📓 NARRADO POR MANU Eu fiquei ali, no meio da viela, paralisada. O som do motor da BMW, a moto do Miguel, passou rasgando a rua principal. Um segundo depois, o ronco da moto do Rafael sumiu na direção oposta. Eu estava sozinha, no escuro do beco. A mão dele ainda parecia estar em mim, apertando minha cintura, o calor do corpo dele grudado na minha pele. Eu tinha acabado de ser beijada, apertada e quase possuída pelo homem que meu irmão tinha jurado matar se me tocasse, e tudo que eu sentia era fogo. Eu ajeitei a saia, tentando disfarçar o volume do meu peito que subia e descia rápido demais. A boca estava dormente. Meu coração batia no ritmo de um tambor de guerra. Eu precisava fugir daquele lugar. Não do beco, mas de mim mesma. Caminhei rápido, forçando-me a respirar devagar, fingin

