A primeira coisa que Joana sentiu foi o peso. Não o peso do corpo, ainda fraco pela sedação, mas o peso de uma presença. Um calor firme na sua mão, como se alguém estivesse segurando para impedir que ela fosse embora, não do hospital, mas de si mesma. Piscou devagar. A claridade que entrava pela fresta da cortina feria os olhos, e cada movimento de pálpebra parecia exigir força. Quando conseguiu focar, lá estava ele. Cristopher. A barba por fazer sombreando o rosto, o cabelo bagunçado como se não tivesse visto um travesseiro há dias. Os ombros largos estavam curvados, e as mãos… Deus, as mãos dele eram o que a mantinham ali. Quentes. Firmes. Inabaláveis. O coração dela deu um salto. Não sabia se era surpresa, medo… ou algo que não queria nomear. Ele ergueu o olhar e, por um instante,

