Owen Quando acordo, sinto como se uma orquestra desafinada estivesse fazendo um ensaio completo dentro da minha cabeça. Olhar para a esquerda dói. Na verdade, olhar para qualquer direção que não seja reta dói pra c*****o. Tento mover os braços e é só então que percebo: estou amarrado a uma cadeira. E bem amarrado. Quanto mais tento me soltar, mais a corda se crava na minha pele. Olho ao redor, e assim que faço isso, uma pequena luz bruxuleante surge no canto mais escuro da sala. — Ora, ora... olha quem acordou. Essa voz. Eu reconheceria em qualquer lugar. Só cobras sibilam desse jeito. A brasa do cigarro ilumina por um instante o rosto de Bjorn. Ele sai das sombras. A luz é fraca, mas suficiente para eu vê-lo. A primeira coisa que noto é a cicatriz. Depois, o olhar. O resto é puro ins

