheiro e me limpei, ele tinha gozado e muito dentro de mim, minha calcinha ficou molhada, e tive que trocar e colocar um protetor de calcinha, mas estava radiante e satisfeita, ele era bom de cama e eu amei que tenha sido ousado, mesmo correndo perigo de nos pegarmos na intimidade.
Sentamos no chão e Bergman sentou ao meu lado e todas sentaram formando uma roda e para a nossa surpresa, a ala masculina veio participar do nosso grupo, alguns que eram arreios ficaram de fora, sentados em umas cadeiras apenas observando, nossa roda ficou maior e sorrisos foram distribuídos, alguns casais já davam sinal de que já tinham se beijado e conversavam sempre, isso era bom, e a conversa se estendeu, e mesmo os que estavam de fora, davam sua opinião, mas não queriam falar de seus problemas, eu entendia-os, e disse quando a Dra. Ciara perguntou a eles se queria falar de seus problemas:
"É difícil mesmo falar de si mesmo quando não se tem atenção e as pessoas de sua própria família e amigos não acreditam em você!", respirei fundo, "Guardei mágoa da minha mãe por muitos anos... Por que me privou de viver um amor lindo com meu primo Nigel!", olhei para Bergman, ele tinha lido o meu diário, "Quando ela morreu depois de me privar de ir para a faculdade fazer medicina e fazer meu pai gastar todo o dinheiro destinado para isso, eu não senti tanta tristeza e a sua falta!", olhei para a médica, "Por meses ela vinha ao meu quarto à noite me pedir perdão, o que ela sofria não tinha tratamento, era doença degenerativa e não tinha o que fazer, mesmo assim forçou e acreditou nos milagres que ofereciam, mas eu sabia que não existe cura para o que ela tinha!", baixei a cabeça, "É difícil de ser taxada de louca quando dizia que via minha mãe, e agora vejo Ash no meu quarto!".
"Então isso sempre ocorreu com você?", perguntou Bergman me encarando assustado.
"Eu não sei!... Eu só perdi minha mãe e Ash até hoje!" Balancei a cabeça e o olhei, "Pode ser que vejo aqueles que se acham em divida comigo, eu só deixei de ver minha mãe depois que a perdoei e vim embora para a Filadélfia".
"Você já sofreu algum acidente e bateu a cabeça?", perguntou a Dra. Ciara intrigada.
Pensei um pouco e balancei a cabeça, "Sim!... Eu estava voltando do baile de formatura, Rômulo meu namorado da época agarrou outra menina na minha frente e vim embora aos prantos, não estava prestando atenção na estrada e creio que o taxista também não, por que eu chorava muito, e quando acordei, estava no hospital e dormi por dois dias, bati a cabeça e fui jogada para fora do carro quando ele atravessou a estrada e entrou no matagal de uma fazenda, o motorista morreu na hora!".
Todos ficaram de boca aberta me olhando assustados, eu dei risada e balancei a cabeça.
"Já aconteceu de tudo um pouco, meu personal treine me atacou dentro de casa, eu lutei jiu-jítsu com ele, mas ele me fez bater a cabeça duas vezes no chão com força e eu apaguei, meu primo Nigel que me salvou e mandou o cara pro hospital... A muitos anos, antes da gente namorar... Ele me ensinou a me defender, lutar mesmo!", dei risada, "Era muito legal, já usei e muito o que ele me ensinou!".
"Você ama ainda esse seu primo?... ou ficou guardado no coração?".
Meus olhos se encheram de água, olhei para Michele uma das garotas que me fez a pergunta, "É um amor impossível de se viver... Somos totalmente diferentes!... Quando estamos perto um do outro, já estamos brigando e disputando no chão para mostrar quem é melhor... Nos ofendemos", torci a boca e sequei a lágrima que escorreu, "Amo muito!... Sempre será meu primeiro amor, mas não posso ficar com ele!".
"Por que não?".
"Por que somos primos e a família condena união entre parentes!".
"Que besteira!", escutei do rapaz a traz de mim, balançando na cadeira só com os pés das cadeiras de traz apoiadas no chão, ele parecia bem relaxado.
"Por que diz besteira Diogo?", perguntou Bergman.
"Por que meus pais mesmo são casados e são primos!".
"Mas provavelmente a família aceite isso!", disse o olhando, "Você já perguntou a eles se enfrentaram obstáculos para continuarem juntos?".
"Meus pais não tem família... O barco deles naufragou e só sobreviveu os dois e prometeram ficar juntos até o final da vida!".
Eu olhei para as meninas, minha história tinha uma família por traz e foi o que disse, e ainda éramos primos de primeiro grau, isso era pior ainda, o sangue era o mesmo que corria em nossas veias, nunca poderíamos ter filhos, corríamos o risco de virem com problemas, mas amava também meu marido Ash, era um amor que estava preso a mim, já de Nigel era enraizado, mas conseguia sobreviver sem ele.
"Creio que você foge deste amor!... Não quer encara-lo como um desafio!", Dra. Ciara respirou fundo, fez alguma anotação e me olhou, "Pare de fugir dos problemas, eles sempre vão bater a sua porta Victória e vão cobrar a divida, a não ser que seu primo não lhe quer mais, mas pelo que entendi... Você ainda mantém contato!".
"Trai meu marido vinte cinco dias antes dele morrer!", a encarei, "Quando descobri a gravidez, juro que fiquei apavorada... Eu achava que o pai poderia ser Nigel... Por que a quase seis meses tentava engravidar e não conseguia!", respirei fundo e enxuguei o rosto, "Mas não era, eu fiz o ultrassom e deu quase dois meses de gestação, respirei aliviada!".
A conversa se estendeu, eu me calei e fiquei pensando em Nigel, eu já estava a três meses ali e não recebi nenhuma noticia sobre ele, talvez nem estivesse sabendo o que aconteceu comigo, e se soube nem deve saber onde estou, deve ter ficado magoado, eu recusei novamente sua passagem e de ficar com ele, mas não tinha como, eu era casada e ele iria me mandar em bora assim que soubesse que estava grávida do meu ex-marido, eu praticamente me desliguei da conversa, parecia aqueles meninos balançando nas cadeiras, a professora de dança entrou, estava na hora da nossa primeira dança de salão, todas pegaram seus pares, eu puxei Bergman para dançar comigo, ele ficou surpreso, mas aceitou e foi uma delicia, eu era ousada e saí dançando com ele pelo salão, a professora de dança ficou louca comigo, mas riu e muito com minhas palhaçadas.