Volto para casa completamente arrasada. A chuva não para, e enquanto caminhava para o carro, fiquei encharcado até os ossos. Só tenho tempo de tirar os sapatos quando Máximo aparece no corredor. Ele franziu a testa imediatamente ao me ver nesse estado. Não tenho forças para falar com ele agora, então vou direto para o banheiro. Fecho a porta e me encosto nela com as costas. O ar quente escapa da minha garganta, e a roupa molhada gruda no meu corpo, criando mais desconforto emocional do que físico. Quero simplesmente desaparecer. Ligo o chuveiro. A água quente bate nos meus ombros, depois na minha cabeça. Corre pelo meu rosto, lavando os restos de maquiagem junto com as lágrimas impotentes que já não consigo conter. A água está quente, quase fervendo, mas está boa. Pelo menos me tira um

