Letícia engoliu em seco, ainda processando tudo.
— Espera… espera! — disse, a voz trêmula. — Eu… eu não estou conseguindo… é muita coisa. Você… você está me comprando, pra quê? Eu nem te conheço direito.
Juan a observava com calma, mantendo a mão dela entre as suas, firme e protetora.
— Não, Letícia… não é isso. — Ele inclinou-se levemente, olhando-a nos olhos. — Eu só quero que você seja alguém. Alguém que me tire do foco desse perigo… Porque quando eu te vi naquele clube, eu vi nos seus olhos. Eu sabia que essa pessoa seria você. Só isso.
Ela respirou fundo, ainda confusa e curiosa.
— Mas… quantas… quantas mulheres você… você tem? — perguntou, hesitante.
— Por que quer saber? — respondeu ele, arqueando uma sobrancelha.
— Não é uma pergunta… — ela murmurou, quase se intimidando com a intensidade dele.
Ele sorriu, sério e direto:
— A única coisa que você precisa saber é que você será minha. Pronto.
Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha, uma mistura de medo, fascínio e curiosidade.
— Ei… isso é… uma espécie de pacto romântico? — perguntou, quase em sussurro.
Juan riu baixinho, a intensidade no olhar permanecendo.
— Você precisa ser protegida. — Ele apertou sua mão. — Eu vou te proteger. Nunca mais ninguém vai te machucar. Literalmente minha, Letícia.
Ela hesitou, ainda insegura.
— Mas… eu… não sei se… isso é pra mim…
Ele inclinou-se mais próximo, acariciando suavemente o rosto dela.
— Isso leva tempo. A gente vai se adaptar. A princípio, será tudo normal até você se acostumar. Entendeu?
Ela respirou fundo, olhando para ele.
— É que…
— É que…? — ele repetiu, encorajando-a com um sorriso.
— É que eu sou virgem — ela hesitou, sentindo o calor do olhar dele, o coração disparado.
Juan sorriu, suavizando o tom, mas mantendo o controle absoluto da situação.
— Então você é ainda mais maravilhosa do que eu pensava, Letícia. Literalmente minha. Só minha.
Antes que ela pudesse responder, ele a puxou para perto e a beijou. Um beijo intenso, profundo, que misturava desejo, proteção e possessividade. Letícia se deixou levar, sentindo algo que nunca havia sentido antes: a segurança e a intensidade de alguém que, mesmo perigoso, prometia cuidar dela como ninguém jamais cuidou.
Naquele instante, a vida de Letícia mudava de vez. Ela estava nas mãos de Juan Cardoso — mafioso, poderoso e irresistível — e, apesar do medo, sentia que ali, ao lado dele, encontraria algo que nunca imaginou: alguém para protegê-la, possuí-la e, de algum jeito, fazê-la sentir-se segura e desejada ao mesmo tempo.
Na manhã seguinte, Letícia acordou em um quarto que não era seu, mas que exalava segurança e luxo. As cortinas deixavam entrar a luz suave do sol, e pela primeira vez em muito tempo, ela sentiu que podia respirar sem medo. Mas a lembrança do beijo de Juan e de suas palavras ainda queimava em sua mente.
Ele entrou no quarto com a segurança e autoridade que lhe eram naturais.
— Bom dia, Letícia. Dormiu bem? — perguntou, tentando suavizar o tom sério que sempre o acompanhava.
Ela se sentou na cama, ajeitando a roupa, ainda um pouco envergonhada.
— Mais ou menos… — respondeu ela. — Ainda estou tentando processar tudo…
Ele se aproximou, sentando-se em frente a ela, olhando-a com atenção.
— É normal. — Ele suspirou. — Vou te explicar como vai funcionar. A partir de agora, você vai viver comigo. Vou garantir sua segurança, a da sua mãe, e vou cuidar de tudo para que você não precise mais sofrer.
Letícia engoliu em seco, nervosa e confusa.
— Mas… eu não sei nada sobre esse mundo… o seu mundo… — disse, hesitante.
Ele sorriu, mas havia um brilho sério nos olhos:
— Isso você vai aprender. Aos poucos. Por enquanto, você precisa se acostumar a confiar em mim. Tudo que você fizer, tudo que você precisar, eu darei. Mas em troca, você será minha. Só minha.
Ela respirou fundo, sentindo um frio na espinha, mas também uma curiosidade crescente.
— E eu… e eu tenho que fazer o quê? — perguntou.
— Você vai aprender a viver de outra forma. Não precisa trabalhar no clube nunca mais. Pode estudar, sair, fazer compras, cuidar da sua mãe… tudo sem se preocupar. Quando eu quiser você, irei buscá-la ou enviarei alguém para isso. — Ele fez uma pausa e se inclinou mais perto. — E sempre que eu quiser, você vai me pertencer.
Ela ficou em silêncio, absorvendo cada palavra. Era um mundo totalmente diferente, perigoso, intenso… mas ao mesmo tempo, era tentador. Ele oferecia segurança, cuidado, luxo, e um tipo de atenção que ninguém jamais havia dado a ela.
— E se eu errar? — perguntou, ainda insegura.
— Não vai errar. — Ele acariciou seu rosto suavemente, mas com firmeza. — Eu estarei com você. Sempre. Só siga minhas instruções, e nada de r**m vai acontecer.
Ela olhou para ele, os olhos cor de mel encontrando os dele, escuros e intensos. Uma parte dela ainda queria recuar, mas outra parte… uma parte dela queria mergulhar naquele mundo, aceitar a proteção e a intensidade de Juan Cardoso, mesmo sabendo que era perigoso.
— Então… é assim? — murmurou. — Eu vou realmente viver com você?
— Exatamente. — Ele sorriu, mas havia uma firmeza que não permitia contestação. — Bem-vinda ao meu mundo, Letícia. Agora, você é minha. Literalmente minha.
Ela engoliu em seco, sentindo a mistura de medo e excitação percorrer seu corpo. Estava começando uma vida completamente nova — protegida, controlada e desejada por um homem que era, ao mesmo tempo, mafioso e irresistível.
E, naquele instante, Letícia percebeu que nada mais seria como antes.