Mas preferi ficar quieto. Quando chegamos na frente da casa dela, ela desceu primeiro. Depois veio me ajudar. Como se eu fosse um senhor de oitenta anos. — Eu consigo. — Eu sei. — Então para. — Não. Revirei os olhos. Ela riu. E seguimos devagar até a porta. Os moleques abriram para nós. Agradeci. E entramos. Só que assim que colocamos os pés dentro da sala... Nós dois paramos. Porque não era exatamente aquilo que esperávamos encontrar. A televisão estava pausada. A casa silenciosa. Tudo calmo. E o sofá... O sofá estava ocupado. Muito ocupado. Eu olhei. Depois olhei de novo. Porque achei que estava vendo errado. Mas não estava. Metralha estava dormindo. Deitado, meio sentado. Com a cabeça encostada para trás. E Ana Luíza estava dormindo do lado dele. A cabeça

