A vinícola estava viva. Não apenas iluminada, mas pulsando como um coração que, depois de anos, voltava a bater com força. Pequenas luzes pendiam sobre as mesas de madeira rústica, refletindo no vidro das taças cheias de vinho tinto. O aroma das uvas recém-colhidas se misturava ao perfume da terra molhada pela chuva fina que caíra mais cedo, criando um cheiro de promessa e prosperidade. Maya andava devagar, como se quisesse memorizar cada detalhe: os risos dos peões, o som das rolhas estourando, as vozes misturadas em brindes e histórias. Seus dedos passavam pelas bordas das mesas, sentindo a textura da madeira, como se o toque a lembrasse que aquilo não era um sonho. Ela parava para cumprimentar cada convidado, recebendo abraços, elogios e olhares que diziam: Você conseguiu. E, no fund

