A Volta Para o Brasil

1129 Words
Mariana Eu estava dormindo quando a aeromoça me acordou e disse que tínhamos chegado no Brasil. Agradeci ela e vi Dudu me olhando, havia acordado antes de mim, só não entendi o porquê dele não ter me chamado. - Por que não me acordou, bebê? - Perguntei ao coçar os olhos. - Mãe, já conversamos sobre essa história de bebê.... e não te acordei porque você estava linda dormindo; - Deu um leve sorriso. Ai, ele me lembra tanto o Juan... As vezes me pergunto ''será que Juan gostaria de saber que tem um filho? Será que os dois se dariam bem como pai e filho?'' Não, eu não posso nem pensar nessa hipótese. - Bom, agora vamos. - Peguei minha bolsa e saímos do avião. Peguei o carrinho com as malas e fomos procurar a doida da minha irmã Cande, e Dudu pegou minha mão de novo, parecia meio assustado. - É só pra garantir que ninguém me seqüestre, sabe eu sou muito lindo e qualquer um iria me querer. - Falou me fazendo rir. - Tudo bem, também não quero que ninguém te tire de mim. Fomos andando no meio da multidão quando escutei um grito histérico, era uma voz que eu conhecia muito bem. - LALIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! - Me virei e vi Cande no meio da multidão, virei o carrinho e fui ao encontro dela. (...) Dudu Nossa quem é essa louca pra gritr desse jeito? Talvez essa fosse a minha tia, que mamãe sempre falava, e acho que era, porque mamãe saiu atropelando todo mundo. - Cande? - Lali? As duas se abraçaram e começaram a pular, e depois eu que sou criança? Ah, por favor... Elas já estavam me matando de constrangimento, será que não tinha algum buraco pra eu me enfiar? - Ai meu Deus! Você está linda! - Falou olhando minha irmã de baixo pra cima e sorrindo. - E você está - pausou - você está grávida? - Sorriu. - Sim, estou. - Respondeu. - Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! - e abraçaram e começaram a pular, gritando feito loucas. - Dá pra vocês pararem? - Gritei. - Está todo mundo olhando, devem estar pensando que vocês são loucas. - Ah desculpa, bebê. - Como vai meu sobrinho preferido? Cruzei os braços e a encarei, pois eu realmente não sei que mania é essa do povo me achar favorito quando se só tem eu de criança! - Bem, tia. - Repondi. - Vem cá, dá um abraço na sua tia. - A abracei. Depois desse king kong que pagamos na frente de um aeroporto inteiro, fomos para minha nova casa, finalmente, pois nesse momento era só o que eu queria, eu já estava cansado de tudo isso. (...) Juan Terminei mais um dia exaustivo de trabalho, o que eu queria era somente um banho e cama. E foi o que eu fiz, quer dizer. só tomei um banho porque ele acabou tirando o meu sono e depois eu não consegui dormir. Então desci até a cozinha e fui tomar um copo de água e também comer meu bolo, é claro. Minha mãe já tinha chegado e estava jogada no sofá, acho que também estava cansada, assim como eu. - Oi mãe! - Ela levantou a mão como se estivesse fazendo um gesto de tempo. - Está tudo bem? - Estou morta de cansaço. - Falou se ajeitando no sofá. - Sua irmã ligou? - Cheguei faz um tempinho e nada. - Respondi me sentando também no sofá. - A sua empregada não deixou nenhum bilhete? - Não, calma mãe, daqui a pouco ela liga. - m*l terminei de falar, e o telefone tocou. - Ô boca santa! - Riu e atendeu a ligação. - Alô? - Pausa. - Estou bem. filha. - Começou a andar de um lado pro outro. - Sim, ele está aqui. - Acho que falavam de mim. - Sério? Que bom! - Sorriu, me deixando curioso. - Sim, está bem. - Parou do lado da escrivaninha. - Boa noite, filha. - Pausa. - Também te amo. - Desligou e se sentou. - E então? - Perguntei curioso. - Rocio finalmente terminou com aquele rapaz. - Por que a senhora não gostava dele? - Perguntei. - Não sei. - Deu de ombros. - Só não gostava dele. - Rimos. - Ai, vou subir, tomar um banho e dormir. - Mãe, não é nem dez horas. - E eu já estou morta! - Se levantou, me deu um beijo na testa e subiu as escadas. (...) Mariana Já tínhamos chegado em casa e estávamos matando a saudade, nunca pensei ficar tanto tempo longe das pessoas que eu amo, e eu sempre fui muito próxima da minha irmã. De repente Cande disse que iria embora. - Bom, agora tenho que ir. - Ela disse se levantando, - Mari, sábado vamos jantar juntas, ok? - Sim, claro. - Respondi ao dar um leve sorriso. - Ótimo, está marcado, tchau família. - Ela disse mandando beijinhos e saindo pela porta. - Ótimo, está tarde, que tal você senhorita e esse rapazinho irem tomar um banho e dormir? Amanhã à tarde Dudu tem aula. - Mas já? Eu nem cheguei direio. - Dudu disse emburrado. - Ou você vai pra escola, ou vai ter que ficar sozinho. - Falei. - Vovó? - fez voz mansa, apelando pra minha mãe, que fez sinal nedativo com a cabeça. - Vovô? - Apelou pro meu pai. - Não posso, desculpa. - Está bem. - Falou se conformando. - Bom, vamos tomar banho. Depois que Dudu tomou banho e se trocou, eu fui apresentar seu novo quarto. - Bom esse é seu novo quarto! O meu é aquele ali da frente, ok? - Nos sentamos na cama e mamãe ficou em pé na porta, só no observando. - Tudo bem. - Falou meio cabisbaixo. - Filho, não fica assim, um dia a gente volta. - Abracei ele. - Tudo bem mamãe, boa noite. - Me deu um beijo na bochecha. - Durma bem. - Beijei a testa dele e ele se deitou. - Eu te amo mamãe. - Falou e fechou os olhos. - Eu também te amo. Sai do quarto dele e fui conversar mais um pouco com minha mãe. (...) Juan Eu olhei pra estante da TV e vi algumas folhas, e as peguei. Eram as canções que eu escrevi para Mari quando eu namorava com ela, ah, se Deus me desse mais uma chance de vê-la, saber como ela está, porque se foi, ai ela me faz tanta falta... Chega, não vou mais ficar aqui esperando, tenho que agir, vou à casa dos pais dela agora mesmo e não vou sair de lá, até que Gime me responda onde ela está. Era isso que eu estava disposto a fazer.
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