a primeira noite

813 Words
Era uma tarde tranquila na mansão. Letícia estava sentada em uma das cadeiras, enquanto Juan permanecia à sua frente, sério, mas com o olhar atento e intenso que sempre a deixava inquieta. — Juan… eu queria te fazer uma pergunta — disse ela, hesitante. — Claro, pode perguntar — respondeu ele, firme, mas sem perder o cuidado. Ela respirou fundo, tentando organizar as palavras: — É sobre a minha mãe… Ela insiste em me perguntar sobre você. O que devo falar? Eu não sei. Juan se levantou calmamente, caminhou até a cômoda e abriu uma gaveta. De dentro, retirou uma pequena caixinha de alumínio. Com cuidado, abriu-a e colocou um anel delicado no dedo de Letícia. Um anelzinho com um brilho discreto, mas que chamava atenção. — Nossa… — Letícia murmurou, surpresa e encantada. — Muito lindo. — Estava sentindo que precisava mostrar… — disse ele, com um leve sorriso. — Eu sou seu namorado, não sou? Ela olhou para ele, pensativa, tentando entender a intensidade da situação. — Namorado… — repetiu ela. — Não… não é que eu não goste, mas… eu acho que, para a minha mãe e para todos, você é meu namorado. Aqui na sua casa… para você, eu sou apenas… a mulher que você encontrou para ser seu ponto de paz, né? Ele assentiu, segurando a mão dela com firmeza. — Exatamente. Você é meu ponto de paz, Letícia. Em troca, eu cuido de você, sustento você, protejo você. Ela respirou fundo, sentindo uma mistura de alívio, curiosidade e algo completamente novo crescer dentro dela. Aquele pequeno anel no dedo não era apenas um símbolo; era o começo de algo intenso, perigoso, mas impossível de resistir. — Então… — disse ela, baixinho, quase para si mesma — é assim que vamos viver… você cuidando de mim, e eu sendo seu ponto de paz? — Isso mesmo. — Ele sorriu, olhando profundamente em seus olhos. — E só quero que você se sinta segura, Letícia. Literalmente minha, e nada vai mudar isso. Ela olhou para o anel, depois para ele, e percebeu que, pela primeira vez na vida, sentia que alguém realmente a via, a protegia… e queria estar com ela, mesmo com toda a intensidade e perigo que o mundo dele carregava. Juan entregou a Letícia uma caixa elegante. — Toma — disse ele, com um sorriso tranquilo. — Veste isso para mim. Eu vou te esperar aqui. Ela abriu a caixa e encontrou uma lingerie vermelha linda, delicada e elegante. Um friozinho percorreu sua espinha, misto de nervosismo e curiosidade. — Tá bom — respondeu ela, tentando soar confiante. Letícia se levantou e foi tomar banho. A água quente ajudou a relaxar, e, depois de se perfumar com o aroma que ele havia escolhido para ela, deitar o cabelo solto sobre os ombros e se hidratar, ela se vestiu com a lingerie. Respirou fundo, encarou o espelho e sentiu um arrepio de expectativa. Ao sair do banheiro, encontrou Juan deitado na cama, observando-a com intensidade. — Nossa… você está linda demais — disse ele, com a voz baixa e firme. Ela sorriu, meio tímida, sentindo o coração acelerar. — Não precisa ficar nervosa, — disse ele, suavizando o tom. — Vou te ensinar tudo devagar. — Tá bom — respondeu ela, ainda hesitante. Ele se aproximou com calma, a mão delicada sobre o braço dela, guiando cada gesto. Beijou-a suavemente, transmitindo cuidado, atenção e carinho. Cada toque era meticuloso, respeitoso, demonstrando que ele estava ali para proteger, não assustar. — Só relaxa, tá? — murmurou ele, atento a cada reação dela. Ela suspirava baixinho, aos poucos se soltando, sentindo que podia confiar nele. Juan manteve o ritmo lento, garantindo que cada movimento fosse confortável, deixando que ela se acostumasse à i********e de forma segura. Quando finalmente se acomodaram, ele a abraçou, acariciando a cabeça dela, sussurrando: — Como você está se sentindo? — Um leve desconforto… mas… obrigada por ter sido tão calmo — respondeu ela, olhando para ele com gratidão. Ele sorriu, encostando a testa na dela: — Eu disse para você, Letícia… com você eu não serei um monstro. Hoje foi nossa primeira noite juntos, e você se entregou aos meus braços. Você é oficialmente minha. Aos poucos, vai se acostumando e se soltando mais. Ela riu baixinho, encostando a cabeça no peito dele. — Eu fui muito travada, né? — Não… você foi você. Timida, linda… e lidou muito bem — respondeu ele, beijando a cabeça dela com carinho. Ela suspirou, sentindo-se segura, protegida e desejada ao mesmo tempo. Pela primeira vez, Letícia percebeu que estar com Juan era mais do que paixão ou desejo: era confiança, cuidado e um vínculo que ia muito além do físico. Ele continuou fazendo carinho lentamente, e ela fechou os olhos, finalmente relaxando. Estava começando a entender que, ao lado dele, podia se sentir livre, protegida e especial.
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