Respirei fundo. E comecei. Uma chave. Nada. Outra. Nada. Mais uma. Nada. Meu nervosismo aumentava a cada segundo. As chaves estavam acabando. E nenhuma servia. — Vamos... — Murmurei. — Vamos... Outra tentativa. Nada. Mais uma. Nada. Eu já estava quase desistindo quando coloquei a penúltima chave. Clique. A fechadura girou. Meu coração parou. Literalmente. Empurrei a porta devagar. E entrei. O ar sumiu dos meus pulmões. Porque aquilo não era um escritório. Era uma sala de guerra. Fotos. Mapas. Anotações. Documentos. Rotas. Horários. Plantas. Tudo espalhado pelas paredes. Tudo organizado. Tudo planejado. E não. Aquilo não era uma operação para prender ninguém. Meu pai não queria prender o Metralha. Nem o Borges. Ele queria matar os dois. Meu corpo inteiro gelou. Não. Não. Não. Não p

