12- GABI

1258 Words

CAPÍTULO 12 GABRIELA NARRANDO Eu fiquei ali parada na cozinha por alguns segundos depois que ele subiu. A casa voltou pro silêncio, mas o meu corpo não acompanhou. A mão ainda tremia, o pano já meio vermelho apertado no dedo. Doeu. Mas não foi isso que mais me atingiu. Foi o jeito dele. Não gritou. Não me tratou como um problema. Nem como alguém invisível. Só… firme. Controlado. Como se tudo naquele lugar tivesse regra — até o cuidado. Lavei a mão devagar na pia, sentindo arder de novo. Apertei o pano como ele mandou e fiquei olhando a água levar o sangue embora. Não era nada grave, ele tinha razão. Mas ali, sozinha, parecia que tudo ficava maior. O copo quebrado no lixo. O chão limpo. E eu tentando não chorar por coisa boba. Voltei pro quarto com cuidado, andando descalça pe

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