Gavin foi até o barzinho que eu nem tinha reparado que existia e pegou um copo, dentro dele colocou dois cubos de gelo. "Que bela hora pra beber whisky senhor Salvaterre!", pensei com sarcasmo.
Para minha surpresa, porém, ele não encheu o copo, voltou para a cama com o copo vazio, apenas os dois cubos de gelo dentro dele.
- De barriga pra cima! - ele mandou outra vez e pareceu entediado.
A mulher obedeceu. Quando achei que a coisa não podia ficar pior, ele pegou um cubo de gelo e prendeu entre os dentes. A garota ao ver, arfou em expectativa e eu arfei junto com ela, mas de espanto.
Gavin correu o cubo de gelo pela pele dela, não conseguia ver o cubo, mas via o rastro de água que ele deixava na perna dela conforme ia subindo. E quando Gavin finalmente alcançou seu objetivo, ela gritou quando ele introduziu o gelo dentro dela. Dei um pulo como se por um segundo pudesse sentir o gelo. Me peguei desejando sentir o mesmo que ela. Querendo estar no lugar dela.
A garota de programa inclinou o corpo e então Gavin se afastou. O cubo já não estava mais preso entre seus dentes.
- Me avise quando ele derreter! - ele se ajoelhou na frente dela e ergueu suas pernas.
A prostituta gritou de prazer e sabe-se mais o que.
Mantendo as pernas dela pro alto Gavin meteu outra vez no ânus dela, de forma que a mulher gritasse enlouquecidamente. Ela gozou acho que pela terceira vez e com horror notei que Gavin não havia gozado ainda, nem uma única vez.
- E ai o gelo derreteu com todo esse fogo?! - Gavin perguntou soltando as pernas dela.
- Sim, mas ainda tem o fogo da minha b****a pra você apagar, esse gelo não fez nem cócegas. - ela sorriu.
Gavin ri sem humor, de forma debochada e pega uma camisinha. Se posiciona entre ela e mete nela de uma vez.
- Filha da mãe, gostosa. - Gavin grunhiu socando nela.
- Amo quando você me chama assim! - a garota respondeu e deu uma gargalhada.
Meu Deus do céu!
Aquilo era demais para os meus ouvidos e para a minha cabeça. Eles eram dois tarados pervertidos. De repente senti uma vontade enorme de sair dali. Estava prestes a apertar o botão de novo, quando vi os dois estremecerem. Gavin se afastou e vi que a camisinha dele estava cheia na ponta. Ele gozou e pelo jeito a garota também. Deve ter sido um novo recorde.
Fiquei aliviada quando Gavin soltou a garota e de forma fria, mandou ela se vestir. Ela obedeceu sem se ofender, afinal, aquele era seu trabalho e recebeu por ele. Recebeu muito bem por sinal, tinha certeza que tinha visto Gavin entregar à ela mais de dez notas de cem.
Enquanto eles sumiam do meu campo de visão reparei em uma coisa estranha. Em nenhum momento os dois se beijaram. O mais perto que ele chegou de beijá-la foi... Entre as pernas dela.
Eu sabia que algumas prostitutas pela quantidade de clientes evitavam trocar beijos. Será que a ideia de não beijar havia sido dela? Ou essa decisão partira exclusivamente de Gavin?
A porta se abriu me fazendo dar um pulo e ele me encarou. Graças a Deus estava totalmente vestido. E pela aparência fria nem parecia que ele havia acabado de t*****r. O cheiro de sexo que entrou junto com ele, ainda mais intenso, me deixou enjoada a ponto de sentir nojo do que eles tinham feito.
- Por que fez isso? - perguntei. - Por que me trancou aqui e me fez assistir a tudo isso?
- Você não saiu correndo, afinal. - ele deu aquele sorriso debochado de novo.
Será que não sorria de verdade nunca?
- Responda minha pergunta. - exigi pouco me importando se poderia irritá-lo e perder o emprego.
- Isso aqui foi uma espécie de encontro. Eu disse pra você não aceitar o emprego, que sou um monstro, mas você não me ouviu e aceitou trabalhar comigo mesmo assim. Eu tinha que mostrar do que eu sou capaz. E isso. - apontou o quarto, a sala atrás de si. - Foi só uma amostra. Eu posso machucar você, física e emocionalmente, ser um pesadelo na sua vida do qual você não vai conseguir se ver livre nunca. Eu sou completamente fodido, nada do que é comum para as pessoas se iguala às coisas que eu posso fazer. Por isso vou te dar uma última chance. Aceita sair comigo mais uma vez? Prometo que não farei o que fiz essa noite, a não ser com você e apenas se você quiser.
Pisquei atordoada, aonde ele queria chegar com aquela conversa sem nexo?
- Você me faz assistir você t*****r com uma prostituta, me manda ficar longe de você e depois me convida pra sair? Por quê? O que você quer com isso?
- Você! Alguma coisa na entrevista que tivemos me fez desejar você. Quero desfrutar da sua companhia, mas não como patrão e empregado. Só que eu vou f***r a sua vida, eu sou uma merda e a melhor coisa que você faz é ficar longe de mim. Mas nem mesmo assim, mesmo sabendo que é errado, não consigo resistir a vontade de tentar um segundo encontro com você. Você aceita?
Aquela era a conversa mais descabida que eu já tinha tido na vida. Gavin só podia ser louco, surtado, ter algum problema mesmo pra me dizer aquelas coisas. Eu não entendia o que em mim chamara sua atenção para ele correr o risco de ser acusado de assédio ao me trazer para esse lugar e me dizer essas coisas.
Mas alguma coisa dentro de mim falou mais alto que toda a agitação na minha cabeça. Eu precisava descobrir porque ele queria me afastar, ao mesmo tempo em que dizia que queria desfrutar minha companhia.
Gavin
A encarei esperando que ela se decidisse e torcendo ao mesmo tempo pra que ela dissesse sim e não.
Eu havia sido sincero com ela, o que fiz com aquela garota de programa não era nem metade do que eu poderia fazer com Lindsay, se ela fosse louca de deixar.
O f**a é que eu era capaz de machucá-la não só fisicamente, mas emocionalmente também. E eu sabia que uma vez feitas, algumas feridas jamais cicatrizavam. Passasse o tempo que fosse.
- Tudo bem, senhor Salvaterre, Gavin, tanto faz. Aceito um segundo encontro com você!
Suspirei diante daquela determinação nos olhos dela. Ela era louca e eu um sádico por propor aquilo à ela. Essa aproximação ia f***r nossas vidas para sempre e quando ela quisesse fugir seria tarde. Eu sabia que seria tarde demais. Para nós dois.