Capítulo 2 - FELIZ ANIVERSÁRIO

1074 Words
Mônica cuidou de cada detalhe da sua festa. Não tinha muitas amizades a não ser Rafael e Maria Elena que conheceu na Universidade. Rafael tornou-se Advogado e já trabalhava na firma da sua família, e Maria Luísa estudou Relações Públicas. Os três tinham uma boa amizade, sendo que Rafael e Maria Luísa já formavam um casal. Além deles, Mônica convidou mais alguns colegas de turma e outras pessoas com quem ela tinha uma boa relação. Alice não se intrometeu em nada durante a organização, e também tinha o seu conjunto de convidados. Quando terminou de se arrumar, Mônica olhou para o espelho e pediu a opinião de sua melhor amiga e confidente. - O que achas Malú? Estou bem?  - Bem? Você está maravilhosa. Linda demais. E mereces. Afinal é o teu aniversário. - Obrigada amiga. Estou muito feliz. Eu desconfiei da Alice no começo, mas parece que ela quer mesmo que as coisas melhorem entre nós. - Isso é bom. Mas porque não pareces convencida? - Não sei. Estou com uma sensação estranha. E isso começou no jantar com aquele homem. O Matias Molina. - Você não gostou dele? - Sinceramente não. Eu senti que ele estava apenas fingindo ser simpático demais. - Eu entendo. Mas por favor não deixes estes pensamentos estragarem o teu dia. Vamos descer. O Rafael já deve estar impaciente. Elas desceram e Mônica foi muito elogiada. Matias a observava de longe e teve ainda mais certeza que a queria como sua esposa. Ela era linda, jovem e sorria como uma princesa. Era a candidata perfeita para dar a ele muitos herdeiros. - Matias! Está tudo bem? - Sim Alice. Apenas observava a minha futura esposa. Como a faremos assinar o documento? - Deixa isso comigo. Depois de a assinar, a minha neta ficará encurralada, e não terá escolha a não ser concordar com o casamento. Mas por hoje, vamos deixar ela aproveitar o seu último dia de liberdade. Matias concordou. Não tinha a intenção de deixar Mônica trabalhar e tão pouco manter amizades masculinas como a que tinha com Rafael. ****DUAS SEMANAS DEPOIS Mônica tinha mesmo participado da feira da saúde. Chegou em casa muito feliz e sentia - se orgulhosa de si mesma por ter ajudado tantas crianças. Foi á cozinha e encontrou Olívia. - Oi Olívia. - Minha menina. Como correu tudo? - Foi ótimo demais. Estou muito feliz por ter ajudado aquelas crianças. - Dá para notar que te fez muito bem ir até lá. Mas, a tia Avó te espera no escritório. - Obrigada. Vou até lá. Alice mudou a expressão quando a neta entrou. - Vovó? A Senhora mandou me chamar? - Sim. Senta por favor. - Está tudo bem? - Sim querida. Eu tive uma reunião com o nosso advogado. Ele me disse que a tua mãe deixou um fundo financeiro em teu nome. - O Quê?! Como assim? - Eu também não sabia. Está tudo numa conta na Suiça. E só pode ser retirado por você. A condição era esperar até que tivesses 25 anos. - Mas eu só tenho 22. - Sim eu sei. Mas não há regras sem exceção. Tens que assinar alguns documentos para que o dinheiro seja transferido para aqui, e claro numa conta só tua. Concordas com isso? - Está bem. Este dinheiro vai me ajudar. Tenho alguns planos. - Ótimo. Aqui estão os papéis. Eu li e garanto que está tudo legal. Só tens que assinar e o advogado trata do resto. - Está bem. Confiando apenas na palavra de sua Avó, Mônica assinou todos os papéis, incluindo os papéis do acordo de casamento e as condições impostas por Molina. O dinheiro realmente era apenas seu, e só ela teria acesso á conta. Mas a armadilha estava preparada. E agora vinha a pior parte. ********O Casamento Estava uma linda tarde de sábado. Mônica estava preparada para começar a trabalhar já na segunda-feira. Olívia bateu na porta e entrou com um cabide não contendo uma peça de roupa bem coberta. - Boa tarde Menina. A sua Avó pediu - me que te desse isso. Estão subindo a maquiadora e a cabeleireira. - O quê?! Eu não entendi. O que é isso? - O teu vestido de noiva...- Alice disse da porta e Olívia saiu. - O que disse Vovó? Vestido de noiva? - Isso mesmo. Hoje é o dia do teu casamento com o Mattias Molina. - Nem pensar. Eu não vou casar com aquele homem Vovó. Porque faria isso? - Você assinou o acordo querida. O casamento será apenas Civil. Não haverá cerimónia religiosa. - Eu não vou casar Vovó. Que acordo é este que eu supostamente assinei. Mônica pensou um pouco e então percebeu como isso tinha acontecido. - A Senhora foi mesmo capaz de fazer isso? - Já está feito. Quero você linda. Não tens escolha. O Matias não é um homem que aceita recusas. E digo em todos os sentidos. Em seguida entraram duas mulheres para preparar Mônica. Ela estava chocada demais para reagir. Foi tomar banho e após estar vestida a maquiadora começou a trabalhar. Em seguida foi a cabeleireira. Ela estava realmente linda, mas também profundamente infeliz. Conseguiu enviar mensagem para Maria Luísa, mas depois teve o seu telemóvel arrancado de suas mãos e desligado. Por sorte ela sabia de cor o número da amiga e também de Rafael. Olívia a viu descer e deu um leve sorriso. - Minha menina. Eu lamento muito. Ela não respondeu. Estava a sentir - se como uma mercadoria. Foi levada até ao local onde seria a cerimónia e Matias Molina já estava lá. - Mônica! Se você recusar casar com ele, algo terrível vai acontecer. E não será apenas com você....- Alice disse pegando na mão dela, mas Mônica puxou como se tivesse nojo. Ela sentou e não olhou para Matias. As poucas pessoas presentes notaram o quanto ela estava infeliz e também que fazia aquilo por obrigação. Ela disse sim e assinou o documento com o seu novo nome: Mônica Molina. Não houve festa. Apenas um jantar e Mônica recusou - se a brindar ou sorrir para as fotos. Faria uma viagem de lua de mel de uma semana. Não estava disposta a permitir que Matias a tocasse, mas como sua Avó tinha dito, ele era do tipo de homem que jamais aceitaria uma recusa. O Martírio de Mônica estava apenas a começar. Teria ela força para se libertar desta prisão?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD