📓 NARRADO POR MIGUEL SANTANA A frase saiu tão rápida da boca dele que parecia que alguém tinha apertado um botão na nuca do infeliz. — “EU PROMETO QUE SÓ TRANSO COM ELA QUANDO VOCÊ DEIXAR!” Silêncio. Silêncio absoluto. Silêncio que nem bala perdida ousaria atravessar. Eu pisquei uma vez. Piscar lento, perigoso, daquele que avisa que o cérebro tá processando se mata ou se ri. Touro percebeu. Touro SE DESESPEROU. — “Quer dizer— QUER DIZER— não que eu vá t*****r logo— ou t*****r cedo— ou t*****r muito— ou t*****r legal— digo— legal no sentido moral— NÃO DE LEI— EU—” — Rafael. Ele calou na hora. Eu aproximei o rosto devagar, só pra ele lembrar quem manda naquele morro. — Então nunca. Ele arregalou os olhos tão grande que parecia que tinham puxado o zoom. — “Como é que é???” —

