Quando soube que Justin estava desaparecido, automaticamente todas as suspeitas foram para ele. Já tinham desconfiança devido a briga dele com Joe e Daniel por ciúmes, então ele poderia facilmente ser o culpado pelas duas mortes e agora está foragido para não ser preso.
Ryan pediu um momento para Natalie e saiu da sala junto do oficial Benner para entender melhor o que estava acontecendo. Como ele sabia que Justin estava desaparecido e tentar entender o que eles poderiam fazer dali em diante.
- Como assim o Kallan está desaparecido? Você não o encontrou nem na república e nem com a família? - Turpin perguntou ao homem em sua frente
- Infelizmente não detetive. A Srta. Riddle disse que tinha visto o rapaz ontem, que o mesmo disse ir no local onde costumava ir com Joe Anton, depois iria para a casa de seus tios em NY. Tentamos contato no celular dele e não tivemos sucesso, então consegui falar com os tios e eles informaram que Kallan realmente disse que iria para lá, mas que até o momento ele não chegou e não deu mais notícias. - o oficial respondeu, mostrando o registro de ligações
- Ninguém mencionou algum amigo ou outro lugar que ele poderia ir? As vezes ele trocou a rota e por isso ainda não chegou ao destino. - ainda tinha uma esperança em Turpin
- A família disse que ele não conhece nada e ninguém aqui, que ele tinha pedido orientações e dinheiro para conseguir ir para NY. A tia informou que o último contato que teve com ele, foi quando ele enviou uma foto de uma pedra e um lago, dizendo que ele estava no lugar favorito de Joe.
- Consiga essa foto por favor, vou perguntar Riddle se ela sabe alguma coisa sobre a foto e se conhece alguma amizade que Kallan pode ter feito enquanto estava aqui. - foi o que o detetive pediu antes de retornar para a sala onde Natalie ainda o esperava
A mulher mantinha um olhar preocupado, afinal tinha ouvido que seu colega estava desaparecido. Em sua cabeça ela não poderia acreditar que ele seria capaz de tirar a vida de seu namorado e de um colega. Tentou se acalmar até ter uma notícia vinda do detetive sobre onde poderia estar Justin.
Ryan voltou sem nenhuma expressão boa, parecia preocupado e naquele segundo acreditava que poderia ser um crime passional.
- Srta. Riddle, seu colega Justin Kallan está desaparecido, não sabemos onde ele está e a família também não. Sabe me dizer alguma coisa? Se ele disse que ia para a casa de algum amigo? Se iria em algum lugar? - daquela vez que tomou um gole de água foi Turpin
- Justin não tinha amigos por aqui, ele vivia para estudar e para estar com Joe. Antes de ir embora, ele pediu para tirar uma foto comigo e brincou que caso ele sumisse, ele estaria com aquela roupa e depois falou que iria no lago que tem na reserva florestal para se despedir de Joe, até mesmo me mandou uma foto de lá.
-;Posso ver, por gentileza? - Ryan pediu e Nat concordou, tirando o celular da bolsa e abrindo o aplicativo de mensagens, procurando sua conversa com Justin
Turpin pegou o celular em suas mãos, pediu autorização para ver as últimas mensagens trocadas para ver se tinha algo errado ou algo minimamente suspeito e teve autorização de Natalie.
Saber que ele estava desaparecido, estava preocupando ela, por não saber se ele está bem, se ele se perdeu, se fez algo contra sua própria vida ou se está se escondendo em algum lugar. Um milhão de possibilidades passavam por sua cabeça.
- Qual a roupa que ele estava? - Ryan perguntou se recordando que a mulher em sua frente disse que eles tiraram a foto juntos antes dele partir
Prontamente Natalie procurou a foto e entregou novamente o celular para o detetive.
Eu posso imprimir essa foto? Vamos cortar você dela, mas é a foto mais recente que temos dele. - novamente o pedido foi aceito e Ryan enviou a foto para o seu celular, enviando-a em seguida para Benner para que ele pudesse colocar a foto em um cartaz de procurado e de desaparecido
Naquele momento a cabeça do detetive e de Natalie estavam a mil. Ryan queria encontrar Justin, pois achava que ele poderia ser o culpado pelas mortes, por ter desaparecido, já Natalie está preocupada com o amigo, sabia que ele não seria capaz de tal ato e queria saber onde ele poderia estar.
