📓 NARRADO POR ANA LÍVIA A mulher respirou fundo. Tentando organizar o desespero em palavras. — Ela acordou quente… — a voz dela tremia — mas no começo a febre ia e voltava. Aí, de madrugada, ela começou a reclamar de dor na cabeça… O homem completou: — Ela não queria comer. Nem beber água. Eu já tava anotando. Mas o olho não saía da Isa. Porque quem trabalha com criança doente sabe: o corpo fala até quando a boca não consegue. — Ela vomitou? — perguntei. — Uma vez… — a mãe respondeu. — Teve diarreia? — Não… — Dor no corpo? Perna? Barriga? — Ela falou que o corpo doía todo… Eu dei um leve aceno com a cabeça. A febre continuava alta. Eu coloquei a mão de novo na testa dela. A pele ainda queimando. Mas a respiração… tava um pouco menos acelerada. Um pouquinho. Alívio mí

