Kai começou a dizer que nunca imaginou que teria um filho, nem que curtiria tanto. Que nunca quis se amarrar, ter a responsabilidade de um relacionamento tão sério, uma casa, uma família para cuidar, mas que não conseguia mais se imaginar sem tudo isso, que amava Benício como se fosse dele e que nunca tinha tido algo assim com mulher nenhuma. Mel ouvia tudo quieta. Ele perguntou se ela não ia dizer nada. Ela disse que precisava pensar. A noite passou a madrugada acordada, assistindo TV, pensando em tudo. Foi para a cozinha lavar a louça cedo. Kai acordou, chegou por trás dela, bem próximo, colocou as mãos na cintura dela e disse afetuoso a beijando no pescoço: — E aí, Mel, vai viajar comigo? Ela se arrepiou toda, mas continuou lavando a louça. Ele se esfregou nela para atiçá-la e disse:

