📓 NARRADO POR FARIAS Eu subi as escadas sentindo as pernas latejando. Cada degrau era uma lembrança da rastejada. Cada passo era o eco da voz dela. O pior não era a dor. Era saber que ela ia gostar de me ver entrando ali de novo. Cheguei na porta. Abri. A coronel já estava na mesa… enchendo a própria XÍCARA de café como se tivesse tido uma noite tranquila, como se não tivesse acabado de me desmontar no pátio. Ela não olhou. — Fecha a porta, Farias. — disse, tranquila, quase entediada. Fechei. Quando virei, ela já tava me encarando com aquele olhar frio de quem cria guerra por esporte. — Tira a boina. Tira a postura. Tira o orgulho. Fiz tudo. Um por um. Engolindo. Ela apontou com o queixo pro chão. — Vai. Ajoelha. — disse como quem manda o cachorro sentar. Eu ajoelhei.

