Passaram-se dois meses, e Letícia ainda estava no hospital, entre altos e baixos, entre dias de risco e dias mais tranquilos. Ela olhou para Juan, com os olhos ainda cheios de vida, mas marcados pelo cansaço e pela fragilidade de tudo que havia passado. — Nossa, amor… — disse ela, a voz baixa, mas carregada de emoção — dois meses no hospital, internada… dias de risco, dias normais… eu só quero nossa casa, curtir nossa bebê, nosso menino… Juan segurou a mão dela com força, aproximando o rosto do dela, os olhos marejados, mas com um brilho intenso de amor e alívio. — Eu sei, amor… eu também quero muito voltar pra nossa casa — respondeu ele, a voz trêmula, cheia de sentimento — você teve tantas paradas cardíacas, Letícia… eu pensei que fosse te perder inúmeras vezes. Mas agora você tá bem,

