ciumes dele ☺️ 2

606 Words
No caminho até a mansão, o clima dentro do carro era uma mistura de tensão e provocação. — Me leva pra casa hoje, tá? — Letícia disse, encostando a cabeça no banco. — Amanhã eu vou pra sua casa. Juan nem respondeu de imediato. Só lançou aquele olhar fechado, intenso, que fazia o ar pesar. Ela riu de leve. — Ai… você é demais, sabia? — É você que me estressa — ele respondeu, firme. — Você vai pra minha casa. E ponto final. Ela passou a mão pelo rosto, rindo, já se dando por vencida. — Tá bom, senhor mafioso. Juan soltou uma risada curta. — Agora melhorou. E fala pro seu amiguinho ficar longe. — Ei, para com isso — ela rebateu, ainda rindo. — Deixa o menino quieto. Do jeito que você fala, parece que vai fazer picadinho dele. — Faço mesmo — ele disse, sem perder o humor perigoso. — Se eu ver ele perto de você de novo. — Você tá precisando acalmar esses nervos, sabia? — Letícia provocou. Juan desviou o carro com uma mão só e olhou pra ela de lado. — Tô mesmo. E vou me acalmar em casa… com você. — Ah não, eu tô cansada — ela respondeu, rindo. — Eu não tô — ele disse, apertando de leve a coxa dela, num gesto possessivo e íntimo. — Você só relaxa. Letícia balançou a cabeça, rindo mais alto. — Eu não tenho saída quando você entra nesse modo, né? Juan sorriu de canto, aquele sorriso que misturava perigo e desejo. — Não mesmo, meu amor. E enquanto o carro seguia pela estrada, Letícia suspirou, sabendo que com Juan nunca era simples… mas também nunca era frio, vazio ou sem intensidade. Quando chegaram à mansão, Juan estacionou o carro e ficou alguns segundos em silêncio antes de desligar o motor. O clima ainda era carregado, mas diferente — menos tensão, mais algo quente, intenso, cheio de sentimento m*l resolvido. Ele saiu do carro, abriu a porta pra ela e estendeu a mão. — Vem — disse, num tom mais calmo. — Hoje eu só quero você perto de mim. Letícia segurou a mão dele e entrou. Assim que a porta se fechou atrás deles, Juan a puxou para um abraço forte, daqueles que dizem mais do que qualquer discussão. — Você me tira do sério… — ele murmurou no cabelo dela. — Mas também é a única que consegue me acalmar. — Então aprende isso — ela respondeu baixinho. — Eu não sou sua inimiga. Ele afastou o rosto só o suficiente pra olhar nos olhos dela. — Eu sei. — Respirou fundo. — Só tenho medo de perder o que é mais importante pra mim. Letícia tocou o rosto dele, com carinho. — Então confia. Porque eu tô aqui. E quando eu não aguentar, eu falo. Mas não some de mim, Juan. Ele assentiu, beijando a testa dela com cuidado, bem diferente da brutalidade que o mundo dele exigia. — Prometo. Mais tarde, já deitados, sem pressa, sem palavras demais, Juan ficou fazendo carinho nos cabelos dela enquanto ela descansava com a cabeça no peito dele. Não era sobre posse naquela hora. Era sobre presença. — Amanhã você vai pra aula cedo — ele disse, baixo. — Vou — ela respondeu, sonolenta. — E eu vou te buscar. Sem ciúmes. — Ele fez um meio sorriso. — Quero ver — ela provocou, rindo baixinho. Juan fechou os olhos, sentindo algo raro: paz. Porque, pela primeira vez, ele entendia que amar Letícia não era mantê-la presa… era aprender a não perder o controle quando o medo batia.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD