Era uma tarde tranquila na mansão. Letícia estava sentada em uma das cadeiras, enquanto Juan permanecia à sua frente, sério, mas com o olhar atento e intenso que sempre a deixava inquieta.
— Juan… eu queria te fazer uma pergunta — disse ela, hesitante.
— Claro, pode perguntar — respondeu ele, firme, mas sem perder o cuidado.
Ela respirou fundo, tentando organizar as palavras:
— É sobre a minha mãe… Ela insiste em me perguntar sobre você. O que devo falar? Eu não sei.
Juan se levantou calmamente, caminhou até a cômoda e abriu uma gaveta. De dentro, retirou uma pequena caixinha de alumínio. Com cuidado, abriu-a e colocou um anel delicado no dedo de Letícia. Um anelzinho com um brilho discreto, mas que chamava atenção.
— Nossa… — Letícia murmurou, surpresa e encantada. — Muito lindo.
— Estava sentindo que precisava mostrar… — disse ele, com um leve sorriso. — Eu sou seu namorado, não sou?
Ela olhou para ele, pensativa, tentando entender a intensidade da situação.
— Namorado… — repetiu ela. — Não… não é que eu não goste, mas… eu acho que, para a minha mãe e para todos, você é meu namorado. Aqui na sua casa… para você, eu sou apenas… a mulher que você encontrou para ser seu ponto de paz, né?
Ele assentiu, segurando a mão dela com firmeza.
— Exatamente. Você é meu ponto de paz, Letícia. Em troca, eu cuido de você, sustento você, protejo você.
Ela respirou fundo, sentindo uma mistura de alívio, curiosidade e algo completamente novo crescer dentro dela. Aquele pequeno anel no dedo não era apenas um símbolo; era o começo de algo intenso, perigoso, mas impossível de resistir.
— Então… — disse ela, baixinho, quase para si mesma — é assim que vamos viver… você cuidando de mim, e eu sendo seu ponto de paz?
— Isso mesmo. — Ele sorriu, olhando profundamente em seus olhos. — E só quero que você se sinta segura, Letícia. Literalmente minha, e nada vai mudar isso.
Ela olhou para o anel, depois para ele, e percebeu que, pela primeira vez na vida, sentia que alguém realmente a via, a protegia… e queria estar com ela, mesmo com toda a intensidade e perigo que o mundo dele carregava.
Juan entregou a Letícia uma caixa elegante.
— Toma — disse ele, com um sorriso tranquilo. — Veste isso para mim. Eu vou te esperar aqui.
Ela abriu a caixa e encontrou uma lingerie vermelha linda, delicada e elegante. Um friozinho percorreu sua espinha, misto de nervosismo e curiosidade.
— Tá bom — respondeu ela, tentando soar confiante.
Letícia se levantou e foi tomar banho. A água quente ajudou a relaxar, e, depois de se perfumar com o aroma que ele havia escolhido para ela, deitar o cabelo solto sobre os ombros e se hidratar, ela se vestiu com a lingerie. Respirou fundo, encarou o espelho e sentiu um arrepio de expectativa.
Ao sair do banheiro, encontrou Juan deitado na cama, observando-a com intensidade.
— Nossa… você está linda demais — disse ele, com a voz baixa e firme.
Ela sorriu, meio tímida, sentindo o coração acelerar.
— Não precisa ficar nervosa, — disse ele, suavizando o tom. — Vou te ensinar tudo devagar.
— Tá bom — respondeu ela, ainda hesitante.
Ele se aproximou com calma, a mão delicada sobre o braço dela, guiando cada gesto. Beijou-a suavemente, transmitindo cuidado, atenção e carinho. Cada toque era meticuloso, respeitoso, demonstrando que ele estava ali para proteger, não assustar.
— Só relaxa, tá? — murmurou ele, atento a cada reação dela.
Ela suspirava baixinho, aos poucos se soltando, sentindo que podia confiar nele. Juan manteve o ritmo lento, garantindo que cada movimento fosse confortável, deixando que ela se acostumasse à i********e de forma segura.
Quando finalmente se acomodaram, ele a abraçou, acariciando a cabeça dela, sussurrando:
— Como você está se sentindo?
— Um leve desconforto… mas… obrigada por ter sido tão calmo — respondeu ela, olhando para ele com gratidão.
Ele sorriu, encostando a testa na dela:
— Eu disse para você, Letícia… com você eu não serei um monstro. Hoje foi nossa primeira noite juntos, e você se entregou aos meus braços. Você é oficialmente minha. Aos poucos, vai se acostumando e se soltando mais.
Ela riu baixinho, encostando a cabeça no peito dele.
— Eu fui muito travada, né?
— Não… você foi você. Timida, linda… e lidou muito bem — respondeu ele, beijando a cabeça dela com carinho.
Ela suspirou, sentindo-se segura, protegida e desejada ao mesmo tempo. Pela primeira vez, Letícia percebeu que estar com Juan era mais do que paixão ou desejo: era confiança, cuidado e um vínculo que ia muito além do físico.
Ele continuou fazendo carinho lentamente, e ela fechou os olhos, finalmente relaxando. Estava começando a entender que, ao lado dele, podia se sentir livre, protegida e especial.