Jéssica narrando Depois que levaram o Borges pra cirurgia, parece que o tempo simplesmente parou. Eu estava sentada naquela cadeira dura da recepção do posto, olhando toda hora pro corredor, esperando alguém aparecer pra falar alguma coisa. Qualquer coisa. O magrinho ficou ali comigo por um tempo, tentando me tranquilizar, dizendo que o Borges era forte, que ele ia sair daquela. Mas quanto mais o tempo passava… Mais nervosa eu ficava. Porque ninguém demorava três horas numa cirurgia simples. E aquilo só fazia minha cabeça criar mil cenários horríveis. Minhas mãos estavam geladas. Eu não conseguia parar de balançar a perna. Toda vez que uma enfermeira passava pelo corredor, meu coração disparava achando que finalmente vinham me dar notícias. Mas elas só passavam direto. Até que depoi