Enquanto Turpin estava do lado de fora da sala, Natalie ligou para Eloá, que atendeu com uma voz de sono e visivelmente irritada. Seu tom de voz mudou quando notou que era Natalie, mas não era por estar afim ou algo sentimento positivo, porque Eloá era uma psicopata, uma pessoa sem nenhum sentimento bom. Seu tom havia mudado, porque ela tinha ficado em alerta, como se alguma coisa estivesse prestes a acontecer.
- O Justin sumiu. -o choro de Natalie estavam embargada sua voz
- O que? Justin? O namorado do Joe? - a atuação de Nardoni era impecável
- Sim, a polícia está atrás dele. Acha que ele pode ter matado o Dan e o Joe. Eu estou tão preocupada com ele. -logo o soluço veio
- Você está com a polícia agora? -a apreensão na voz de Eloá era quase perceptível, Nat perceberia se não estivesse chorando copiosamente
Sim, estou no DP da Filadélfia, o detetive Ryan Turpin me chamou até aqui. - ela fungou antes de responder - Eu sei que nos conhecemos a alguns dias, mas saindo daqui, eu posso te ver? Não estou me sentindo bem
- É, eu tenho um compromisso. Me desculpa, mas não vai dá. Podemos sair para comer a noite se quiser -lá estava ela mentindo novamente, dizendo que tinha compromisso, mas vai passar todo o dia comendo e assistindo tv
Eloá não aguentava ver pessoas chorando, aquilo a irritava e ela pensava que era algo completamente desnecessário. Não entendia porque alguém chorava ao ver um animal ou alguém morrendo em um filme, não entendia porque as pessoas passavam horas chorando porque terminou um relacionamento ou uma amizade. Tudo para ela era acordo, negócio e sempre tinha que ser útil para ela, quando deixasse de ser, ela iria embora como se nada tivesse acontecido.
Nardoni não ligava para os sentimentos de outras pessoas, então pouco se importou com o sofrimento e angústia de Riddle. Ela não se importava com a garota, estava com ela apenas por s**o e para usá-la como álibi em seus crimes mais doentios e perversos.
Infelizmente Natalie era uma garota de ouro, do tipo de menina que sempre se esforçou para dar orgulho aos pais, nunca deu trabalho com escola, com trabalho, com amizades e nem mesmo com festas ou amizades. Seu jeitinho carinhoso e atencioso conquistava diversas pessoas, mas nenhuma delas tinha despertado seu interesse como Eloá.
Era como se ela tivesse se sentindo invadida de uma sensação nova, de calor, desejo, de excitação e principalmente de admiração. Não podia negar que a pele clara, os cabelos pretos, a boca bem marcada e rosada de Eloá eram a combinação perfeita de tentação.
Nardoni era completamente inteligente, sempre aprendia tudo com muita rapidez para que ela pudesse convencer a outra pessoa que ela sabia sobre aquilo e manter uma conversa.
Aquela combinação perfeita de beleza, com o gene, era o pesadelo de qualquer pessoa no universo.
- Srta. Riddle, vou acompanhá-la até o campus da Dextel, ok? Quero fazer algumas buscas. - a voz de Ryan soou ao fundo
Com aviso de que iria sair para resolver algumas coisas, Eloá se dedicou em descobrir quem é Ryan Turpin. Ela precisava conhecer quem estaria atrás de suas pistas e ir atrás da falta delas.
Enquanto Nardoni se empenhava para saber quem era Ryan e outras coisas sobre sua vida, ele estava dirigindo com Natalie ao seu lado. Eles conversavam sobre coisas da vida, era notável que Ryan ficou mexido com a beleza de Natalie.
Eles tinham idades próximas, cada um seguindo sua vida da forma que achava melhor naquele momento. Seguindo seus sonhos e objetivos de vida. O sonho de Turpin era ser professor de história, mas depois do que aconteceu com seus pais, ele mudou completamente o rumo de seus sonhos e estava como detetive no DP.
Por mais que Ryan fosse um homem muito bonito, ela não tinha interesse nele naquele momento, pois já estava afim de Eloá e seu charme perigoso.
Com a pesquisa, Nardoni descobriu toda a vida de Ryan, desde a sua infância, a morte de seus pais, a criação de seus irmãos e sobre sua brilhante carreira dentro da polícia.
Quando Ryan e Natalie chegaram em Dextel, ela rapidamente foi para o seu quarto. Não sabia como se sentir com os olhares e comentários de Turpin, principalmente naquele momento que ela não sabia onde estava seu amigo
- Detetive, acho que o senhor vai querer ver isso.