Investigação

1728 Words
Ryan Turpin ficou responsável para investigar a morte dos alunos de Cambridge que estavam na Filadélfia. A polícia da Pensilvânia precisava prestar esclarecimentos sobre a morte de alguns alunos da universidade de Cambridge, na Inglaterra.  Era difícil iniciar uma investigação, pois muitas pessoas estavam bêbadas durante a festa e no momento dos crimes. Muito possivelmente eles não lembram de mais nada que pudesse ajudar a polícia, já pelo efeito do álcool no corpo.  Um comunicado tinha sido emitido, para que se alguém com aquelas características, fantasia ou suspeito, fosse reportado diretamente para a polícia. Não queriam perder tempo e parecerem péssimos profissionais para a mídia de fora.  - Detetive, já emitimos os pedidos e amanhã vamos até o campus onde eles estão e tratei eles para o senhor.  Na manhã seguinte, como prometido, o oficial foi até o campus para conseguir encontrar e levar Natelie e Justin até o DP da Filadélfia. Foi uma viagem de mais ou menos 1 hora e meia para chegar ao local.  Como estava sem aula, por luto daqueles que tinham perdido a sua vida no fim de semana, com uma morte trágica e ainda sem explicação para aquele ato tão doentio e covarde. O oficial Benner caminhou até a secretária da universidade de Dextel para falar com um responsável para conseguir identificar e chegar até as pessoas que era preciso.  Mexendo em algumas coisas no sistema, conseguiram identificar os alunos e onde eles estavam ficando. Era uma república que alguns alunos que estavam de intercâmbio, estava ficando para que pudessem ajudar e até mesmo se conhecerem.  Benner foi até o local, procurou por Natalie e logo foi orientado sobre onde ela estava. A loira estava em seu quarto, lendo o livro "o sol também se levanta", na qual ela tinha ganhado de seu amigo Dan antes de falecer.  - Bom dia, é a senhorita Riddle? - Benner perguntou quando a porta se abriu - Sim, sou eu mesma. No que posso te ajudar? - Nat estava confusa ao vê um policial ali na sua porta - Eu sou o policial Benner, estou aqui representando o Departamento de Polícia da Filadélfia. O detetive Ryan Turpin pediu para que eu a chamasse até o DP, para falar sobre seu colega Daniel e saber se tem algo que você possa fazer para ajudar na investigação. - Benner respondeu se identificando com seu distintivo e a intimidação assinada por Turpin - Ok, eu vou sim sem problema. Mais alguma pessoa vai comigo ou somente eu fui intimada? - a loira perguntou lendo o papel em sua mão - Justin Kallan também foi intimado, sabe onde posso procurá-lo? - o oficial perguntou - Olha, eu não sei se o senhor vai encontrar ele na Pensilvânia mais. Ontem ele disse que iria até uma pedra que ele sempre ia com Joe, namorado dele que também faleceu, depois iria para Nova York, ficar com sua família que morava por lá. - Riddle disse pegando seu celular rapidamente do bolso- Ele me passou o número de um familiar, você pode entrar em contato e pedir para que ele retorne para depor.  O número foi passado e Benner ficou na porta tentando contato com a família de Justin enquanto Natalie se trocava para acompanhar o oficial até o DP.  Ela estava apreensiva, pois não sabia o porquê estava sendo chamada até lá. Não sabia porque ela foi chamada, se outras pessoas também estavam no local e viram o corpo antes dela, mas sem reclamar, tomou banho, se trocou, prendeu o cabelo, pegou sua bolsa com celular, documentos, dinheiro e outros pertences antes de sair da República acompanhada por Benner.  O caminho foi feito com os dois em silêncio, Natalie tentava ligar, mandar mensagem ou falar com Justin de alguma forma. Estava preocupada porque ele já deveria ter chegado em Nova York e ter avisado, mas não tinha nenhuma mensagem dele sequer dizendo que já estava indo para lá. Apenas uma foto da vista do lago, onde ele estava para lembrar de Joe.  Quando chegaram ao DP, o oficial a guiou para a sala de interrogatório, oferecendo-lhe água antes de sair para informar a Turpin que ela estava lá esperando por ele.  Ryan pegou duas garrafas d'água e seguiu para a sala de interrogatório. Ele estava completamente diferente do acontecido com seus pais. Era um homem alto, barba por fazer, cabelos curtos, usava roupas sociais e sempre muito atencioso com tudo que estava acontecendo ao seu redor.  Isso fez Ryan ser um dos melhores detetives daquela região. Ele sabia notar detalhes e fazer com que o culpado fosse pego na própria mentira. Turpin gostava que seus presos mentisse, pois eles sempre esquecem alguma parte do que falaram, e é ali que ele consegue desvendar e prender o culpado.  - Bom dia, eu sou o detetive Ryan Turpin. O oficial Benner deve ter dito para você. Aqui está a água, fique a vontade e assim que quiser, começaremos, ok? - Turpin disse entregando uma garrafa de água para Natalie, que tomou-a quase toda e então se ajeitou na cadeira dura de ferro para que pudessem começar aquele interrogatório. - Tudo será gravado, tudo bem para você? - ele perguntou depois de um longo tempo em silêncio - Por mim está tudo bem, podemos começar. - Riddle disse com um sorriso no rosto Turpin arrumou o gravador, colocando-o sobre a mesa e então iniciando.  - Bom dia, eu sou o detetive Ryan Turpin do Departamento de Polícia da Filadélfia e estou aqui hoje, dia 03 de novembro com Natalie Riddle. Estamos com esse interrogatório, ou melhor, essa conversa para falarmos sobre Daniel Collins e Joe Anton que foram mortos brutalmente na noite de Halloween, na Universidade da Pensilvânia. - Turpin deu uma pausa para recuperar o fôlego. - Srta. Riddle, pode se apresentar, por favor.  - Bom dia, me chamo Natalie Riddle, sou estudante de Arte na Universidade de Cambridge na Inglaterra, estou com alguns colegas em intercâmbio e estudando na Universidade de Dextel no momento. - a loira disse seguramente, sem errar nenhuma palavra ou gaguejar - Srta. Riddle, por favor nos conte como você e outros alunos vieram para nos Estados Unidos da América. - o detetive indagou - Alguns cursos abriram grade para que alguns alunos pudessem fazer intercâmbio para outros países, conhecendo a cultura, normas, regras e como funciona aquela profissão naquele país escolhido. Muitos alunos escolheram os EUA, então a Universidade de Dextel abriu oportunidade para que alguns alunos pudessem participar de suas aulas e até mesmo conseguir algum estágio na área. - Natalie disse e parou para beber um pouco mais de água. - Um grupo de alunos de três cursos foram selecionados para vir para cá, outros alunos foram para outras universidades do mundo e até mesmo para outras em território americano. - Agora me fala um pouco sobre a sua relação com as duas vítimas, por favor. - Ryan pediu assim que notou que a mulher em sua frente tinha finalizado - Minha relação com Joe Anton e Daniel Collins era diferente. Joe eu conheci através de Justin Kallan, que é meu colega de curso e namorado de Joe. Então sempre que tinha alguma reunião ou saíamos para algum lugar, Joe ia com a gente. Não tinha uma proximidade com ele, mas sempre ouvi Justin falar dele e sobre a relação que eles tinham. - uma pausa e um suspiro pesado veio. - Agora o Dan, perdão, Daniel, nos conhecemos na lanchonete da faculdade ainda na Inglaterra. Ele veio de uma família pobre e para conseguir se manter, ter um pouco de alimento e conseguir estudar, ele trabalhava como atendente em turno extra dentro da universidade, para conseguir algum dinheiro extra. Então quando soubemos que íamos viajar juntos, nossa amizade aumentou e começamos a ter mais proximidade. Eramos de cursos diferentes, mas sempre estávamos dando apoio um para o outro, para que nunca desistisse do sonho.  - Na noite da festa, o que aconteceu? Diga em detalhes, desde o início do dia, até o momento que você soube que Daniel e Joe estavam mortos.  - Daniel não queria ir, tentou convencer de todas as formas o grupo de amigos para não ir, porque tinha muita coisa da faculdade para fazer, mas dissemos que iríamos ajudá-lo depois. Com insistência ele foi, já Joe estava completamente empolgado, porque ele queria saber como era o Halloween daqui, a música, festa, comidas e tudo mais que poderia oferecer. Saímos da república todos juntos, por volta das 21h30, tínhamos um longo caminho até o campus da Universidade da Pensilvânia. Chegamos e fomos tirar fotos de tudo, da decoração, das nossas fantasias para guardar de lembrança antes de curtir a festa. Até tiramos fotos com algumas pessoas que tinham fantasias muito boas, incluindo uma pessoa que estava com a fantasia daquele filme “A morte te dá parabéns”.  Estávamos começando a curtir, tomamos algumas doses de vodka antes de entrar na festa para chegar no clima. Quando tiramos a foto com o “babe”, o Daniel já estava um pouco alterado e deu um t**a na cabeça da pessoa, ainda na fantasia e eu acho que isso irritou a pessoa naquele momento, mas ela foi embora, entrou na festa, junto com a gente e começou um concurso de fantasia mais original, o “babe” até foi indicado, mas saiu logo depois. Ficamos curtindo a festa por muito tempo, quando o Dan disse que precisava ir ao banheiro, oferecemos ir com ele, mas ele recusou e disse que dava conta de ir sozinho, mas ele estava demorando muito e eu achei que poderia ser apenas porque estava com fila ou ele estava agarrado em alguém no meio do caminho, mas depois da votação e escolher o vencedor do concurso, uma garota apareceu e disse que tinha uma pessoa morta próxima ao banheiro. Corri e pedi para todos os santos, deuses e entidades para não ser o Dan, mas eu o reconheci pela roupa. - naquele momento Natalie estava aos prantos ao lembrar dos últimos minutos com Daniel - E quanto a Joe Anton, o que você viu? Ele estava junto de Justin Kallan? - outra pergunta foi feita pelo detetive, mas antes que Riddle pudesse responder, o oficial Benner entrou na sala, pedindo desculpas pela interrupção - Desculpa incomodar e atrapalhar vocês, mas detetive, Justin Kallan está desaparecido. 
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