Rachel Fernandez
—O meu nome é Georgina Sandrik, falo do hospital geral Joseph clinic de Chicago. — Ela deu uma pausa e quando voltou a falar ,sua voz era baixa e melancólica.
—Infelizmente, o seu irmão, Colbem Michel Fernandez foi trazido para o hospital e se encontra muito ferido. O seu nome e contato foi a última coisa que ele conseguiu dizer aos paramédicos antes de perder a consciência. Eu sinto muito.
—Não. Oh, não..Colben .. —Eu sussurrei , o medo de perder o meu irmão me atingiu dolorosamente no meu peito e as minhas pernas vacilaram ainda mais e tudo à minha volta começou a rodar. Hannan me embalou pela cintura e me guiou até o sofá e se sentou ao meu lado. —Rachel, o que foi ?
—Colbem ,ele está no hospital...—Falei e comecei a chorar.
Hannan tomou o celular da minha mão, e em seguida, disse à mulher que eu estava abalada e ouviu o restante do que a mulher tinha a dizer sobre aquela tragédia.
—Sim , claro. Estamos indo pra aí. Obrigada. —ela terminou a ligação e me abraçou. —Olha ,o que aconteceu com ele não é culpa sua ,Ok? Não ouse se culpar. —disse ela como se tivesse lido o que se passava pela cabeça naquele momento de dor e angústia. Colbem não mentiu.Tem mesmo um pessoal barra pesada na cola dele. E eu não acreditei.
— É sim tudo culpa minha. —solucei baixinho.
Hannan me deixa ali e corre até o bebedouro e volta de lá com o copo de água. —Beba e tente se acalmar. —Ela estende a mão e aperta a minha a fim de me oferecer conforto.
— Não é culpa sua. Você entendeu ?
—É, sim. Ele disse que tinha um pessoal barra pesada na cola dele . Eu devia ter dado o dinheiro para ele fugir. Mas ao invés disso não acreditei em nada do que ele disse e fui dura com ele. Eu sou tão. tão egoísta.
Ela bufa.
—Você não é egoísta. É a pessoa mais gentil , generosa e altruísta que eu conheço. Você é o tipo de pessoa que luta por aqueles que ama. Não mede esforços para ajudar e vê-las bem mesmo que isso signifique abrir mão da sua própria felicidade e bem estar. Então, eu repito novamente. Não é culpa sua. Eu não vou admitir que fale isso de novo . Colbem tem te enrolado e mentido pra você desde que você se mudou para Chicago para morar com ele .Era ele quem devia cuidar de você quando chegou aqui tão perdida e não ao contrário.
Ele sim tem sido um egoísta. Nunca se importou que o dinheiro que ele pegava de você ia lhe fazer falta. Quantas vezes abriu mão de comprar algo que precisava pra dar dinheiro pra ele gastar em drogas ou em jogos ?
Ela tem razão. Mas isso não diminui a sensação de culpa que quase me sufoca.
—Temos que ir ao hospital. Você tem que preencher o formulário dele e falar com a polícia.
—Polícia?
—Sim , foi o que a mulher disse. A polícia está lá e quer falar com você. Mas não se preocupe com isso , é só falar a verdade para eles. E a verdade é que Colbem é um usuário de drogas e que você não tem ideia de quem fez isso com ele . —disse ela.
Tudo que Colbem me disse sobre esse pessoal vem na minha mente e foi como se cada músculo do meu corpo tivesse sido atingido por uma nevasca. Esse homem ,seja ele quem for , vai terminar o que começou se Colbem não pagar o que deve. E depois ele virá atrás de mim.
Não tenho outro jeito. Eu preciso encontrar o chefão e negociar a dívida do meu irmão. O problema é que eu não sei por onde começar. Eu não tenho nenhum contato com os amigos do meu irmão exceto. ..Suelen . É isso! Como ex-namorada de Colbem, com certeza ela deve saber de alguma coisa.
— Rachel , você está bem ? Ficou pálida de repente. — Hannan me observou preocupada. Eu assenti e me levantei. —Só um pouco tonta. Vou jogar uma água no rosto e depois podemos ir. — Fui até o banheiro, fechei a porta e procurei pelo nome de Adélia na agenda do meu celular. Por sorte , o número dela ainda estava entre os poucos contatos que eu tinha na agenda. Disquei e aguardei. Ela atendeu no terceiro toque.
—Rachel ?
—Sim,sou eu.
Ela suspira fundo.
— Eu soube o que aconteceu com Colbem —disse ela. —Quem contou ?—Perguntei. —Derek , ele acabou de me ligar. Ele não sabia que Colbem e eu tínhamos terminado por isso me ligou. Ele também perguntou se eu sabia quem fez isso com Colbem. Então, como sei que você me ligou pelo mesmo motivo que ele ,vou poupá-la de fazer a mesma pergunta cuja a resposta é... Eu não tenho idéia.Eu não sei quem fez isso com seu irmão. Ele e eu não estamos mais juntos. —disse ela e noto uma pontada de amargura no seu tom de voz. Derek deve ser algum amigo de Colbem que não está entre aqueles que eu conheci antes de ele se enterrar nos vícios. — Olha ,Suelen. Eu sei que você conhece muita gente desse meio da máfia. Colbem deve ter comentado alguma coisa com você ou com seus irmãos. Sei que ,apesar de não estarem mais juntos , Colbem ainda frequenta o bar de vocês.
— Não. Faz tempo que não falo com Colbem e faz tempo que ele não aparece no bar. —O nervosismo dela diz ao contrário. Ele sabe de alguma coisa.
—Eu sei que você sabe de alguma coisa ,Suelen.Por favor, me ajude. Eu preciso parar esse pessoal antes que seja tarde.
— Eu não sei de quem você está falando , garota! Eu ,ein! —disse ela, muito determinada a não cooperar. Eu não me sinto nem um pouco confortável com o que vou fazer agora , mas a situação não me dá outra alternativa.
— Tudo bem. Boa sorte então na tarefa de esconder a tempo todas as drogas que você não quer que a polícia encontre no seu apartamento. Por que eu vou ligar pra eles e contar sobre isso.
—De que p***a você está falando?
—Das drogas. Colbem me contou que os seus irmãos transformaram o seu apartamento em um ponto de vendas de drogas. —digo e ela pragueja e xinga o meu irmão. No final dos insultos que achei que não ia ter fim,ela prometeu que vai m***r Colbem e depois picar ele em pedacinhos com uma tesoura de carne bem afiada.
—O que você quer fazer com qualquer informação que eu der sobre eles ? —Perguntou ela meio ofegante.
—Negociar a dívida de Colbem. —Respondi.
—Tudo bem, eu não sei quem fez isso com Colbem , mas sei de alguém que pode saber . Vou ligar para a pessoa e ver o que eu consigo.
—Obrigada ,Suelen —agradeci e ela resmungou alguma coisa que certamente foi um palavrão.
— Isso é tudo que vou fazer. Depois, você terá que seguir sozinha. Não vou me envolver nisso nem fodendo. E se eu fosse você também não. —disse ela em seguida desligou. E eu fui para o hospital.