O silêncio da madrugada não conseguia apagar a eletricidade entre eles, pelo contrário, parecia amplificá-la. O som distante dos grilos e o vento leve passando pelas frestas só tornavam mais audíveis as batidas aceleradas de dois corações que insistiam em se provocar. Desde o jantar, cada troca de olhar entre eles carregava um recado não dito. Quando ele passava a mão pelo copo, o olhar dela descia, acompanhando o movimento lento e calculado. Quando ela inclinava o corpo para frente, a blusa deslizava, revelando o suficiente para acender algo nele. Eram pequenas armas usadas com maestria, ele pela necessidade de controle, ela pela sede de provocá-lo. Maya estava inquieta, como se cada músculo de seu corpo pedisse para se mover, para testar até onde Miguel aguentaria antes de ceder. As p

