Primeiro Dia de Mudança

508 Words
Juan a olhou com firmeza, mas com um brilho de cuidado nos olhos. — Agora você vai tomar um banho, Letícia. — Ele se aproximou, entregando-lhe um conjunto de roupas simples, mas elegantes. — Veste essas roupas aqui. Depois vem tomar café comigo. Ela pegou as roupas, ainda um pouco tímida, mas obediente. — E depois? — perguntou. Ele sorriu, suave, mas cheio de intensidade. — Depois eu vou levar você para conhecer sua nova casa e buscar sua mãe. Hoje você descansa. Amanhã a gente… a gente vai jantar. Quero que sua primeira noite comigo seja especial. Ela ergueu os olhos, um pouco confusa, ainda absorvendo tudo aquilo. — Especial? Ele se aproximou mais, tocando levemente seu braço. — Eu posso ser um monstro lá fora, Letícia… mas com você, eu não vou ser um monstro. Eu quero você justamente para me trazer paz, sossego… não para eu ser um monstro. Ela sentiu um misto de emoção e alívio. Por um instante, o peso da vida difícil que carregava parecia se dissolver. — Tá… eu vou tomar banho. — Pode tomar — disse ele, sorrindo de leve. — Vou te alcançar lá embaixo. Sobe sim. Com isso, ele se retirou do quarto, deixando Letícia sozinha com seus pensamentos e a sensação estranha e excitante de estar começando uma vida completamente nova. Um banho quente, roupas limpas e a ideia de uma primeira refeição tranquila com ele… parecia simples, mas cada gesto dele carregava proteção, poder e aquela promessa de que nada mais seria como antes. Enquanto a água escorria pelo seu corpo, ela sentia que, finalmente, estava entrando no mundo de Juan Cardoso — perigoso, intenso, mas irresistivelmente tentador. Foram necessárias três semanas para que Letícia se acostumasse minimamente com a rotina da nova vida. Cada manhã começava de forma estranha, misturando conforto e autoridade. Ela pegou sua bolsa e, de maneira automática, jogou dentro o essencial: lápis de olho, gloss, escova de dente. Tudo o que precisava para se manter pronta e discreta. Juan observava cada gesto dela, silencioso e atento, mas com aquele ar frio e imponente que sempre carregava. Não precisava dizer nada; sua presença por si só transmitia controle. Naquela manhã, ele já a esperava sentado à mesa do café da manhã. Letícia respirou fundo, tentando parecer natural. Ele se levantou com calma, fechou a cadeira atrás de si e falou firme: — Toma café da manhã. Ela hesitou, ainda um pouco intimidada, mas sentiu o cuidado por trás da firmeza. Mesmo autoritário e dominante, Juan demonstrava uma atenção que ninguém jamais lhe dera. Era o início de uma rotina estranha, mas necessária: comida quente, instruções claras, proteção constante e a sensação de que, mesmo sendo um mafioso perigoso, ele estava ali para cuidar dela. Letícia se sentou, pegou a colher e começou a comer, sentindo que cada gesto simples daquele café da manhã era parte de algo maior: a construção de uma nova vida ao lado de Juan Cardoso, o homem que seria seu s*********y, protetor e dono de seu coração.
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