📓 NARRADO POR MANU SANTANA Eu virei. Eu caminhei. E cada passo que eu dava parecia que alguém enfiava a mão dentro das minhas costelas e apertava meu coração com força. Eu mantive a postura. Queixo erguido. Ombros firmes. Santana não desaba na frente de ninguém. Santana não entrega fraqueza de bandeja. Santana não corre atrás de homem. Mas meu peito… meu peito gritava feito animal ferido. Eu sentia a respiração falhar, mas continuei andando. Se eu parasse, eu chorava. E eu não ia chorar. Não ali. Não na frente dele. Mas então eu ouvi: — MANU, POR FAVOR… — a voz dele, desesperada, quebrada — …não faz isso comigo! Eu apertei mais o passo. Só que ele veio atrás. Pesado. Rápido. Desesperado. E antes que eu conseguisse me afastar mais, a mão dele segurou meu braço. Não

