Juan estava sozinho na sala, a garrafa quase vazia na mão, os olhos vermelhos e a respiração pesada. O relógio marcava três horas da madrugada, e cada minuto parecia arrastar a frustração que sentia. Quando Letícia finalmente entrou, ele não conseguiu disfarçar a raiva acumulada. — Nossa… chegou… e vai sair daqui pouco de novo, né? — falou Juan, a voz arrastada pelo álcool e pelo cansaço, olhando fixamente para ela. — Você tá bêbado, Juan — disse Letícia, cansada, com os olhos pesados — Eu preciso dormir. — Não, você não vai dormir! — ele respondeu, a voz ficando mais firme, quase ameaçadora — Senta aqui agora! — Juan… — ela começou, hesitando. — Sentar, c*****o! — gritou ele, segurando firme a garrafa e encarando-a com os olhos brilhando de raiva. Letícia respirou fundo e se sentou

