CAPÍTULO 16 GABRIELA NARRANDO Eu já tinha terminado de comer e, antes que alguém precisasse pedir, levantei e fui pra pia lavar a louça da Karina. A cozinha tava silenciosa demais, só o barulho da água caindo e dos pratos batendo um no outro. Eu tava ali, de cabeça baixa, quando senti ela se aproximar. Karina encostou na bancada, cruzou os braços e ficou me olhando por alguns segundos antes de falar. — Gabi… — começou, num tom mais baixo. — Escuta o que eu vou te dizer. Continuei lavando a louça, mas fiquei atenta. — Só faz o que o meu irmão mandar — ela falou. — Não bate de frente com ele, não. Não é melhor pra você. Aquilo me deu um aperto estranho no peito. Não foi ameaça direta, mas também não foi conselho comum. Tinha peso. Tinha história ali. — Eu não tô arrumando problema co

