Samanta Está na minha frente, tão perdido e quebrado que m*al consigo me conter. Mas tenho que me manter firme. Porque nesses seis anos eu fiz isso. Porque enquanto ele vivia para si mesmo – eu vivia para ela. — Como eu aguentei isso? Repito em voz baixa, olhando-o diretamente nos olhos. — Porque não tinha outra opção, Máximo. Os seus punhos se apertam novamente, os seus ombros afundam ligeiramente. Guarda silêncio, mas vejo essa dor. Finalmente começa a entender o que para mim se tornou uma realidade diária. — Quer que eu tenha pena de você? Pergunto mais duramente, embora o meu coração se aperte. — Que eu diga que está tudo bem? Que nada aconteceu? Não, Máximo. Aconteceu. Muitas coisas. Guarda silêncio, mas nos olhos dele brilha – ele está zangado consigo mesmo. E sabe que é merecid

