Número

1777 Words
**POV's Mabel Bieber ** 2 DIAS DEPOIS.... Washington DC. Escritório . 19:30 PM  — Onde está o meu pai?!— o confronto, andando de um lado pro outro, inconformada. *Essas 48 horas estão sendo uma tortura. * — Se você não sabe, americana, como é que vou saber. Ecoa descontraído, rodando a cadeira giratória, com o copo de uísque nas mãos. Suas orbes azuis carregadas de sarcasmo me analisam de cima abaixo, avistando os ferimentos pelo meu corpo. — O sequestraram. — sussurro baixinho, com o nó entalado na garganta.— Se não é você que está por trás desse plano, pode ser um dos nossos inimigos. — Quais deles?— beberica alguns goles da bebida, pouco se importando. Não sei como teve " empatia" para salvar a vida da minha sobrinha, já que não tem um pingo de coração. — Temos inúmeros. — ri, como se achasse divertido. — É sério, Nameless, querem eu no lugar do meu pai. — ao ouvir, muda a postura, travando o maxilar. — Estou decidida a me entregar. — Para morrer?— indaga, com o comportamento "esquisito". Acho que esteja assim por eu ameaçar os seus negócios. — O que aconteceu com você? Faz o questionamento intrigado, descendo os olhos e pairando por cada canto da minha pele. Cubro os braços, desconfortável com os seus olhares pelo o meu corpo. — Fui assaltada.— minto.— Acabei entrando numa luta corporal com o ladrão e deu nisso. — aponto pro estrago, abrindo um sorriso de lado para manter as aparências. — Para quem é uma agente do FBI, não deveria haver um sequer arranhão para quem foi treinada para lidar com situações de risco. O ataque ao meu ver foi muito agressivo, não acha?— emite um nível alto de ironia, sem levar a sério o que digo. Engulo em seco, quando se levanta, colocando-se em minha frente. Sua presença intimidadora deixam as minhas pernas bambas. Fujo de encara-ló, fazendo o máximo para disfarçar. Nameless não se dá como convencido e ergue o meu queixo, imediatamente os meus olhos aflitos vão de encontro aos seus. — Está mentindo para mim.— constata, convicto, analisando a minha face inquieta. — É-claro que n-não.— gaguejo ofegante, pela pressão psicológica que coloca. — Por qual motivo eu mentira para ti? — Me diga você. — Dizer o quê? — A verdade. — Que verdade?— me faço de desentendida. — Eu conheço quando alguém mente para mim.— suas orbes misteriosas estão carregadas de conclusões. — Conhece tanto que optou dormir com a minha irmã.— lanço no ar a indireta, buscando desviar o foco. — Ainda não superou a traição? Rio alto. —" Traição", não é bem o sinônimo correto, meu caro.— gesticulo com o dedo um sinal de aspas, dando de ombros. — Eu diria, quebra de lealdade. A sua imprudência poderia causar um dano irreparável para organização. Já parou para pensar se Annabelle fosse uma policial disfarçada? Onde estaríamos agora! — Sabe, eu não me arrependo.— seu tom rouco alastra dominante.—Sou homem e tenho as minhas necessidades.— aprofunda o contato visual, fitando descaradamente os meus s***s, causando-me nojo e repulsa. —Isso soa tão machista, mas o que esperar de alguém da tua laia não é, Nameless?— lhe recrimino, porém não se atinge. Continua com a feição inabalável— Prefere pôr suas necessidades em primeiro plano, ao invés de proteger os negócios. Estou cogitando em contar para os membros da organização, eles irão adorar saber que o nosso chefão não pode ver um r**o de saia que já se derrete todo. — nas entrelinhas, o provoco.— Ou podemos entrar num acordo e você me ajudar encontrar o meu pai. — Depende do acordo.— ecoa, se mostrando interessado. — Posso colocar até o exército atrás do seu pai, mas depende do que você tem a me oferecer.— soa malicioso, e na mesma hora, se aproxima cada vez mais, acariciando ao arredor do meu rosto. Fico enojada com o toque, que viro a cara pro outro lado. — Faço qualquer coisa por ele. — Até mesmo ser minha?— a proposta me faz gelar.— Mas eu não quero você.— levanto o olhar, sendo surpreendida.— Quero a sua irmã. Traga ela até mim. E depois disso poderemos conversar. ******************************** POV's Annabelle Bieber. Hospital. — SEM CHAN-CES!— aos gritos, n**o, ouvindo o barulho do seu salto enquanto segue os meus passos pelo corredor. — É a vida do nosso pai, Annabelle! Não seja egoísta!— olho para trás , incrédula.— Eu não viria me humilhar, se não fosse para salva-ló. Russo pode não valer nada, mas ele é muito influente e conhece várias pessoas. Um telefonema dele, pode trazer o papai de volta. Praticamente súplica em minha frente, para que eu possa ir vê-lo. — Como consegue confiar na palavra de um bandido, Mabel?— lhe encaro perplexa, captando em sua voz uma convicção. — Eu não confio, mas o que tenho a perder? Nada. Pensa na mãe, ela está desesperada sem notícias! O nosso pai é tudo para ela. — Por que você não se entrega, então? Não é isso que os sequestradores querem. Você em troca do velho.