Jonathan acordou com a sensação incômoda de que algo estava diferente. Não foi um barulho. Não foi um alerta. Foi ausência. Por alguns segundos, ainda de olhos fechados, ele tentou identificar o que faltava. O quarto estava no mesmo lugar. O rádio silencioso. A arma onde sempre ficava. O corpo pronto para reagir. Mas havia algo que não fazia parte da rotina dele. Calor. Não o calor do ambiente, nem o abafado típico da madrugada no morro. Era outro tipo. Um calor próximo, constante, que não exigia vigilância imediata. Ele abriu os olhos devagar. Samantha dormia ao seu lado, virada de lado, respirando de forma profunda, tranquila demais para aquele lugar. O rosto relaxado, uma mão apoiada perto do travesseiro, o corpo ocupando espaço sem pedir licença. Jonathan ficou imóvel. Não p

