a proposta

955 Words
O carro parou em frente a uma mansão imponente. Letícia arregalou os olhos. Havia pelo menos vinte homens armados na frente da casa, cada um observando cuidadosamente os arredores. O coração dela disparou, o medo tentando dominá-la. Ele percebeu seu desconforto e segurou sua mão com firmeza. — Calma, vem comigo — disse, com a voz grave e autoritária, mas ao mesmo tempo protetora. Ela o seguiu, ainda tensa, mas sentindo que, de algum jeito, estava segura. Subiram as escadas rapidamente, sem desviar o olhar para os homens que pareciam mais soldados do que simples seguranças. Quando chegaram ao quarto dele, ele abriu a porta: — Pode ficar à vontade. Letícia entrou devagar, sentando-se numa poltrona, ainda acuada, observando cada detalhe do lugar. O quarto era luxuoso, impecavelmente organizado, e havia algo no ar que misturava poder e perigo. Ele se aproximou e sentou do outro lado, olhando-a intensamente. — Me fala de você, Letícia — disse, com curiosidade genuína misturada a autoridade. Ela respirou fundo, tentando organizar as palavras: — Eu tenho 22 anos… trabalho à noite naquele clube como garçonete e de dia como faxineira. Faço isso para pagar as coisas da minha mãe… para tirá-la do meu padrasto, que é um homem muito r**m. Ele maltrata minha mãe… e ainda leva mulheres para casa só para zombar dela. Eu não tive outra saída para conseguir dinheiro. Ele a observava em silêncio, absorvendo cada palavra, cada expressão de dor e coragem. O olhar dele suavizou levemente, mas ainda carregava a intensidade que a fazia se sentir ao mesmo tempo protegida e intimidada. — Entendo… — murmurou ele, mais para si mesmo do que para ela. — Você passou por muito mais do que alguém da sua idade deveria. Ela baixou os olhos, insegura, mas ao mesmo tempo aliviada por finalmente ter alguém que a ouvisse sem julgar. Ele estendeu a mão, tocando delicadamente a dela. — Você não precisa mais enfrentar isso sozinha, Letícia. Eu vou cuidar de você. Ela olhou para ele, sem saber se sentia medo, gratidão ou algo mais… algo que crescia dentro dela desde a primeira vez que ele a salvou no clube ainda confusa e assustada perguntou: — Como… como você vai se ajudar de mim? — perguntou. — Você nem me conhece direito, e eu nem sei seu nome. Ele sorriu, com aquele olhar intenso que misturava malícia e autoridade. — Eu me chamo Juan, Juan Cardoso. — Afirmou, firme. Ela piscou, ainda tentando entender a situação. — Assim… você resbamar comigo? — disse, nervosa, tentando quebrar o clima tenso. Ele riu baixinho, inclinando-se um pouco para mais perto. — Tem algo no seu olhar que me deixa louco, Letícia. Você não faz sentido para mim… mas não consigo tirar da cabeça. Ela respirou fundo, sentindo-se vulnerável. — Mas eu não estou entendendo… Eu sou apenas uma jovem comum, nova, inexperiente… Eu sou uma criança perto de você. Eu ainda sou gordinha… não sou magrinha, não tenho um corpo estruturado… Ele se aproximou mais, sério, mas com um brilho no olhar que a desconcertava. — Você é exatamente meu tipo. Eu sou apaixonado por mulheres gordinhas. Você tem fisicamente o corpo que eu adoro. Ela piscou, incrédula, tentando processar suas palavras. — Gente… você está tirando comigo? Eu não estou entendendo nada… Ele sorriu, seguro de si, quase provocando: — Não estou tirando. É sério. Você é perfeita do jeito que é. E eu não quero que ninguém mais toque nisso. Letícia sentiu seu coração disparar. Aquela mistura de medo, curiosidade e algo totalmente novo dentro dela a deixava sem palavras. Juan Cardoso não era apenas perigoso; ele era irresistível, e, pela primeira vez, alguém parecia enxergar beleza nela do jeito que ela realmente era. Letícia o olhou, sem entender. — O quê? O que você quer me dizer? Juan aproximou-se, segurando firmemente o rosto dela, olhando profundamente em seus olhos. — Eu quero você para mim, Letícia. — Sua voz era baixa, grave e cheia de autoridade. — Você vai ser minha. E eu vou ser seu s*********y. Ela piscou, incrédula: — Meu… meu sugar o quê? Ele riu, divertido com a confusão dela, mas logo voltou sério, intenso: — Eu vou te dar tudo o que você precisar. Vou pagar os remédios da sua mãe, vou providenciar uma casa para vocês duas, com proteção, comida… você não vai precisar trabalhar nunca mais. Pode estudar, fazer faculdade, viver a vida que sempre quis. Ela ainda estava sem palavras, tentando processar o que ouvia. — A única condição — continuou ele, firme — é que você será literalmente minha. Você não poderá ter nenhum outro homem. Entendeu? Ele a segurou pelo rosto, aproximando-se ainda mais, tão perto que o calor dele chegava ao dela: — Você vai ser minha. Então eu poderei te tocar, te beijar, te apertar, te amar… e, em troca, vou te dar tudo o que precisa. Você nunca mais vai precisar colocar os pés naquele clube novamente. Ela respirou fundo, assustada, mas ao mesmo tempo curiosa e confusa. Ele continuou: — Você não vai trabalhar . Vai aprender a ficar em casa, sair quando quiser, fazer compras, ter um cartão à sua disposição… E quando eu quiser você, irei buscá-la ou mandarei um de meus homens. E se eu tiver que viajar, você vai comigo. Ele fez uma pausa, olhando nos olhos dela: — Essas são as cláusulas, Letícia. Entendeu? Ela engoliu em seco, sentindo o peso da proposta. Era tentadora, irrecusável… e ao mesmo tempo assustadora. Um mundo totalmente novo estava sendo oferecido a ela, um mundo de luxo, proteção e controle. Mas havia uma condição que poderia mudar tudo: pertencer a Juan Cardoso, um mafioso poderoso e perigoso, para sempre.
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