Metralha narrando Assim que o telefone ficou no viva-voz… o silêncio pesou dentro daquela salinha. Eu conseguia ouvir a respiração dela falhando. Os olhos cheios de lágrima. O corpo tremendo. Mas naquele momento… eu tava focado em outra coisa. No homem do outro lado da linha. No filho da püta que eu esperei anos pra encontrar de verdade. — Analu? — A voz dele saiu firme de novo. Mas eu percebi. Ele já tava ligado que tinha alguma coisa errada. Sorri de lado. Sem humor nenhum. E falei: — Tá procurando alguém, tenente? O silêncio veio imediato. Pesado. Perigoso. A Ana Luíza arregalou os olhos na mesma hora. E eu continuei encarando ela enquanto segurava o celular. — Quem tá falando? — A voz dele mudou completamente. Fria. Treinada. Igual de policial quando sente cheiro de problema. S

