CAPÍTULO 41 DIGÃO NARRANDO Baile não se faz sozinho. Se faz com organização. Com olho atento. Com respeito. Desde cedo eu tava na quadra resolvendo tudo. O som já tava sendo montado, os paredões testando grave que fazia o chão vibrar. Luz subindo, palco sendo fechado. Eu gosto de ver tudo funcionando. Juninho tava do meu lado, rádio preso no ombro, falando com os caras que tavam descarregando as caixas de bebida. — Encosta aquele engradado ali, pô! Não mistura com o gelo ainda não! Ele nasceu pra isso. Ágil. Esperto. Fiel. — E a carga? — perguntei, sem tirar o olho do palco. — Já tá guardada no QG. Conferi tudo. Tá redondo. Assenti. A quadra já começava a encher devagar. Vapor circulando, cada um no seu ponto. Segurança espalhado. Nada podia dar errado. Eu subi no palco pra tes

