Porque justamente alguns minutos depois de abrir um novo documento, alguém bate na porta do escritório. Não forte, mas com segurança. Levanto a cabeça da tela e digo por inércia: — Entre! A porta se abre e Tandy aparece no limiar. Parece um pouco cansado – olheiras sob os olhos, o botão superior da camisa desabotoado, uma pasta na mão. Mas o mais perturbador é a expressão do seu rosto. Uma mistura de tensão e determinação. Não é uma simples visita de cortesia. Veio com algo específico. — Olá. Ele diz com calma. — Posso? — Se você veio discutir a escolha dos guardanapos ou a cor das rosas. Por favor. Respondo secamente. — Se for algo mais. Tenho muito trabalho. Tandy suspira e entra, fechando a porta com cuidado atrás de si. — Não quero conflito. De verdade. Só... queria dizer algo.

