Maya estava sentada na beira da cama. As pernas cobertas por um lençol. O corpo ainda nu por baixo, aquecido pela lembrança dos toques. Mas a mente… Estava longe. Não era no prazer que ela pensava agora. Era no perigo que vinha depois. — Como é que eu deixei isso acontecer? — murmurou, encarando o chão de madeira. Ela sequer conhecia direito aquele homem. Aquele capataz que apareceu de repente… pedindo emprego com o rosto sério e um nome comum, riu sem acreditar no que fez Miguel. Só Miguel. Sem sobrenome. Sem passado. Sem garantias. E, mesmo assim… Ela o desejou no primeiro olhar. Lembrou da camisa suada colada ao peito dele. Do jeito que os olhos não fugiam dos dela. Da arrogância contida. Do corpo erguido demais pra um homem que dizia querer cavar buracos e cuidar d