—com o tom hostil, a aconselho fazer o certo.— É o mínimo, já que causou tudo isso. — Não é tão simples.— soa esmorecida. — É claro que é!— rebato, aumentando o tom.— Mas tu não tem coragem de se sacrificar pelo velho. Se fosse o contrário, ele não pensaria nem duas vezes em te salvar. — Se eu for, Annabelle, eu não volto viva. Tudo bem que temos nossas diferenças, mas você quer me ver morta? Porque é isso que vão fazer comigo! — mostra um grande desespero e por um momento, abaixo a guarda.— Porque meu ato poderá ser considerado uma traição. Posso ser morta dos dois lados: um se não abrir a boca e do outro se acharem que os dedure. Querem a minha cabeça de qualquer jeito! Se eu me entregar, estarei indo pro caminho sem volta. Nameless não irá facilitar pro meu lado, nem apaixonado por mim ele está. — Não? — um sussurro surpreso escapa dos meus lábios, com um certo choque. — Acho que ele gostou de você.— quando declara, fico sem jeito. Meu coração dispara, fazendo-me ficar pensativa. "Ninguém nunca se interessou por mim. Sempre foi a Mabel. Sempre preferiram a ela." — Eu vou. —decido, por impulso. — Não me olhe com essa cara, estou fazendo isso pelo velho. — murmuro, com um constrangimento enorme, tentando disfarçar para não demonstrar que no fundo há algo a mais. Essa pode ser a minha chance. ————— **A NOITE... ** Restaurante **Hotel. ** 22:00 PM  Eu me sinto h******l em está aqui e ter deixado a minha filha sozinha no hospital com o Lorenzo. Penso em sair correndo, voltar atrás, mas quando dou por mim estou perante ao homem de terno azul marinho. Nervosamente não o olho, fico o tempo todo cabisbaixa. Somos deixados a sós. Da outra vez não foi assim, haviam muitos seguranças, mas hoje está sendo diferente. Ele puxa a cadeira para que eu sente. — Não fique tímida, eu não mordo.— por alto, brinca. E receosamente inclino o olhar submisso, sentindo as minhas mãos suando. — ты прекрасна.— pronuncia as palavras em outro idioma. O fito confusa:— Eu quis dizer em russo, que você está muito bonita. Pego a taça de água, engolindo todo o líquido gelado de uma vez. O elogio faz os meus batimentos cardíacos ficarem mais acelerados. — É por isso que não tive coragem de matá-la. Imagina só que terrível, ver esse lindo rosto estampado em um caixão.— o modo de como soa frio, me causa arrepios. — Por favor, não faça nada comigo. — imploro, entrando em desespero. — Sei que nossa noite está apenas começando, mas tenho uma proposta irrecusável.— toca na minha mão que está em cima da mesa. Encaro o gesto, querendo afastar, mas travo. — Sua irmã não parece estável mentalmente, é uma pena que terei que descarta-lá em breve.— dá ênfase como se sentisse muito. No entanto, o "lamento" não parece ser verdadeiro. — Terá que haver um novo sucessor para assumir o comando nos EUA. Vi potencial em você. — Em mim? — Sim, por quê não?— abaixo a cabeça, pensativa. É a primeira vez que alguém me enxerga com outros olhos. Nunca tive a menor chance para nada, sempre me vi como uma inútil. — Quero que se torne a minha mulher e tome o lugar da sua irmã. Não aceito um não como resposta. ————————————————— **POV's Mabel Bieber ** *Cadê Annabelle que não dá notícias? * Oh meu Deus! As horas estão se passando e até agora nada. Digito mais uma mensagem de SMS: "CONSEGUIU CONVENCÊ-LO?" Não visualiza. *Que d***a! * Eu não posso ficar aqui plantada esperando, preciso agir. — Você? Foi de cara com o rosto familiar, assim que esbarro sem querer com o corpo grande na saída do estacionamento do hospital. — O que faz aqui? — Annabelle me autorizou.— antes de uma expulsão, digo, sentindo o distanciamento entre nós dois.— Sei que pode está chateado com o que houve com a Mel no park, Enzo, mas não foi culpa minha. Minha mãe é a principal pessoa que pode provar a minha inocência. Ela levou os meus remédios para o FBI, acharam nas substâncias alterações. Trocaram os meus medicamentos da ansiedade, por outro pior que me fazia ter alucinações e delírios. Pode parecer coisa de filme, mas tentaram me pôr como louca! — desabafo a real verdade por trás. — É muita informação, não sei se consigo acreditar.— mantém o semblante aéreo, balançando a cabeça, duvidando das minhas palavras. — Trabalhávamos juntos no FBI, não lembra? Acredito que possa não recordar direito, mas eu continuo sendo aquela mesma Mabel. Jamais machucaria uma criança! Você também perdeu sua esposa e sua filha, e sabe o quão duro é carregar esse peso. — Não toque no nome delas!— se altera, na defensiva, quando comparo as situações. — Peraí, você consegue lembrar do passado?— arqueo as sobrancelhas em dúvida. — Não.— age confuso.— Quer dizer, em alguns momentos sim.— há uma perturbação na fisionomia masculina e fico com dó, me aproximando para conforta-ló. — Eu nem reconheço quem eu sou.
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