Letícia tirou o vestido e vestiu uma camisola confortável, deitando-se na cama. Juan se aproximou e sentou ao lado dela, começando a massagear as costas com cuidado e firmeza.
— A dor da nossa noite ainda incomoda? — perguntou ele, com a voz baixa e envolvente.
— Não muito — respondeu ela, relaxando sob o toque dele.
Ele suspirou, olhando para ela com intensidade.
— Eu queria você…
Ela virou o rosto, fitando-o com um sorriso tímido:
— Fala de novo — pediu, brincando, provocando-o.
Ele riu, divertido:
— Quero você, ciumenta linda.
Ela riu, corando levemente:
— Tá… vou confessar. Eu senti ciúmes, mesmo.
— Eu sei — disse ele, sorrindo. — Mas olha… você me deixou puto. Não faz mais isso, hein?
— Impossível! — respondeu ela, rindo novamente. — Se você sumir de novo, eu vou fazer ciúmes também!
Ele sorriu, aproximando-se e beijando-a delicadamente. O beijo não era apenas de desejo, mas de conexão, de i********e e carinho. Naquele momento, Letícia sentiu que, mesmo em meio a tudo o que acontecia ao redor, podia se entregar à sensação de proteção e cuidado que Juan lhe proporcionava.
Depois de uma noite intensa, Juan se recostou na cama ao lado de Letícia, ainda com o sorriso misturado à seriedade que sempre o caracterizava.
— Eu juro por você — começou ele, sério, mas com a voz baixa — que quando cheguei aqui ontem, eram três horas da manhã. Eu estava morto, mandei mensagem… você visualizou e não respondeu. Eu surtei, sabia? Eu fiquei puto… e você estava p**a também, né? Aí de manhã demorou pra me responder, depois não atendia minhas ligações, e agora à noite… a gracinha me n**a, olha Letícia!
Ela riu, quase arqueando as sobrancelhas em provocação:
— Você sumiu… e eu fiquei p**a! Além disso, minha mãe acha que você é casado e que eu sou sua amante. Ela fala tanto na minha cabeça que às vezes me revolto! Não posso falar a verdade sobre você, né? E você… você também não conta quase nada. Às vezes até acho que você é casado mesmo!
Juan riu, balançando a cabeça, divertido e encantado com a franqueza dela.
— É, eu sei que parece loucura — disse ele, aproximando-se dela — mas eu não sou casado, Letícia. Tudo que eu quero é você. Só você.
Ela suspirou, ainda meio irritada, mas um sorriso teimoso se formando nos lábios:
— Tá… então eu só espero que você comece a me contar mais coisas. Senão minha mãe nunca vai acreditar que você é realmente meu…
— Pode deixar — respondeu ele, acariciando o cabelo dela. — Vou contar o que precisar… mas você também precisa confiar.
Letícia apoiou a cabeça no peito dele, sentindo o coração acelerar, uma mistura de raiva, ciúmes e fascínio. Pela primeira vez, percebeu que, apesar do temperamento forte de Juan, havia espaço para cuidado, carinho e honestidade — e que ela podia, aos poucos, confiar nele.
— Tá bom — murmurou ela, fechando os olhos. — Eu vou tentar confiar…
— Isso já é suficiente — disse ele, beijando sua testa. — Agora relaxa… porque você é minha, e ninguém mais vai mexer com você.