📓 NARRADO POR RAFAEL “TOURO” (continuação — “o beijo que virou sentença”) O beijo dela ainda queimava na minha boca quando eu fiz o que meu corpo já tinha decidido antes da minha cabeça: Passei a mão na cintura dela, segurei firme — firme daquele jeito que ela sempre reclamava, mas sempre puxava de volta e a ergui no meu colo. As pernas dela subiram automaticamente, se fechando ao redor da minha cintura como se aquele fosse o lugar natural delas. E era. Sempre foi. Eu saí do banheiro com ela agarrada em mim, o cheiro quente do banho dela grudado no meu pescoço, o coração dos dois batendo errado, rápido, urgente. Cada passo até o quarto parecia uma confissão silenciosa. Quando chegamos na beira da cama, ela ainda tava com a boca na minha, como se tivesse medo de que eu evaporasse

