Sabia o que estava em jogo. Sabia que eu estava disposto a atravessar qualquer limite para recuperar minha filha. Sentamos na mesa. E comecei a passar tudo para ele. Absolutamente tudo. Cada informação. Cada suspeita. Cada movimentação. Félix escutava em silêncio. Analisando. Pensando. Ligando os pontos. Quando terminei, ele ficou alguns segundos encarando o mapa. — Faz sentido. — Eu sei que faz. — Se essas informações estiverem certas, eles estão vulneráveis. — Estão. — Muito vulneráveis. Assenti. Era exatamente isso que eu acreditava. Félix então cruzou os braços. — Vou começar a organizar a operação. — Ótimo. — Mas vou chamar só os caras de confiança. Aquilo chamou minha atenção imediatamente. — Também estou pensando nisso. — Tem alguma coisa errada. — Eu sei.

