desafio controle

1185 Words
Na manhã seguinte, Letícia acordou e percebeu que Juan não estava no quarto. Ao lado da cama, encontrou um bilhete e uma bandeja com café da manhã. "Bom dia, linda. Precisei sair para resolver algumas coisas. Tome um cafezinho da manhã e o segurança vai levar você até sua casa tá bom? Quando eu chegar, eu te ligo." Ela sorriu, sentindo o cuidado por trás das palavras, e sentou-se na cama para comer tranquilamente. Depois que terminou, tomou um banho, vestiu um vestido simples, arrumou o quarto e pegou sua bolsa. No jardim, o segurança a esperava. Ele lançou-lhe um olhar firme, mas protetor, que transmitia uma mensagem clara: ela estava segura sob a proteção de Juan. Letícia sentiu-se estranhamente confortável com aquele olhar — sabia que estava sendo cuidada. — Senhorita Letícia, bom dia — disse o segurança, aproximando-se. — O patrão pediu para que eu a levasse até sua casa. — Sim, por favor — respondeu ela, sorrindo levemente. Eles seguiram juntos até o veículo, e Letícia se acomodou no banco de trás. Enquanto o carro avançava, ela lembrou da conversa da noite anterior com Juan, o anel, e o vínculo que estavam formando. Um sentimento novo, entre segurança e i********e, preenchia o espaço entre medo e fascínio. Quando chegou em casa, sua mãe estava à espera. Letícia correu para ela, mostrando o anel com um sorriso tímido. — Olha, mãe, meu anel de compromisso ! — disse, encantada. — Uau, ficou tão lindo! Eu também te amo — respondeu a mãe, emocionada. — Mas… isso não é um compromisso formal, né? Letícia segurou as mãos da mãe, firme e segura: — Mãe, pode ficar tranquila. Tudo bem. Ele me trouxe para cá, colocou a gente em segurança, paga tudo que precisamos. Não é só um romance, é cuidado. Sua mãe suspirou, ainda com um pouco de receio: — Eu só fico com medo de você se magoar… — Tudo bem, mãe — disse Letícia, sorrindo. — Vai dar tudo certo. Ontem ele ligou bastante, quer saber como estamos. — Tá, filha — disse a mãe, aliviada. — Mas vamos com calma, tá? — Sim, mãe. Depois a gente conversa melhor. Eu resolvo tudo, tá bom? Enquanto falava, Letícia sentia novamente a segurança que Juan lhe transmitia, mesmo à distância. Ele podia ser um homem perigoso no mundo exterior, mas para ela, estava se mostrando protetor, cuidadoso e presente, e isso começava a mudar completamente sua vida. Mais tarde, as ameaças voltaram, desta vez diretamente do padrasto de Letícia. Mensagens incessantes, cheias de ódio: "Eu vou descobrir onde você está. Você e sua filha vão me pagar!" Um frio percorreu a espinha de Letícia. Ela se aproximou da mãe, tentando manter a calma: — Mãe, deixa eu te explicar o que está acontecendo… — Exatamente, filha… — respondeu a mãe, com a voz trêmula. — A gente mora aqui há pouco mais de um mês… quase dois. Não quero te preocupar, mas preciso que saiba. — Não, mãe — disse Letícia, firme. — Eu vou falar com o Juan — Letícia, não… — tentou interromper a mãe. — Mãe, agora! — insistiu ela. — juan é meu namorado, ele nos protege. Apesar do aviso da mãe, Letícia ligou para o celular dele várias vezes, mas não houve resposta. A madrugada passou lenta, com o coração acelerado e a sensação de desamparo. Finalmente, chegou uma mensagem: "Oi, linda. Acabei de chegar em casa." Ela respirou fundo, mas não respondeu. Queria manter a calma e processar o que estava acontecendo. Na manhã seguinte, outra ligação de Juan chegou. Ela hesitou, pegou o celular, mas não atendeu. A mensagem seguinte dizia: "Preciso de você." Letícia respirou fundo, ignorando por enquanto. Precisava de alguns minutos para se recompor, sentir que tinha controle sobre si mesma e sobre a situação. Mais tarde, respondeu brevemente: — Tudo bem, eu entendi. A preocupação de Juan era evidente, mas ele bufou, impaciente com a demora dela. Letícia, por sua vez, tentava explicar seus sentimentos: — Eu também precisava de você do meu lado quando liguei… mas você não estava. Amanhã a gente se vê. Ela prometeu que cumpriria, mas sabia que isso irritaria Juan. Não fazia parte do acordo deles, mas ela precisava se proteger emocionalmente, mesmo de quem estava ali para cuidar dela. Sentia-se cansada, com fome e vulnerável, mas ainda assim determinada a manter um mínimo de controle sobre sua vida. Mais tarde, Juan continuou ligando para Letícia. Ela finalmente atendeu, tentando manter a calma: — Eu não vou, Juan… — disse, a voz firme, mas um pouco cansada. — Para de me estressar! — respondeu ele, impaciente, mas firme. — Se arruma, estou chegando aí. — Eu já te disse que amanhã eu vou… — insistiu ela, tentando manter o controle da situação. — Não estou perguntando, Letícia — disse ele, com aquela autoridade que sempre a fazia estremecer. — Você vai comigo. Se arruma que estou chegando aí. Ela respirou fundo, tentando resistir. — Não vou me arrumar, estou deitada com dor de cabeça. — Dez minutos e estou aí — respondeu ele, curto e direto. O interfone tocou. A mãe dela, preocupada, atendeu e abriu o portão. — Boa noite, sogra. Tudo bem? — cumprimentou Juan, com o charme habitual. — Boa noite, meu filho. Estou bem, sim — respondeu a mãe, com um leve sorriso. — E a Lorena, como está? Não consigo falar com ela — continuou Juan, atento. — Ela está com dor de cabeça, no quarto desde cedo. Vai lá ver — disse a mãe. Juan foi até o quarto, abriu a porta com cuidado e entrou. Letícia estava deitada na cama, a luz apagada, apenas um abajur aceso ao lado da cabeça. Ela levantou os olhos, ainda consciente, mas exausta. — Pensei que você ia se arrumar… hoje quer me desafiar, né? — disse Juan, com um sorriso provocador, mas firme. Ela se sentou na cama, tentando resistir: — Juan, eu não estou bem hoje. Amanhã eu vou. — Vai se arrumar, Lorena. Temos que conversar, aqui não dá — respondeu ele, firme, mas deixando espaço para ela obedecer. Ela suspirou, levantou-se, tirou a camisola, vestiu um vestido, arrumou o cabelo e pegou a bolsa. — Mãe, eu vou com ele, amanhã estou de volta — avisou ela na sala. — Vai com cuidado, filha — disse a mãe. — Pode deixar, sogra — respondeu ela, com um leve sorriso. No carro, Juan dirigia com uma mão no volante e a outra repousando discretamente na perna dela, transmitindo segurança e intimidação ao mesmo tempo. — Fala, Lorena… o que houve? Por que você está desafiadora hoje? Ciúmes? — perguntou ele, provocando com um sorriso. — Não… eu… só preciso não focar muito em você — respondeu ela, hesitante. — Como não? — ele arqueou a sobrancelha, sério, mas com aquele brilho intenso nos olhos. — Na sua casa a gente conversa melhor, tá? Ela respirou fundo, percebendo que mesmo desafiadora, Juan mantinha o controle absoluto, mas sempre com aquele cuidado que a fazia se sentir protegida e, de alguma forma, segura.
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