Samantha percebeu que Lobo não sorria quando estava trabalhando. Não era falta de humor. Era método. Ela notou isso logo cedo, ao observá-lo da porta da casa de Naná. Ele caminhava pelo morro com passos medidos, o olhar atento, o corpo inteiro em estado de alerta. Não havia pressa, mas também não havia relaxamento. Cada movimento parecia calculado para ocupar espaço sem desperdiçar energia. Os homens ao redor mudavam de postura quando ele passava. Conversas cessavam. Olhares se abaixavam. Não por medo irracional, mas por reconhecimento de hierarquia. — Ele não precisa levantar a voz — Naná comentou, surgindo ao lado dela. — O silêncio dele já resolve metade dos problemas. Samantha engoliu em seco. — Eu nunca vi alguém mandar tanto… sem parecer que está mandando. — Porque ele não pe

