Capítulo 36 – Quando o Sangue se Torna Silêncio

1164 Words

O chão frio parecia roubar o pouco de força que ainda restava em Joana. A queda a deixara sem ar, e a dor latejava, subindo como fogo pelas pernas e pelo abdômen. Sentia o gosto metálico na boca. Um gosto que não vinha de palavras, mas de sangue. Ele escorria, quente, pelos lábios e pelo canto do rosto, desenhando um caminho c***l até o piso. — Socorro… — a voz saiu rouca, fraca, quase engolida pelo vazio da casa. Mas ninguém respondeu. Ninguém ouviu. Ela tentou se arrastar, apoiando uma mão no chão, mas o braço tremia tanto que não conseguiu avançar mais que alguns centímetros. A visão começou a embaçar. O corpo ficou pesado, como se cada osso fosse chumbo. O medo veio como um golpe mais forte que o anterior. Não era apenas medo da dor… era medo de não acordar. De que aquela fos

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