Fui descendo o morro devagar, cumprimentando os menor no caminho. — Boa noite, chefe! — Tamo junto! — Hoje o baile vai ferver! Eu só levantava a mão pelo vidro, mantendo postura. Respeito não se perde. Chegando na frente da quadra já dava pra ouvir o som de longe. Grave batendo, luz piscando, gente ocupando cada canto da rua. Tava lotado. Meu lugar já tava guardado. Sempre fica. Ninguém mexe. Encostei o carro, desliguei o motor e desci. Nem fechei direito a porta e já veio aquele movimento. Duas, três, quatro mulheres se aproximando com sorriso pronto, perfume forte, roupa curta demais. — E aí, Digão… — Sumido, hein… — Hoje tu tá diferente… Eu nem parei pra ouvir. — Pina. Agora eu tenho bagulho pra resolver. O tom foi calmo. Mas firme. Elas se afastaram rindo sem graça, já ac

