ciumes e confissões

532 Words
Letícia tirou o vestido e vestiu uma camisola confortável, deitando-se na cama. Juan se aproximou e sentou ao lado dela, começando a massagear as costas com cuidado e firmeza. — A dor da nossa noite ainda incomoda? — perguntou ele, com a voz baixa e envolvente. — Não muito — respondeu ela, relaxando sob o toque dele. Ele suspirou, olhando para ela com intensidade. — Eu queria você… Ela virou o rosto, fitando-o com um sorriso tímido: — Fala de novo — pediu, brincando, provocando-o. Ele riu, divertido: — Quero você, ciumenta linda. Ela riu, corando levemente: — Tá… vou confessar. Eu senti ciúmes, mesmo. — Eu sei — disse ele, sorrindo. — Mas olha… você me deixou puto. Não faz mais isso, hein? — Impossível! — respondeu ela, rindo novamente. — Se você sumir de novo, eu vou fazer ciúmes também! Ele sorriu, aproximando-se e beijando-a delicadamente. O beijo não era apenas de desejo, mas de conexão, de i********e e carinho. Naquele momento, Letícia sentiu que, mesmo em meio a tudo o que acontecia ao redor, podia se entregar à sensação de proteção e cuidado que Juan lhe proporcionava. Depois de uma noite intensa, Juan se recostou na cama ao lado de Letícia, ainda com o sorriso misturado à seriedade que sempre o caracterizava. — Eu juro por você — começou ele, sério, mas com a voz baixa — que quando cheguei aqui ontem, eram três horas da manhã. Eu estava morto, mandei mensagem… você visualizou e não respondeu. Eu surtei, sabia? Eu fiquei puto… e você estava p**a também, né? Aí de manhã demorou pra me responder, depois não atendia minhas ligações, e agora à noite… a gracinha me n**a, olha Letícia! Ela riu, quase arqueando as sobrancelhas em provocação: — Você sumiu… e eu fiquei p**a! Além disso, minha mãe acha que você é casado e que eu sou sua amante. Ela fala tanto na minha cabeça que às vezes me revolto! Não posso falar a verdade sobre você, né? E você… você também não conta quase nada. Às vezes até acho que você é casado mesmo! Juan riu, balançando a cabeça, divertido e encantado com a franqueza dela. — É, eu sei que parece loucura — disse ele, aproximando-se dela — mas eu não sou casado, Letícia. Tudo que eu quero é você. Só você. Ela suspirou, ainda meio irritada, mas um sorriso teimoso se formando nos lábios: — Tá… então eu só espero que você comece a me contar mais coisas. Senão minha mãe nunca vai acreditar que você é realmente meu… — Pode deixar — respondeu ele, acariciando o cabelo dela. — Vou contar o que precisar… mas você também precisa confiar. Letícia apoiou a cabeça no peito dele, sentindo o coração acelerar, uma mistura de raiva, ciúmes e fascínio. Pela primeira vez, percebeu que, apesar do temperamento forte de Juan, havia espaço para cuidado, carinho e honestidade — e que ela podia, aos poucos, confiar nele. — Tá bom — murmurou ela, fechando os olhos. — Eu vou tentar confiar… — Isso já é suficiente — disse ele, beijando sua testa. — Agora relaxa… porque você é minha, e ninguém mais vai mexer com você.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD